Sem categoria

Documentário sobre o LP ROCK GRANDE DO SUL

http://www.movirs.com.br/_conteudo/2015/09/blogs/loop_reclame/219794-documentario-mostra-bastidores-do-disco-que-lancou-o-rock-gaucho-no-brasil.html

Anúncios
Padrão
Sem categoria

Matéria sobre o lp “Rock Garagem” em ZH

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/06/ha-30-anos-lp-rock-garagem-colocou-o-rs-no-mapa-da-musica-jovem-brasileira-4532980.html#showNoticia=fmoxOmRNOW80OTAzODA5OTg2OTgwNzYxNjAwJktYNjQ3NzQ3Nzc1NzkzODI1NDYwMjAhUDYxNzkzNzQzMTcwODQ2MDY0NjRWVTlIaDZWMEImLTdUdXRcKX0=

Padrão
Sem categoria

Rádio Ipanema FM

permalink

A Ipanema FM – Festa de 27 anos  escrito em quinta 18 novembro 2010 10:44

27 anos de rádio IPANEMA FM

Evento Público Foto do Evento

 
Quando: domingo, 21 de novembro de 2010 12:00 – 22:00 BRST
Onde: ANFITEATRO POR DO SOL – PORTO ALEGRE
PARQUE MARINHA DO BRASIL
PORTO ALEGRE RS 90000-000 Obter Direções

Por Rogério Ratner

 A Ipanema FM está completando 27 anos, quem diria, e, aliás, estou ficando velho, nem havia me dado conta de que já passou tanto tempo assim. Pois é. Comecei a ouvir a Rádio ainda quando a sua sede ficava na rua José Bonifácio, e se chamava Bandeirantes FM. Depois mudou o nome pra Ipanema, e a Bandeirantes (BAND) funcionou paralelamente, com um perfil mais adulto (mais ou menos como a Antena 1, só que com um viés cultural), hoje a Band FM reproduz a Band AM, caminho tomado também agora pela Gaúcha AM e FM.

Bom, no início a Rádio Ipanema não era especificamente voltada  ao rock, embora tivesse um programa sensacional lá pela meia-noite, a cargo do Ricardo Barão, que centrava foco no rock e inclusive no hard rock (na época chamávamos o som de bandas como AC/DC, Led Zeppelin, etc., como heavy metal, hoje acho que elas seriam “levinhas” considerando o que veio depois). O Barão também abria espaço para o rock local, no seu programa foi que ouvi o Júlio Reny pela primeira vez, a sua fita cassete com “Cine Marabá” (mais recentemente lançada em CD) rodava muito no programa. Era mais uma rádio de MPB “alternativa” e música pop/rock estrangeira, com espaço para muitas saladas sonoras e avessa a classificações mais rigorosas. Assim, era através das ondas da Band/Ipanema que ouvíamos, no início dos anos 80, o pessoal da vanguarda paulista (Arrigo Barnabé, Tetê Espíndola, Itamar Assumpção), e expoentes da MPG, tais como Nei Lisboa, Bebeto Alves, Nelson Coelho de Castro, Felipe Franco, etc. Foi nesta fase, já quando a rádio funcionava nos seus atuais estúdios, no morro Santo Antônio, que uma vez eu e meu amigo Auriu Irigoite (hoje baixista radicado no Rio) fomos entrevistados pela Katia Suman, a respeito do show que íamos fazer na Terreira da Tribo. Nós tocamos “ao vivo” com nossos violões, nosso som era MPB meio “Clube da Esquina”, na época. A Katia Suman (que hoje apresenta o programa Camarote, na TVCOM) já era, na ocasião, uma radialista bem anti-convencional. Quando chegamos lá, achei que havia alguma coisa errada, pois ela estava sentada no chão (parecia em crise existencial e desolada), para logo a seguir se levantar e se movimentar freneticamente, bem faceira e simpática, no pequeno estúdio (o qual, aliás, era na sala ao lado do atual, e que depois passou a ser da Band FM), rss. Enfim, era um clima bem diferente do de uma rádio convencional, digamos assim. Foi bem legal a entrevista, tenho gravada numa fitinha cassete.

A primeira Ipanema contava, além da Katia e o Barão, com o Nilton Fernando, o Mauro Borba (hoje na POP Rock), a Mery Mezzari (que, pelo que vi, parece ter sido demitida nos últimos dias, era a última remanescente original), a Bete Portugal, dentre outros, enfim, tinha uma equipe bem legal, que usava uma linguagem coloquial, mas não na linha dos apresentadores da Cidade FM ou da Atlântida FM, era um lance mais cool, simples, despojado. Depois, com o surgimento do rock nacional dos 80, e, mais especificamente, da cena desenvolvida aqui do início daquela década em diante, a Ipanema foi gradativamente se transformando em uma “rádio rock”, mas sem bitolagem. Foi um canal fundamental para a difusão da cena roqueira nacional (Legião, Paralamas, Titãs, etc.) e gaúcha, rodando diversas fitas “demo” de bandas como os Engenheiros do Hawaii, TNT, Cascavelletes, Garotos da Rua, etc. Quando falo sem bitolação, é porque se permitia continuar com a proposta da diversidade musical, embora este pendor mais para o rock. Pra dar um exemplo de como a coisa funcionava, em 1992 eu estava cantando standards de jazz, e dei uma entrevista para a Nara Sarmento, então apresentadora da “tarde” da rádio. Embora aquilo fosse, teoricamente, fora da proposta normal de uma “rádio rock”, na Ipanema havia espaço praticamente pra qualquer coisa, desde que em doses homeopáticas. Depois, quando lancei meu primeiro CD, em 1997, o pessoal rodou algumas músicas, além de eu ter dado entrevistas para a Mery Mezzari e o Silvinho. Mas a rádio atualmente mantém uma programação bem diversificada, incluindo um programa de jazz e o programa do Mutuca, aos sábados, que resgata o rock das antigas, e é bem legal. Há vários outros programas interessantes, além da programação normal. Muita gente boa já passou pelo comando dos microfones da Ipanema nesta longa história… além dos já citados, podemos apontar o Alemão Vitor Hugo (que apresenta o programa da manhã), o Cláudio Cunha, o Piá, o Eduardo Santos, o Porã (atualmente no Pretinho Básico da Atlântida FM), o Júlio Reny, enfim, muitos nomes. Atualmente está sob a direção de Eron Dalmolin. 

A rádio atualmente pode ser ouvida na internet, basta entrar no site. Parabéns à Ipanema, que venham mais 27 anos de glórias e muitas “loucuras”, já que é a “ovelha negra”, a rádio dos “loucos”. O show, cujo serviço está no começo, vai reunir diversos nomes da cena roqueira/pop gaúcha.

permalink

Show de Aniversário da Rádio Buzina do Gasômetro  escrito em sexta 19 novembro 2010 06:43

       Dando continuidade às comemorações do 2º aniversário da Rádio Buzina, convidamos a todos para o evento “Usina na Praça” com o show de Nelson Coelho de Castro, Marisa Rotenberg, Gelson Oliveira e Monica Tomasi.   O espetáculo acontece neste domingo dia 21 de novembro às 17 horas na praça anexa à Usina do Gasômetro e tem entrada franca.   Prestigie nossa música ! Contamos com a sua presença. Até lá !     Blog de bandasdorockgauchoforever : bandas do rock gaúcho forever, Show de Aniversário da Rádio Buzina do Gasômetro

permalink

Araújo Vianna. com. br  escrito em sexta 19 novembro 2010 09:30

No site http://www.araujovianna.com.br consta um documentário contando diversas histórias envolvendo o auditório Araújo Vianna, palco histórico da música de Porto Alegre, especialmente da MPB e do Rock. Há notícias de que no ano que vem alguma coisa vai acontecer, não sei se é o início das obras ou a reinauguração, em face do projeto da Opus Promoções. Após a coisa ter ido para o “buraco negro” por alguns anos, parece que agora vai. O documentário, que pode ser visto online, tem entrevistas de Nei Lisboa, Bebeto Alves, Nico e Hique Gomes, Wander Wildner, Humberto Gessinger….. Bem legal. O Araújo foi um dos primeiros lugares em que me apresentei, lá no distante ano de 1984, num projeto que rolava aos domingos à tarde com entrada franca.

permalink

Paul McCartney no Brasil  escrito em segunda 22 novembro 2010 09:20

Embora a voz já dê sinais de desgaste, Paul McCartney deu enormes mostras de profissionalismo, carinho e respeito pelos fãs em sua série de shows no Brasil. Paul, em sua “terceira idade”, só faz confirmar a convicção de que ele se trata de um dos maiores ícones do rock e do pop de todos os tempos, do quilate de um Elvis Presley, de um Little Richard. O desfile de seus hits da fase dos “Wings”, perfilados com os clássicos espetaculares dos “Beatles”, nos demonstra como Paul evoluiu do formato pop/ rock comum para a composição de verdadeiras suítes populares. Os grupos e artistas do rock progressivo – que, conforme alguns especialistas apontam, teria sido inspirado  pelo clássico álbum psicodélico Sgt. Pepper’s – dos anos 70, de um modo geral, tentaram trilhar o intrincado caminho das colagens e mudanças de ritmos e estilos dentro de uma mesma música, da variação de climas, das oscilações na dinâmica, mas muito comumente erravam a mão, transformando a “viagem” em algo disperso, hermético. Paul, contudo, conseguiu a proeza de fazer evoluir o seu rock por este caminho, sem perder, em qualquer instante, o alto teor pop de suas canções no período pós-beatles. É por isso que músicas como “Jet”, “Live and let die” e “Band on the run”, dentre outras, são clássicos imbatíveis, o ápice conseguido no universo roqueiro de todos os tempos  em termos de evolução estrutural, de riqueza de arranjos, de dinâmica, entre outros aspectos. Neste sentido, e vista a questão sob o ângulo puramente musical, é notório que Paul sempre foi um músico muito superior a John Lennon, embora este fosse também, sem dúvida, um grande melodista. Mas Paul, musicalmente falando (com relação às letras  fica a dever em relação a John), é de uma complexidade jamais alcançada no universo roqueiro, quiçá nunca superável por outro artista ou grupo de músicos.

Destaque nos shows também para a excelente banda que acompanhou Paul no Brasil. A produção, em termos visuais, também foi super caprichada, inclusive com fogos de artifício não economizados. 

Padrão
Sem categoria

Matéria da Zero Hora sobre o disco Rock Garagem

Matéria na Zero Hora sobre o antológico disco Rock Garagem, produzido por Ricardo Barão.

http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2014/06/ha-30-anos-lp-rock-garagem-colocou-o-rs-no-mapa-da-musica-jovem-brasileira-4532980.html#showNoticia=cGtyOSY2ZnoxNDU3NzQ0MzUxNDI0Njk2MzIwKmk9NDk3OTE4NzAwNjY2MzI0NjAwNGl4cTc2MTA2MTAyNTIyMjgwNjczMjhZZzFMfWdjWTtTKUk+Sn0lNmM=

Padrão
Sem categoria

BANDAS DO ROCK GAÚCHO FOREVER

Este blog é editado pelo
cantor/compositor/escritor
gaúcho

ROGÉRIO RATNER

Resultado de imagem para rogério ratner

Site oficial:

http://www.rogerioratner.com

 Resultado de imagem para rogério ratner

*** veja o verbete “Rogério Ratner” no Dicionário Virtual da Música Brasileira Cravo Albin

http://dicionariompb.com.br/rogerio-ratner


### Ouça músicas de Rogério no youtube, myspace, last fm, spotify, deezer, itunes, etc.

 https://www.youtube.com/watch?v=Hd6ktmuxN6w

___________________________________________

@@@ Veja clipes no Youtube buscando “Rogério Ratner”

 https://www.youtube.com/watch?v=Hd6ktmuxN6w

_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ESTE BLOG CONTÉM

# Artigos sobre a história da música gaúcha

# Resenhas de discos
(envie o seu, mandando
mensagem para
Ratner@trt4.jus.br !!!)

# Fotos

# Curiosidades

*Ajude a formar o LISTÃO DE BANDAS E ARTISTAS GAÚCHOS e o
DICIONÁRIO VIRTUAL DE BANDAS E ARTISTAS GAÚCHOS de todos os tempos.

Se você tem uma banda, se você lembra de alguma banda/artista/instrumentista em qualquer gênero musical, se é músico e tem material, se você conhece alguma banda que ainda não foi citada, etc. etc., entre em contato com Ratner@trt4.jus.br
Veja a relação em outros tópicos.

_________________________________________________________________________________________________________________________________

Resultado de imagem para bandas do rock gaúcho forever

* ÍNDICE DOS ARTIGOS (só alguns destaques)

Resultado de imagem para vivendo a vida de lee

Mr. Lee:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/woodstock-em-porto-alegre/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/06/08/lancamento-do-livro-woodstock-em-porto-alegre-de-rogerio-ratner/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/13/fotos-do-vivendo-a-vida-de-lee-mr-lee/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/13/512/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/13/fotos-do-vivendo-a-vida-de-lee-mr-lee-in-concert/

 

Resultado de imagem para carlinhos hartlieb

 

Tropicalismo gaúcho:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/tropicalismo-gaucho-parte-1/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/o-tropicalismo-gaucho-parte-2/

 

Resultado de imagem para garotos da rua

Listão das Bandas Gaúchas:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/02/25/listao-das-bandas-artistas-grupos-e-musicos-gauchos-de-todos-os-tempos/

 

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/02/25/listao-das-bandas-artistas-grupos-e-musicos-gauchos-de-todos-os-tempos-parte-ii/

 Resultado de imagem para ciro moreau

– Grandes guitarristas gaúchos:

 

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/grandes-guitarristas-gauchos-i/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/grandes-guitarristas-gauchos-parte-2/

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/grandes-guitarristas-gauchos-parte-3/

 Resultado de imagem para antonio villeroy

– Mineiros e gaúchos

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/mineiros-e-gauchos/

 Resultado de imagem para ana kruger

– Grandes cantoras gaúchas

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/grandes-cantoras-gauchas/

 

 

 Resultado de imagem para cheiro de vida

– Shows em Porto Alegre nos anos 80:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/shows-em-porto-alegre-nos-anos-80/

 Resultado de imagem para the dazzles & jovem guarda gaúcha

– A Jovem guarda gaúcha:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/jovem-guarda-e-beatlemania-no-rio-grande-do-sul/

 Resultado de imagem para taranatiriça

– Rock brasileiro: anos 70×80?!?:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/rock-brasileiro-dos-anos-80-x-70/

 Resultado de imagem para elis regina

– Elis Regina:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/elis-regina-essas-mulheres/

 Resultado de imagem para adriana calcanhotto

– Adriana Calcanhotto, antes da fama:

 https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/06/adriana-calcanhotto-antes-da-fama/


 Resultado de imagem para pop som & porto alegre

– Lojas de Lps em Porto Alegre:

 https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/lojas-de-lp-em-porto-alegre/

 Resultado de imagem para clube do guitarrista gaúcho

– O clube do guitarrista gaúcho:

 https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/o-clube-do-guitarrista-gaucho/

 Resultado de imagem para os brasas

– Rock gaúcho (anos 70/80/90-2000- Esse tal de rock gaúcho):

Resultado de imagem para bixo da seda & banda

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/11/o-rock-gaucho-dos-anos-70-3/

 Resultado de imagem para tnt banda

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/o-rock-gaucho-dos-anos-80/

Resultado de imagem para cachorro grande banda

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/o-rock-gaucho-dos-anos-90-e-2000/

 

Resultado de imagem para rock gaúcho

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/esse-tal-de-rock-gaucho/

Resultado de imagem para paixão cortes

– A música regionalista gaúcha:

 https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/a-musica-regionalista-gaucha/

 Resultado de imagem para nelson coelho de castro

– A MPB gaúcha:

 https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/02/25/a-mpb-gaucha/

 Resultado de imagem para ivone pacheco

– O clube de jazz de Porto Alegre:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/o-clube-de-jazz-de-porto-alegre/

 Resultado de imagem para nico nicolaiewsky

– A contribuição judaica à música gaúcha:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/06/a-contribuicao-judaica-a-musica-gaucha-parte-1/

 

 

Resultado de imagem para bedeu samba

– O samba gaúcho:

 https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/05/o-samba-gaucho/

 Resultado de imagem para radames gnattali

– A música erudita gaúcha:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/06/a-musica-erudita-gaucha/

Resultado de imagem para pedrinho figueiredo

– A música instrumental gaúcha:

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/10/cio-da-terra/

 Resultado de imagem para joão alfredo & bares

– Uma banda pela noite de Porto Alegre

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/07/13/uma-banda-pela-noite-de-porto-alegre-3/

Resultado de imagem para lupicinio rodrigues

– Lupicínio Rodrigues e os bares

https://bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/2016/03/13/lupicinio-e-os-bares/

Resultado de imagem para beco independencia

– Bares / Botecos / Restaurantes / Boates / Casas noturnas de PORTO ALEGRE

https://wordpress.com/post/bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/1648

Resultado de imagem para araujo vianna

– Bom Fim Parisiense

https://wordpress.com/post/bandasdorockgauchoforever.wordpress.com/1653

__________________________________________________________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________________________________________________________

Hermes Aquino E Mr. Lee

VIVENDO A VIDA DE LEE –WOODSTOCK EM PORTO ALEGRE
por Rogério Ratner

“É Lee, é calça Lee, é Lee, é calça Lee…” (baixa o som do jingle, entra a voz com eco, com muita energia e rapidez na dicção): ”na superquente Continental, o novo movimento, o som daqui, já gravado no estúdio 2 da superquente, especial para Mr. Lee em concerto, isso é viver a vida de Lee, é você estar ligado na Continental, ao natural, curtindo o que os nossos têm pra nos dizer, gente daqui, o novo movimento, a força do som local (…)”; “superquente Continental, fique parado aí xará, é gente nossa, som feito aqui no Porto, aqui na superquente com Mr. Lee, os melhores da música do sul do país, o som que levou mais de cinco mil pessoas para o Araújo Viana, pra curtir o Concerto número II, você está sintonizando, curtindo a superquente (…)”; “Lee, a proposição de uma força nova, uma coisa daqui, com a força total da superquente Continental (…)”. (“Living the life of Lee, living the life of Lee…”, baixa o jingle, entra a voz): “Vivendo a vida de Lee, o importante é você olhar pra uma Lee e saber que é Lee, Mr. Lee em concerto, pra você ficar por dentro do que está acontecendo de bom, um trabalho de estrutura, pra você curtir o som local, valorizar a nossa música, saca o som, o ritmo autêntico, o recado natural, com a liberdade de Lee, saca a força desta guitarra (…)”; “isso é viver a vida de Lee, é você estar ligado na Continental, ao natural, gente daqui, do novo movimento, a força do som local, um lançamento de Mr. Lee para todo o sul do país, Mr. Lee em concerto, dando força para os novos talentos, saca o som, o recado (…); “pra qualquer hora, qualquer lugar, em qualquer tempo, Lee jeans, veio de muito, muito longe, andou muita estrada pra ficar junto de você, jeans, a roupa que dá consistência ao corpo e “guenta” o tirão, pra você curtir a total liberdade num mundo todo azul, prestigie e valorize os nossos músicos, “vamo” curtir o recado, com Mr. Lee em Concerto, dando força para os novos talentos, a onda 1120 superquente Continental, com 20 Kilowatts transistorizados…”

Blog de bandasdorockgauchoforever :bandas do rock gaúcho forever, Woodstock em Porto Alegre

Quem viveu na década de 70 em Porto Alegre e era jovem – ou criança, como eu, que tinha por volta de dez anos, à época – certamente nunca mais se esqueceu da voz e da animação incontrolável do Mr. Lee, captada em nossos incipientes radinhos de pilha, ou então nos velhos rádios e eletrolas dos “coroas”. Mr. Lee – personagem hoje mítico no imaginário das novas gerações do “som local” e na lembrança de seus contemporâneos setentistas, que a princípio deveria corresponder a um cowboy americano, mas que aos poucos foi se transmutando em um legítimo “magro do Bomfa” (O Bomfim é o bairro onde aconteceram alguns dos principais agitos artísticos e musicais dos anos 60 em diante em Porto Alegre, e está intimamente ligado, enquanto cenário, ao rock e à música popular feitos na capital gaúcha), encarnado de corpo e alma pelo genial radialista Júlio Fürst, na igualmente espetacular e revolucionária Rádio Continental AM, emissora pertencente ao Sistema Globo de Rádio.
A Rádio Continental AM, que já existia desde os anos 60, mas que era uma emissora com programação semelhante a das rádios AM do interior, sem uma direção clara em sua programação, foi adquirida pelo Sistema Globo de Rádio no final dos anos 60. No início dos 70, Fernando Westphalen e Marco Aurélio Wesendonck assumem o comando da emissora, e recebem carta branca para repaginá-la. Assim, surgiu no dial portoalegrense uma proposta nova, sendo a Continental um dos primeiros veículos a apostar na segmentação da audiência jovem, uma vez que as demais rádios AM, de um modo geral, atuavam no esquema que ainda é atualmente utilizado naquela faixa de emissão, de notícias, entretenimento, esportes, política, etc., para o público em geral, não separado por faixas etárias. A Continental então traçou o “mapa da mina” cujos rastros foram seguidos a partir do início da década de oitenta por diversas rádios FMs na capital dos gaúchos e em seu entorno – quando a música jovem trocou de faixa no dial do AM para o FM -, formato que se alastrou por todos os “rincões do pampa” e que, guardadas as proporções, vigora até hoje. Além de Júlio, a rádio contou com diversos disk-jóqueis inovadores, tais como o Cascalho (a quem se pode atribuir a paternidade da expressão “magrinho”, tão em voga na Porto Alegre da época, e que identificava a “galera” jovem), Clóvis Dias Costa, Beto Roncaferro (que era o programador musical da rádio), entre outros. Veiculava também um programa dos então professores do cursinho pré-vestibular IPV, José Fogaça (atual Prefeito de Porto Alegre) e Clóvis Duarte (Programa Câmera Dois, na TV Guaíba). Inovava na locução, na linguagem, na informalidade de seus locutores e apresentadores, no marketing, na propaganda- que era feita especialmente para ser rodada em suas ondas -, contava com o comentário diário do escritor Luis Fernando Veríssimo, entre muitas outras novidades, sendo a primeira emissora “cientificamente” criada no Sul especialmente para o público jovem e universitário. Isso numa época em que tudo no país era muito “quadrado”, o Brasil estava em plena ditadura militar, momento da vida nacional em que o “É proibido proibir” do maio de 1968 descambou no pesadelo do “Nada é permitido, inclusive pisar na grama”. E a Continental não raras vezes bateu de frente com a ditadura e sua famigerada censura, tendo inclusive sido retirada do ar em determinados ocasiões, além de ter que conviver diariamente com o “bafo” dos censores.
Analisando-se o fenômeno em que se constituiu esta rádio – e sem embargo quanto a todos os seus inegáveis méritos e o papel de vanguarda em diversos aspectos, como já assinalado -, observa-se que o trabalho de Júlio Fürst na Continental indiscutivelmente se revestiu de um caráter único, não apenas pelo estilo próprio de apresentar o seu programa, mas também pela proposta que destemidamente bancou junto aos diretores da emissora, que trouxe conseqüências espetaculares para o desenvolvimento e a divulgação do rock gaúcho e da MPB feita no sul.
A história começa mais ou menos assim: Júlio, que é baterista, atuava em um conjunto melódico (tocavam em bailes e festinhas) nos anos 60, e no início dos 70 teve uma loja de discos na Avenida Independência, então um dos points da juventude portoalegrense. Um amigo seu -que veio a ser proprietário de inúmeras casas noturnas famosas na capital gaúcha-, indicou-o para trabalhar na Rádio Pampa AM, que tentava fazer frente à monopolização que a Continental estava obtendo frente ao público jovem das classes A e B (e parte da C). O trabalho de Júlio chamou a atenção da Continental, e após um tempo ele e o seu “fiel escudeiro” Beto Roncaferro se foram de “mala e cuia” para a concorrente. Inicialmente, Júlio apresentava um programa de soul/funk americano, encarnando “Julius Brown”, um negão “típico” do Bronx que transmitia em português, embora o locutor seja um indisfarçável descendente de alemães. Chegou a discotecar festas no Clube Floresta Aurora (entidade quase que exclusivamente freqüentada pela comunidade negra da capital, que fazia festas semelhantes aos bailes realizados no Rio nos anos 70, em que vicejavam Banda Black Rio, Cassiano, Tim Maia, etc.), caracterizado como “negão black” clássico, ladeado por duas dançarinas com cabeleiras black power, na maior cara-de-pau. Então, ocorreu que, à época (início de 1975), a fábrica de roupas gaúcha Renner (da qual se originaram as Lojas Renner, hoje uma cadeia nacional) decidiu estabelecer uma espécie de franchising com a Lee americana, para produzir no Brasil as calças jeans como “originais”, tendo em vista que até então as calças da marca que circulavam por aqui eram todas importadas. Nos EUA, a Lee já tinha um programa transmitido coast to coast de música country, inclusive promovendo shows ao vivo. A Renner, que queria justamente penetrar na faixa de mercado do público jovem, propôs à Radio Continental que a emissora produzisse e transmitisse um programa nos moldes do americano. Então, “Julius Brown” foi aposentado e Júlio Fürst passou a encarnar o “Mr. Lee”. Desta forma, a partir de abril de 1975, Júlio apresentava (narrando em português, obviamente) o programa do Mister Lee, encarnando uma espécie de cowboy brasileiro e veiculando country americano. Em julho daquele ano, Júlio foi convidado para ser jurado do Musipuc, o festival mais importante de música universitária que se realizava na década de 70 em Porto Alegre. Encantado com a qualidade dos trabalhos que viu e ouviu ali, teve a idéia luminosa de propor à direção da Continental que os artistas locais gravassem suas músicas no próprio estúdio da Rádio, no gravador de dois canais constantes do Estúdio B, e que as músicas passassem a rodar em seu programa. Os diretores acharam a idéia um pouco maluca, e disseram que o risco seria do próprio radialista, caso aquilo redundasse num fracasso de audiência. Júlio, corajosamente, decidiu abraçar a “bronca”.
A proposta – que inicialmente consistiu na oportunidade de os músicos registrarem de forma semi-profissional seus trabalhos, gravando suas canções nos estúdios da própria rádio, numa época em que Porto Alegre não era dotada de estúdios efetivamente profissionais, e, melhor ainda, com a veiculação iterativa e efusiva das gravações no programa do Mr. Lee, e, posteriormente, inclusive na programação normal da rádio – desembocou em um verdadeiro movimento musical sem precedentes na cena portoalegrense, que não somente ganhou o Estado, como inclusive marcou presença no Paraná, apresentando o trabalho dos gaúchos aos paranaenses, e vice-versa. Foram shows e caravanas de músicos pelo sul do país, com auditórios lotados e, não raro, tumultos e fãs histérica(o)s. Quando os artistas apresentavam-se nos shows denominados “Mr. Lee in Concert”, subiam ao palco não raro tendo a platéia “na mão”, uma vez que o público jovem já conhecia as músicas por ouvi-las reiteradamente antes na rádio, não raramente cantando junto as canções. Nestes shows – e nos shows individuais e coletivos que os artistas passaram a fazer a partir daí – havia uma total identidade entre os espectadores e os artistas, assim como eles, jovens típicos da classe média gaúcha (e de outras classes também). Geralmente os artistas e o público estavam imbuídos das mensagens de “paz e amor”, de sonhos e utopias, nos rastros do movimento hippie e de outras viagens típicas dos anos 70. Além disso, as apresentações eram recheadas de toques sobre a “liberdade” e o vazio do mundo do consumo, mensagens que, diga-se de passagem, tinham que ser muito bem metaforizadas para conseguir “passar” pela censura. Os shows, guardadas as proporções, eram traduções miniaturizadas de Woodstock, festival americano no qual Júlio procurou se inspirar, e em vários aspectos eram mesmo correlatos deste. É claro que não tinham e nem podiam contar com toda a estrutura, a “piração” e liberdade vigorantes nos EUA dos 60, afinal ainda estávamos em plena ditadura, e a própria reunião de um grande número de jovens em um local fechado já era muito mal vista pelos censores, que exigiam que o radialista e os músicos lhe submetessem previamente o conteúdo do que iam falar ao público. Mas com certeza, em termos de número de atrações, qualidade, variedade, duração dos shows (o show no auditório Araújo Vianna durou uma eternidade) e animação, havia sim semelhança com o grande festival americano, guardadas as proporções, enfatiza-se. É preciso destacar também que, naquela época, meados dos anos 70, em que reinavam soberanos os vinis, os discos independentes eram raríssimos, limitando-se a eventuais e bissextas “matérias pagas” de algum “incauto” ou “milionário”, de forma que o esquema do Mr. Lee proporcionou que artistas amadores (em termos profissionais, não em questão de qualidade musical) e independentes pudessem registrar o seu som e divulgar de forma totalmente gratuita o seu trabalho, sem qualquer esquema de jabá ou coisa que o valha, muito ao contrário. Pra não fugir da regra, tudo isto somente aconteceu porque na hora certa estava no local certo a pessoa certa, com a atitude certa. Sem dúvida, se não fosse a coragem pessoal do Júlio Fürst, então no início de sua promissora carreira profissional de radialista e apresentador (a que, após este ciclo, deu continuidade, já despido do personagem, mas de forma não menos brilhante, na própria Continental e em diversas FMs da cidade, sendo que atualmente desempenha na Rádio Itapema FM), nada disso teria acontecido. É preciso lembrar que os fatos a que fazemos alusão ocorreram num cenário em que não havia significativas apostas em artistas jovens locais por parte da mídia – com raras exceções de incentivadores, tais como o grande radialista Glênio Reis, Pedrinho Sirótsky e o seu Transassom, bem como o suporte dado pela mídia escrita, especialmente por Juarez Fonseca, Maria Wagner, Osvil Lopes e Nei Gastal -. O contexto do mercado musical gaúcho era tal que os talentos surgidos inevitavelmente tinham que migrar para o centro do país para obter maior projeção e o merecido reconhecimento, sem que gozassem ainda de um ilimitado prestígio por aqui, tal como ocorreu nos anos 60 com Elis Regina e com o Liverpool (banda de rock tropicalista que na década seguinte deu base ao também lendário Bixo da Seda). E é justamente por conta desta realidade local, que a postura que Júlio decidiu abraçar com unhas e dentes se afigurava então uma incógnita, e se apresentava virtualmente temerária, não apenas comercialmente para a Rádio Continental, mas inclusive para o próprio futuro profissional do radialista. Com efeito, não havia muita referência acerca da viabilidade comercial desta proposta inovadora, à época, mas é indubitável hoje que, se não fosse pelo pioneirismo de Júlio e dos diretores da rádio, que respaldaram a sua idéia, certamente o mercado local de música em Porto Alegre não seria o que depois veio a ser, e tampouco o que é hoje. E o que chama mais atenção, e que nos revela que a coragem foi ainda maior do que se poderia inicialmente supor, é a extrema qualidade dos trabalhos veiculados, o que indica que a diretriz era no sentido de se promover um verdadeiro nivelamento “por cima” junto ao público. De fato, Júlio não “facilitava” para o público, não nivelava “por baixo”, não “empurrava” músicas fracas e escancaradamente comerciais “goela a baixo”, em busca de maior penetração junto à audiência. Ao contrário, os trabalhos musicais que o Mr. Lee apoiava não ficavam em nada a dever em relação ao que era produzido de melhor, à época, no resto do país, em termos de MPB, Pop e Rock. Júlio, com sua audácia e originalidade, demonstrou que era (e é) possível sim veicular música jovem de qualidade feita em Porto Alegre e obter com isso respaldo popular e resultados comerciais em termos de faturamento da emissora.
Infelizmente, o programa do Mister Lee deixou de ser produzido em face do desacordo havido entre a empresa patrocinadora e a direção da rádio, quanto aos valores do contrato de publicidade. Deste modo, Júlio já entrou o ano de 77 não mais como o cowboy, mas como “Mestre Júlio”, e sem o “gás” que o patrocínio proporcionou em termos de respaldo para a produção dos shows, que por serem coletivos e durarem horas a fio, envolviam altos custos. O fim do programa, em que pese a força que o radialista e o restante da equipe da rádio continuaram dando ao som local, representou um considerável revés para alguns dos trabalhos musicais que eram divulgados naquele espaço. Alguns outros artistas da cena conseguiram manter uma projeção ascendente em suas carreiras, em que pese tal fato.
Não seria arriscado dizer que possivelmente muitos de nós hoje não conheceríamos os excelentes músicos que afloraram daquela geração portoalegrense e gaúcha, que Júlio catapultou em seu programa e nos shows que promovia. Alguns destes artistas, se não fosse a ousadia do seu “empurrão” inicial, talvez não se tornassem tão famosos nacionalmente no futuro, tais como Kleiton e Kledir (então membros dos Almôndegas), Hermes Aquino (é, aquele mesmo da Nuvem Passageira) e Joe (roqueiro que começou pela MPB, vencendo uma das linhas da Califórnia da Canção, festival de música regionalista gaúcha, como Zezinho Athanásio, depois transmutando-se em “Joe Euthanásia” – observação: não chegou a participar de show do Mr. Lee, mas era rodado no programa), e Mauro Kwitko (autor de algumas das pérolas do repertório de Ney Matogrosso em sua carreira solo). Além, obviamente, talvez não viessem a obter projeção tantos outros nomes importantes que surgiram naquele período, tais como Fernando Ribeiro, Gilberto Travi, Inconsciente Coletivo, Nelson Coelho de Castro, e muitos mais. Mas não apenas isso, se não tivesse acontecido o movimento capitaneado pelo Mr. Lee -naqueles frenéticos dois anos aproximadamente em que o programa foi ao ar, do meio para o fim da década de 70-, não seria delírio pensar que muitos outros trabalhos importantes como os de Nei Lisboa, Bebeto Alves, Gelson Oliveira, Totonho Villeroy, Vitor Ramil, Júlio Reny, Jimi Joe, Wander Wildner, Frank Jorge – ou seja, um espectro que abrange o próprio Rock Gaúcho dos Anos 80, que estourou Brasil afora -, talvez não houvessem obtido tanta repercussão no futuro. Ocorre que vários dos radialistas importantes surgidos na década seguinte (a grande maioria inclusive hoje ainda na “ativa”), que deram o “empurrão” inicial necessário para impulsionar as carreiras destes músicos, eram fãs dos programas veiculados na Continental, e foram influenciados de alguma maneira pelo “modelo” do programa do Mister Lee, adotando a mesma postura de divulgar e apoiar valores locais novos em suas respectivas rádios FM. Pode-se rastrear a influência da Continental AM, ainda que de forma reflexa, na formatação das rádios Ipanema FM, Atlântida FM, Unisinos FM (notadamente em sua versão inicial, mesmo porque o seu criador assim o declarava), Band FM (o manager Kamarão também reconhece a influência), Gaúcha FM (atualmente Itapema), Pop Rock e FM Cultura (especialmente na época em que Zé Flávio foi o Diretor de Programação). Ou seja, nas principais estações de música jovem, rock e mpb da capital gaúcha.
Seguem abaixo alguns dos trabalhos e artistas veiculados pelo Mister Lee e pela Rádio Continental AM nos anos 70 ligados ao rock (ou ao pop rock, ou à MPB mais ligada ao pop). Não é ocioso registrar que, em entrevista pessoal que Júlio Fürst me concedeu, perguntei-lhe porque o Bixo da Seda, então o principal nome do Rock Gaúcho, não fez parte do “circo” do Mr. Lee. Segundo Júlio, isso deveu-se ao fato de que, embora tenha feito o convite ao empresário da banda, o mesmo pediu uma alta soma à guisa de cachê, o que a produção não tinha condições de cobrir, tendo em vista que os valores alcançados pelo patrocinador mal suportavam os custos de produção, sendo que os artistas (não raro dez ou doze bandas por evento) rateavam apenas o que sobrava, após o abatimento dos gastos, da renda da bilheteria.

– Inconsciente Coletivo: banda que misturava folk e mpb num formato “Peter – Paul – Mary “, com João Antônio (atualmente dono do Abbey Road, uma das principais casas de shows musicais de Porto Alegre, na qual é sócio de Júlio Fürst), Alexandre (um dos proprietários do Sargent Peppers, outra casa noturna importante da cidade) e a (psicóloga) Ângela. Um som suave, com violas e vocais, bem legal, em que se destacavam as músicas “Voando Alto” e “Terras Estranhas”, gravadas em um compacto lançado em 77 pela gravadora carioca Tapecar.
– Bizarro (posteriormente Byzarro): banda de rock progressivo, hard rock, jazz e o que mais pintasse. Criada nos anos 60 sob a alcunha de Prosexo, contou em sua formação com Carlinhos Tatsch (guitarra), Gélson Schneider (baterista, que posteriormente pertenceu às bandas Trovão, Swing e Câmbio Negro), Mário Monteiro (baixo) / Mitch Marini (baixista que também integrou as bandas mencionadas de Gélson). Fizeram vários shows em dobradinha com o Bixo da Seda. Destacam-se no repertório “Sombras” e “Betelgeus Star”.
– Bobo da Corte: na época do Mr. Lee, a banda tinha na formação Zé Vicente Brizola (filho do próprio e fundador do Bixo da Seda), Gatinha (bateria, posteriormente atuou no Saracura em sua fase inicial), Chaminé (baixo, depois Saracura) e Otavinho (guitarra). Fughetti Luz chegou a participar de uma das formações desta banda, antes de entrar para o Bixo. Rock direto levemente hard, numa levada bem juvenil, sendo de destacar “Genial Colegial”.
– Almôndegas: Banda seminal da música gaúcha dos anos 70, da qual participavam Kleiton e Kledir, e, ainda, Quico Castro Neves, Gilnei Silveira e Pery Souza. Depois, saíram os três últimos e entraram Zé Flávio, João Baptista e no finzinho (79) Fernando Pesão, este na bateria. Transitava pelo rock, bossa nova, milongas, temas regionais do Sul, Mpb e o que mais pintasse, com ótimas letras. Destaque para a Canção da Meia-Noite, que foi trilha da novela Saramandaia da Rede Globo, e Rock e sombra fresca no Quintal (ambas do genial guitarrista Zé Flávio).
– Hallai-Hallai: banda de country/folk rock, num estilo bem acústico, fazia um som muito legal, contava com Necão e Paulinho, entre outros membros que foram se revezando, sendo que em 1987, com Jorge Vargas no baixo, gravou um disco pela gravadora 3M, intitulando-se apenas como Hallai. Em destaque, as músicas “Cowboy” e “Quando viajar pro Norte” (esta de Fernando Ribeiro).
– Zé Flávio e o Mantra (posteriormente Mantra Jazz Rock circus): Banda capitaneada pelo guitarrista Zé Flávio, o qual, antes de monta-la, participou da banda-show Em palpos de Aranha, que também chegou a se apresentar em show do Mr. Lee (a Em palpos era Zé, Cláudio Levitan, Graça Magliani, Giba-Giba e Néri). O Mantra era formado ainda por Inácio (baixo), Fernando Pesão (bateria, também da banda instrumental Zacarias, que participou do Mr. Lee, posteriormente integrante dos Almôndegas, Saracura e atualmente nos Papas da Língua), e Jakka (percussão), Zé Luiz (guitarra, ex-os Monges, e futuro Desenvolvymento) e Clóvis (percussão). Transitando entre o rock, o blues, a mpb, o tango, entre outras milongas, sempre com uma pitada “latina” a la Carlos Santana, fazia um som bem lisérgico e com muita energia. Destaque para “Dói em mim” e “A Margarida do Brejo”. A banda terminou quando Zé foi convidado para integrar os Almôndegas em 77, mudando-se para o Rio de Janeiro.
– Élbia: cantora que fez parcerias com o jornalista, radialista e músico Jimi Joe, apresentou-se no último show do Mr. Lee, realizado no Teatro Leopoldina, em 76, tinha uma música maravilhosa, que não deixava nada a desejar em relação à Rita Lee da fase Tutty Frutti, chamada “Como meu quociente de pureza se manifestou diante da Sociedade”.
– Gilberto Travi e o Cálculo IV: MPB com pitadas de Jazz e blues, com letras inteligentes e provocativas, nas quais eram utilizadas muitas das gírias dos anos 70, com um especial sotaque portoalegrense. Participou em todos os shows do Mr. Lee. Gilberto chegou a ser convidado por Liminha para gravar um compacto pela Warner, que havia se separado da Gravadora Continental, na época, e estava criando o seu cast, o que só não rolou em face da falta de garantias financeiras mais sólidas, além da exigência de que abandonasse a banda que sempre o acompanhou. Posteriormente, junto com o próprio Júlio Fürst, com Beto Roncaferro, e com João Antônio, formou os Discocuecas, banda impagável de “gozação” e “tiração de sarro”, na qual restou muito bem canalizada a face humorística que Gilberto também explora como compositor e performer. Em sua faceta “séria” destaca-se, no repertório de “Gilberto Travi e o Cálculo IV”, “Poluição” e “Pretensão”.
– Hermes Aquino: sensacional cantor e compositor, traçava o que viesse, do blues/rock à guarânia. Em sua fase tropicalista, nos anos 60, foi pra Sampa e orbitou em torno dos poetas concretistas, junto com sua prima Laís Marques e com Carlinhos Hartlieb, fechando parcerias com Tom Zé e o grupo o Bando. Depois voltou para o Sul e foi um dos principais nomes dos shows do Mr. Lee. Em face desta visibilidade, gravou pela Tapecar as músicas Nuvem Passageira e Matchu Pitchu, sendo que a primeira foi trilha da novela Casarão, primeiro lugar nas paradas de sucesso nacionais. Desentendendo-se posteriormente com a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, recolhendo-se infelizmente em ostracismo em sua casa em Porto Alegre, o que vigora até hoje, para a tristeza de seus fãs.
– Utopia: Trio acústico à base de dois violões de aço (um deles de doze cordas) e violino, liderado por Bebeto Alves, contando também com os irmãos Ricardo e Ronald Frota. Difícil de classificar o seu som, feito de “viagens sonoras” típicas dos anos 70, com muito improviso e músicas intermináveis, me arriscaria a dizer que seu estilo era mais ou menos “psicodélico-acústico-progressivo”, com pitadas de jazz cigano (em entrevista que me concedeu, o Bebeto associou o som da banda ao Crimson de Robert Fripp). Desmanchou-se em 76 e lá por 78 teve nova formação, bem maior, e com uma proposta ligeiramente diferente da original, com Bebeto, Ricardo, Cao Trein, Zé Henrique Campani (que também foi dos grupos Emergência e Metamorfose, que participaram de shows do Mr. Lee) e até de Nico Nicolaiéwsky (passagem rápida), dentre outros. Lá por 79 Bebeto começou sua carreira solo.

________________________________________________________________________________________________
O Tropicalismo Gaúcho – parte 1

por Rogério Ratner

O Tropicalismo foi um movimento musical importantíssimo ocorrido no final dos anos 60, que concentrou músicos de diversos locais do Brasil, mas muito especialmente baianos e paulistas, e revolucionou a Música Popular Brasileira. Os gaúchos também tiveram a sua cena tropicalista, com algumas características próprias, como veremos a seguir. O trabalho destes músicos (compositores, cantores e instrumentistas) gaúchos sempre teve, desde os anos 60 – e mantém até hoje – uma importante influência na música feita no Rio Grande do Sul a partir de então, embora esta influência algumas vezes não seja percebida imediata e explicitamente, mesmo em face da “normalização” operada em relação a alguns elementos estéticos então invocados, tornando-os ínsitos ao próprio idioma procedimental da moderna música urbana gaúcha e do rock feito aqui. Cumpre dizer, inicialmente, e falando-se em termos mais gerais sobre o movimento como um todo em nível nacional, que seu impacto e importância não foi apenas de ordem estritamente musical, mas talvez, na mesma medida, de cunho ideológico e comportamental, como tentaremos demonstrar. Diversamente do que ocorreu em relação aos vários estilos existentes na música brasileira feita até então, o Tropicalismo não se constituiu em um ritmo específico, valendo-se do hibridismo e da fusão como seu ideal estético. Com efeito, o lundu, o samba do início do século 20, as marchinhas de carnaval, o choro, o samba-canção, o sambolero (elementos presentes na estética da chamada “Época de Ouro” ou “Velha Guarda”, cujo paradigma foi fixado pelos artistas ligados à Rádio Nacional), a bossa nova, os ritmos chamados regionais – que podemos exemplificar com o baião, o xote, a milonga, o frevo, a música caipira, a toada mineira, etc. -, embora sejam naturalmente fruto de várias fusões de elementos e ritmos diversos, inclusive “estrangeiros” (tal como tudo que é feito em música popular no mundo, se nos detivermos mais acuradamente nas origens de cada novo “tipo” estilístico), parece claro que os podemos definir como estilos musicais com significativas especificidades, tanto que isto já está inserido e consolidado em nossa linguagem (o que, sob o prisma de uma interpretação psicanalítica “lacaniana”, provavelmente seria encarado como muito simbólico). De fato, quando invocamos tais estilos musicais, associamos automaticamente em nossa mente várias músicas que exemplificam cada um, ainda que, repise-se, a pesquisa musicológica venha hodiernamente apontando para a inconsistência da noção de “pureza” de ritmos – assim como a ciência moderna vem indicando a fragilidade das noções cientificistas ou pseudo-científicas de “raça pura ou superior”, utilizadas como escopo para a prática dos maiores crimes já noticiados em todos os tempos. Realmente, tudo que foi criado na história humana é fruto da fusão de elementos novos com outros já existentes – mesmo que determinados traços presentes em determinada cultura tenham suas origens desconhecidas por quem posteriormente faz uso deles -, o que também, de outro lado, não impede que, aos poucos, a mistura de elementos redunde na consolidação de uma forma específica, objetivamente reconhecível enquanto tal. Em relação ao Tropicalismo, contudo, a situação é diferente da verificada quanto aos ritmos e estilos que mencionamos, uma vez que os mentores do movimento não desprezavam as manifestações ancestrais que referimos, e tampouco o rock, tanto em sua feição psicodélica, quanto em seu viés jovemguardista, embora fizessem uma leitura muito particular de tais elementos. Realmente, o Tropicalismo não pode ser traduzido como um ritmo específico, como ocorre em relação aos tipos que enunciamos, não apresentando uma “batida diferente”, tal como pode-se identificar claramente na bossa nova, por exemplo. Na verdade, ao invés de um ritmo específico, a única definição “musical” que caberia ao Tropicalismo seria a de um caldeirão sonoro, de uma fusão incandescente, onde diversos elementos circundantes são reputados válidos. São refutados, contudo, pelos tropicalistas, aqueles envoltos no sectarismo e na caretice (sendo de destacar que, evidentemente, o significado efetivo destes termos variaria bastante, conforme as preferências pessoais de cada integrante da cena – e também de acordo com a necessidade de seus criadores no sentido de fustigar o “bom gosto” do público universitário “pequeno-burguês”, a quem, nos parece, era mais incisivamente dirigida a mensagem tropicalista, ou ao público “burguês, antípoda deste -, e dependendo, ainda, do momento histórico e do contexto factual). A postura aberta adotada pelos integrantes do grupo, e ao mesmo tempo incisiva e provocadora, não causou poucos escândalos, pois os tropicalistas adotaram condutas que implicavam em várias “afrontas” – ao menos eram reconhecidas como tal pelos opositores desta estética – à cena musical vigente no final da década de 60 no Brasil: misturavam música erudita de vanguarda com música popular; mesclavam a bossa nova, a marcha-rancho, o samba, o baião, e o que mais fosse, a elementos da jovem guarda e do rock psicodélico; traziam muitas vezes “respeitabilidade” a uma música que, para o público universitário e “engajado” (e mesmo para a sua antítese, o público burguês de classe “A” e “B”) era mero lixo ou “música de empregada”; resgataram (claro que sob uma ótica muito particular) elementos da tradição musical brasileira, especialmente aquela ligada aos artistas da Época do Rádio (dos anos 30 aos estertores dos 50), que em significativa medida haviam sido considerados “ultrapassados” e cafonas por alguns artistas ligados à Bossa Nova (embora seja bem verdade que vários artistas bossanovistas – inclusive um dos principais, João Gilberto – não tenham adotado uma posição sectária em relação a tal herança: prova disso é que hoje quem melhor resgata tal repertório para o novo público é o próprio João, logicamente que sob seu próprio prisma e de acordo com sua própria estética; e não é demais ressaltar que o grande ídolo de João Gilberto é Orlando Silva, a “voz de ouro” dos tempos da Rádio Nacional).Em termos mais estritamente musicais, é certo que o Tropicalismo trouxe informações novas para o universo da música popular brasileira dos anos 60, por obra principalmente de arranjadores e maestros tais como Rogério Duprat, Júlio Medaglia, Damiano Cozella, entre outros, ligados à música erudita de vanguarda (ou seja, à música que vem desde a Escola Vienense de Schoenberg e Alban Berg – com a qual os baianos travaram contato inclusive mediante o magistério do maestro alemão Koellreutter, que morava na Bahia nos anos 60 e ministrava aulas na universidade livre de Salvador, bem como de Walter Smetak -, passando pela música aleatória de John Cage e chegando à música eletrônica de Stockhausen, dentre outros elementos). Contudo, se lançarmos um olhar de maior fôlego sobre a história da MPB, poderemos vislumbrar que a inclusão de elementos eruditos já estava de uma certa forma incorporada ao seu universo. De fato, a MPB, desde que começou a ser gravada em discos de 78 r.p.m., ainda nas primeiras décadas do século vinte, sofreu uma grande influência de elementos pinçados no âmbito da música erudita. Com efeito, muitos sambas, especialmente os sambas-canção, e também os boleros, os tangos, etc., ao serem registrados em acetato ou vinil comumente eram revestidos com arranjos que incluíam orquestras ou orquestrações para violino ou outros instrumentos normalmente mais associados à música erudita. Embora este elemento erudito presente nos arranjos não chegasse a ofuscar o elemento “nativo” (violões, bandolins, cavaquinho, etc., e o próprio cantor), é inegável que desempenhava um importante papel no conjunto dos elementos reunidos. Aliás, este elemento erudito, na concepção das gravadoras, vinha justamente trazer “civilidade” e “respeitabilidade” ao elemento “nativo”, “polidez” ao “bruto”. Em que pese o conceito que havia por de trás deste “banho civilizatório” a que era submetido o elemento popular, é inegável que inúmeros arranjos feitos à época eram de grande qualidade e realmente representavam um acréscimo ao conjunto da obra. Isto deveu-se ao talento de grandes maestros e músicos incumbidos da elaboração de arranjos orquestrais, tais como o gaúcho Radamés Gnatalli e o próprio Tom Jobim. Pixinguinha, um dos decanos do choro e da MPB, a seu turno, também foi maestro e arranjador. Em relação à Bossa Nova, embora boa parte dos arranjos das canções tenha dispensado a presença do elemento orquestral, não se pode esquecer que Tom Jobim era de formação mezzo popular, mezzo erudita, e foi muito influenciado pelos impressionistas (Debussy, Stravinsky, Ravel, entre outros compositores). O certo é que as primeiras gravações da Bossa Nova contaram com arranjos de orquestra, inclusive aquelas que inauguraram o movimento, que ganharam arranjos do próprio Tom Jobim. Neste sentido, realmente, a incorporação de elementos da música erudita de vanguarda no universo da MPB pelo grupo tropicalista – embora todo o seu caráter “selvagem”, cômico e anárquico, daí sua originalidade e novidade -, não pode ser considerada como o momento de nascimento do intercâmbio entre a “alta cultura”, representada pela música clássica, com a “baixa cultura”, representado pelo elemento popular. De fato, a fusão entre o erudito e o popular, enquanto postura e prática estética na história da música popular brasileira já estava consolidada, até mesmo se considerarmos o período anterior à Bossa Nova.De outro lado, em muitos arranjos tropicalistas chama a atenção o destaque para a guitarra psicodélica, cujo maior exemplo é a pilotada pelo indomável Lanny Gordin, mas também pelo não menos talentoso Sérgio Dias, dos Mutantes. E, também merecem ser destacados, neste âmbito, os gaúchos Luis Vagner (da banda Os Brasas), Mimi Lessa (da banda Liverpool, e depois do Bixo da Seda), Cláudio Vera Cruz (das bandas o Succo, Saudade Instantânea, e depois, do Bixo da Seda), seus contemporâneos, entre outros. A guitarra psicodélica, tão importante na configuração dos arranjos tropicalistas, também já vinha pontificando no cenário musical brasileiro da época, pois na cena da Jovem Guarda vários artistas e bandas contemporâneas da Tropicália, e outros ligados mais intimamente ao rock psicodélico (a partir do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles, mas também sob a influência de inúmeras outras bandas que trilharam este caminho, tais como Beach Boys, Jefferson Airplane, Zombies, Traffic, etc.) se valeram de tal expediente. Mesmo se considerarmos isoladamente o período próprio da Jovem Guarda, encontraremos vários exemplos de fusão do psicodelismo com a MPB, tal como vemos em algumas canções dos Incríveis, de Eduardo Araújo, de Ronnie Von e dos Brasas, dentre outros, embora tal aspecto tenha sido mais episódico do que preponderante no trabalho destes artistas, ao menos no período anterior ao advento do Tropicalismo. Aliás, não é ocioso lembrar, neste passo, que boa parte dos artistas da Tropicália, especialmente os instrumentistas que participaram das gravações e apresentações, mas também os próprios Mutantes, tinham origem na jovem guarda e no rock psicodélico.Outrossim, a fusão entre “o regional e o universal” representa o princípio básico e o mote maior do Tropicalismo. A intenção era a de que a música pudesse retratar, em sua estrutura, letra e arranjo, a realidade da sociedade brasileira, ao mesmo tempo moderna e atrasada. Em verdade, a música brasileira feita antes da Tropicália em certa medida também soube bem harmonizar a tensão entre o “nacional e o estrangeiro”. De fato, a Bossa Nova, por exemplo, em sua primeira fase, que alguns apontam como “intimista” (feita por Tom Jobim, João Gilberto, Nara Leão, Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra, entre outros), resultou, em linhas gerais, da fusão do samba ao cool jazz. Posteriormente, mais para o final dos anos 60, no que se poderia apontar como fase “extrovertida”, a bossa nova misturou o samba com o bebop, no chamado “sambajazz” ou “bossajazz”. E também gerou um outro derivativo, em que se constituiu a música de protesto ou engajada (produzida por gente como Edu Lobo, Chico Buarque, a mesma Nara Leão – artista-camaleoa e inteligentíssima, que também se juntou aos tropicalistas, mais tarde -, Geraldo Vandré, Sérgio Ricardo, o próprio Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, esse enquanto letrista), na qual foram evocadas a temática rural, os ritmos nordestinos, o samba de morro, a moda de viola, a canção “praieira”, etc., fundindo a sonoridade gestada na primeira fase da Bossa Nova com elementos “regionais”. De fato, a própria música engajada, cujo caráter “nacional e popular”, e, sobretudo, “autêntico”, era inquestionável para o público universitário que a defendia com unhas e dentes, também decorreu de um hibridismo mal-disfarçado, pois reunia elementos diversos, inclusive “estrangeiros”, ínsitos à Bossa Nova, que lhe deu lastro. Outro craque em “internacionalização” da música brasileira é o grande Marcos Valle, que, inicialmente vinculado à Bossa Nova (inclusive, após a fase inicial, à bossa engajada), soube como ninguém mesclá-la ao soul, ao funk, à psicodelia, etc., especialmente nos anos 70. Esta música de protesto surgida a partir de compositores e cantores ligados à Bossa Nova, para todos os efeitos, veio a ser apontada como a grande antítese da estética tropicalista. Assim, nos parece que, quando o Tropicalismo fundiu o samba e outros ritmos brasileiros ao rock, ou a elementos vindos do universo deste, em termos de ideário estético e prática musical, não chegou a romper com o que já ocorrera na MPB. Não seria absurdo dizer que a Tropicália substituiu o jazz, enquanto elemento principal de fusão apropriado pela Bossa Nova, por um ritmo mais recente surgido no horizonte da música pop internacional, elegendo o rock como o elemento “estrangeiro” da fusão a ser ressaltado. Aliás, como já aludimos no início, a “pureza” da música brasileira não passa de um mito, muito mal construído, aliás. Mesmo “decanos” como Pixinguinha tinham influências variadas, inclusive da música erudita e do jazz. De fato, o processo de formatação da música brasileira é muito semelhante ao caminho da música popular americana: ou seja, a grosso modo, a passagem do spiritual ao blues, que, misturado ao ragtime e a elementos europeus, e, ainda, com o boogie-woogie, foi dar no jazz e também resultou no rhythm & blues, que mesclado ao country e ao folk foi dar no rock, que também incorporava o gospel, o que foi dar no soul e depois no funk e ad infinitum -. A música popular brasileira, na mesma trilha, nada mais é do que a fusão de elementos europeus, negros, mestiços e americanos (do Norte e do Prata).É evidente que não ignoramos o fato de que a fusão que o Tropicalismo levou a efeito entre os vários elementos destacados anteriormente (ritmos regionais + rock + música erudita de vanguarda – nem sempre todos ao mesmo tempo, bem entendido -, entre outros) tenha resultado em algo particular. O que nos parece é que, em termos estruturais, a canção tropicalista é de estrutura volátil. Se pudéssemos fazer um paralelo, digamos assim, culinário (e o fazemos com o único objetivo de tentar traduzir nossa visão em termos imagéticos, não à guisa de piada), a Tropicália estaria, em termos da consistência “física” de suas canções, mais para o mingau do que para bolo – considerando-se o bolo, naturalmente, a bossa nova, o samba, o rock, e outros ritmos mais ou menos “consolidados” a que aludimos no início. De fato, quando ouvimos um disco tropicalista (vamos considerar, por hipótese e apenas para efeitos da exposição, que ainda nunca o tenhamos escutado), a “aventura” é semelhante a de alguém que se perde numa selva fechada, ficando “às cegas”, pois nunca poderemos “adivinhar” com precisão o que virá na próxima faixa. Realmente, pode ser que seja um rock, um frevo, um samba, uma bossa, um tango, etc., mas naturalmente sempre com algum elemento de “estranhamento” no arranjo ou na letra. Efetivamente, toda a idéia que tentamos formar em torno de um conceito do que seria a tal “essência” da canção tropicalista – vale dizer, algum elemento próprio e geral que pudesse ser encontrado imutavelmente em todas as canções -, se desfaz rapidamente, ao ouvirmos qualquer um dos discos lançados pelos artistas de tal movimento. Com efeito, quando parece que afinal estamos conseguindo “captar” e traduzir em termos de algum conceito o que seria o âmago da “canção tropicalista”, nossa construção teórica não raro se desfará na próxima faixa, pois teremos que acrescentar que a Tropicália é “isto, e mais aquilo, e mais aquilo, e mais aquilo”, mas ao mesmo tempo também teremos que reconhecer que não é exatamente “aquilo e mais aquilo e mais aquilo”. Neste sentido é que falamos em volatilidade da canção tropicalista, o que abre a possibilidade de que músicas de ritmos completamente diferentes venham a se abrigar em sua legenda, justamente pelo enorme elastecimento que se verifica em sua definição. Mas, sem embargo, também não seria improvável que chegássemos à conclusão de que músicas de outro universo estético apresentam diferenças marcantes em relação às do Tropicalismo, quando tentamos fazer o movimento inverso de comparação. Realmente, não é apenas em face da diversidade de ritmos e elementos que eram usados que se dava essa “inconsistência” (também poderíamos falar em “inconstância”), uma vez que o experimental, o fugidio, o aleatório, o espontâneo e o cerebral eram inerentes à composição tropicalista, tornando-a de fato uma mistura particular, embora cambiante. Em face disto, reputamos que não é à toa que Caetano Veloso, em sua autobiografia “Verdade Tropical”, conceitua a canção tropicalista como “canção-colagem”, ou seja, há na composição uma sobreposição de diversos elementos, mas não a sua efetiva fusão em um novo produto “autônomo” e bem individuado. Ocorre, em realidade, mais a justaposição de várias informações e elementos do que propriamente a fundição numa unidade harmoniosa enquanto tal. Melhor dito, parece não ter havido a intenção por parte dos compositores e arranjadores Tropicalistas em consolidar o resultado da fusão; ao contrário, a idéia parece ser mesmo a de deixar os elementos em suspenso, justapostos, até porque o caráter de estranhamento trazido pela reunião de elementos absolutamente inesperados pelo ouvinte é um dos efeitos desejados. De fato, o elemento erudito, no mais das vezes, é incorporado nos arranjos como elemento de estranhamento, ou mesmo com fins humorísticos, o mesmo valendo para a guitarra psicodélica. Realmente, como nos esclarece Caetano: “Em vez de trabalharmos em conjunto no sentido de encontrar um som homogêneo que definisse o novo estilo, preferimos utilizar uma ou outra sonoridade reconhecível da música comercial, fazendo do arranjo um elemento independente que clarificasse a canção mas também se chocasse com ela. De certa forma, o que queríamos fazer equivalia a “samplear” retalhos musicais, e tomávamos os arranjos como ready-mades “. Em verdade, nos parece que, a fim de melhor compreendermos a questão referente à estrutura da canção tropicalista, deveremos lançar mão de vários elementos teóricos “importados” de outras artes, tais como a poesia de vanguarda e as artes plásticas (Concretismo, no primeiro caso, e Construtivismo, Abstracionismo e Tropicalismo no segundo). Tais elementos advindos de outras searas artísticas parecem ter sido decisivos nesta conceitualização que Caetano faz, pois a estrutura da canção tropicalista está mais aparentada à do ideograma chinês (cultuado pelos concretistas, dentre outras práticas poéticas por eles valorizadas), e à das instalações (especialmente de Hélio Oiticica) e pinturas abstratas, do que propriamente a uma forma consolidada no âmbito musical, pelo menos se considerarmos o paradigma então vigente. Ou seja, a idéia que subjaz à construção tropicalista é a de reunir elementos difusos, a partir de um outro prisma que não-necessariamente o do tempo-espaço no sentido cartesiano.Não obstante tais ressalvas, ainda assim nos parece que a canção tropicalista revela-se como uma variante das fusões então já havidas e praticadas na MPB. Neste contexto é que reputamos que o Tropicalismo constitui fusão lato sensu, mas não strictu sensu, justamente em face do caráter volátil de sua estrutura. Contudo, embora tal distinção seja importante, não nos parece implicar em que o Tropicalismo possa ser excluído, enquanto processo de criação, da prática fusional já instituída no âmbito da MPB, tal como referimos anteriormente, ainda que se trate de fusão em caráter amplo.Mas além da seara mais estritamente musical, pode-se dizer que também se afigura expressivamente marcante no contexto da Tropicália, em relação ao que vigia no panorama muito específico da música popular feita no Brasil do final dos anos 60, o seu combate declarado à patrulha ideológica, seja a advinda da direita conservadora (a parcela da sociedade que foi “salva” pelo golpe militar de 1964, defensora do “Brasil, ame-o ou deixe-o” e “Este é um país que vai pra frente”), seja a do público e dos artistas de tendência esquerdista, que tentavam impor de maneira praticamente exclusiva a estética da Bossa Nova “engajada” e da canção “rural” e engajada daí originada, forma musical que era a ideal na concepção dos artistas e estudantes ligados à UNE, e mais especialmente ao CPC (Centro Popular de Cultura da UNE). Com efeito, as canções “rurais” (tais como Disparada, de Geraldo Vandré, e Ponteio, de Edu Lobo), tão em voga no final dos anos 60, eram apontadas como representantes da única estética que poderia ajudar a salvaguardar a nação em seu combate contra o imperialismo ianque e a influência estrangeira. Entretanto, tal parcela de artistas e seu público fiel não conseguiram disfarçar a contento, como já pincelamos antes, o fato de a Bossa Nova (da qual se originou tal estética, e na qual eram buscados vários de seus elementos sonoros) ser tão “americanizada” quanto a Jovem Guarda, o que foi incisivamente desmascarado pela Tropicália. E, por isso mesmo, sinalizaram os Tropicalistas que o rock que estava sendo feito no Brasil não deveria ser hostilizado como subproduto, nem apontado como música rasteira e de má qualidade, ou, mais ainda, execrado como símbolo da sucumbência da juventude a um estrangeirismo daninho. Ressaltaram os Tropicalistas que, bem ao invés, a Jovem Guarda deveria ser reconhecida como parte integrante da tradição musical do país, mesmo porque, a exemplo de que ocorreu com outros ritmos “estrangeiros” anteriormente surgidos no horizonte da MPB, o rock estava estabelecendo aqui um caráter específico, com elementos próprios, ou seja, estava ficando com uma “cara” brasileira, incorporando outras informações difundidas no âmbito da canção popular brasileira. Mas isso, de outro lado, tampouco significou, contudo, que os Tropicalistas tenham deixado de criticar a singeleza e a ingenuidade de algumas das canções da Jovem Guarda; neste enfoque é que efetivamente o entendimento da atuação dos Tropicalistas exige-nos um esforço no sentido de compreendermos um paradoxo que propunham: de um lado, não havia rejeição total ao que havia sido feito e ao que estava sendo feito em termos de música popular no Brasil – então, esta posição pode ser considerada como “abrangente ou não-excludente” -; de outro, tampouco havia aceitação sem críticas, pois o material ancestral ou contemporâneo era abordado a partir das características que os Tropicalistas entendiam que deveriam ser valorizadas nas canções, sendo que muitas vezes apontavam abertamente os seus “defeitos” – esta seria a sua postura “excludente ou não-includente” -. Em verdade, o equilíbrio entre tais posições é que deveria ser buscado, ao menos na teoria. Vale dizer, os Tropicalistas, a bem da verdade, não queriam que se estabelecesse um cenário na música brasileira em que somente uma determinada vertente obtivesse evidência. Diversamente, propunham o respeito à diversidade, de forma que pudessem ser livremente divulgadas as mais diversas tendências que então vicejavam (além da deles próprios, é claro): a “velha guarda”, a bossa nova, a música de protesto, a jovem guarda, o samba tradicional, etc. Mas, em que pese saudassem as outras tendências, contudo, não deixavam de focar seu olhar crítico às mesmas.Neste contexto, e sob tal viés, é que se poderia dizer que o Tropicalismo correspondeu, paradoxalmente, a uma “revolução conservadora”. Bem entendido, havia, de um lado, o impulso no sentido de sacudir as estruturas então presentes e no âmbito da MPB, consolidadas como cânone, inserindo novas informações musicais, cenográficas e comportamentais, daí utilizarmos o termo “revolução”. De outra banda, o termo “conservadora” não deve ser entendido no sentido de retrógrada, mas sim na acepção de conservante da tradição plural que sempre caracterizou a música popular brasileira, território em que, de um modo geral, corriqueiramente houve a mistura de informações “nativas” com elementos “universais”. É como se o Tropicalismo buscasse, de um lado, tirar, e, de outro, “colocar o trem de volta nos trilhos”, dos quais a música brasileira de alguma forma desvirtuou-se, não tanto musicalmente (pois, como vimos, mesmo quem se colocava na posição de “nacionalista” também lançava mão de elementos musicais híbridos, de origem “nacional” e “estrangeira”), mas em termos da elaboração teórica do processo cultural próprio de nosso país realizada por alguns artistas ligados à Bossa Nova, que formataram a estética da canção de protesto. De fato, enquanto a direita identificada com o golpe militar e a esquerda tradicional – arvorando-se na condição de defensoras do quanto fosse autêntico e em conformidade com a “defesa dos verdadeiros interesses nacionais” – tentavam “botar para baixo do tapete” o fato de ambas agasalharem fortes elementos “alienígenas”, o Tropicalismo, bem ao contrário, trouxe à tona tal circunstância, de forma muitas vezes considerada agressiva por estes segmentos sociais. A adoção deste papel, de ser o elemento que põe a claro as contradições da leitura da realidade cultural brasileira feita por tais setores, obviamente transformou o Tropicalismo em sinônimo de escândalo e disparate, e consistente em grave e imperdoável heresia. Realmente, o Tropicalismo afigurou-se para tais setores como conduta de elementos anárquicos, que, em face da urgência e da importância da adoção de uma forma de intervenção prática e imediata nos rumos políticos do país naquele momento, era não apenas desprezível, mas inclusive perigosa e tergiversadora. Assim, desagradaram os Tropicalistas a “gregos e troianos”, agradando, de outro lado, aqueles a que fundamentalmente poderíamos nominar como “nova esquerda” (aquela parcela da juventude que via como vital a abordagem de temas tais como a liberdade individual e de comportarmento, mesmo no âmbito de um eventual socialismo) e “os desbundados”, bem como a outras parcelas do público, especialmente de classe média, que viam nas canções feitas por eles um bom produto de fruição estética. Estes segmentos, contudo, além de não serem articulados politicamente a exemplo dos outros, não tinham um projeto de intervenção efetiva frente à realidade então vivida pelo país, mesmo por considerarem que as questões centrais do país não passavam tão-somente pela definição do regime político, se capitalista ou comunista, envolvendo também a discussão relativa aos costumes e o comportamento, à moral, à sexualidade, ao direito à liberdade, etc. De fato, o Tropicalismo procurou retratar, não apenas musicalmente, mas principalmente em suas letras, a realidade brasileira como ela efetivamente era, ao passo que os setores mencionados mantinham suas próprias versões idealizadas, romantizadas e míticas do que seria ou do que deveria vir a ser o país. Com efeito, o Brasil do final dos anos 60 (e as coisas não se modificaram muito desde então, neste aspecto, como sabemos), para ser efetivamente descrito como realmente era, exigiria uma “colagem” de imagens absolutamente contraditórias e paradoxais, o que, realmente terminou sendo levado à efeito pelos Tropicalistas em canções-manifesto tais como “Alegria Alegria”, “Tropicália”, “Parque Industrial”, “2001”, entre outras. Realmente, o Brasil era, à época (e ainda é), um país simultaneamente arcaico e moderno; pobre e rico; subdesenvolvido e desenvolvido; etc. Não correspondia integralmente nem à sociedade semifeudal e subcapitalista antevista pela esquerda, e tampouco a um país totalmente modernizado e desenvolvido, tal como apregoado pela direita. Por isso mesmo os tropicalistas valeram-se do paradoxo e da contradição como elementos absolutamente necessários e até imprescindíveis para a tradução desta face realmente verdadeira de nosso país naquele momento histórico do final dos anos 60, o que, por si só, afastava a eficácia de qualquer visão totalizante, tão em voga nas extremidades do espectro político de então. Ademais, os tropicalistas deram a entender que, se de um lado, não concordavam com um governo militar que supostamente estaria defendendo a nação do elemento estrangeiro e opressor consistente no “comunismo internacional”, e que dizia o estar fazendo inclusive “em nome da democracia” e “para o bem geral da nação”- mas que na prática resultou em uma ditadura cruel e sanguinária, que estava alargando de forma desmesurada a influência e a dominação internacional por parte das potências capitalistas em relação a nosso país -, tampouco eram conformes às práticas e aos modelos da esquerda tradicional (seja leninista, stalinista, trotskista, maoísta, “foquista” cubana/guevarista, etc.) – que, sob o ensejo da defesa dos interesses nacionais democráticos e dos direitos inalienáveis do povo brasileiro, procurava ocultar um viés autoritário e messiânico, de resto decalcado das tendências políticas internacionalmente disseminadas a que se reportava, e munida do auto-conceito de infalibilidade enquanto vanguarda da luta revolucionária, proclamando-se como única via possível de mudança social e esperança para a população. Vale dizer, se de um lado os Tropicalistas se opunham claramente à ditadura militar, da mesma forma não se submetiam à uma concepção estética nos moldes do “realismo socialista”, defendida por uma patrulha ideológica de inspiração jdanovista. Porém, não deixa de ser curioso que, muito embora o Tropicalismo tenha se tratado do movimento de maior elaboração teórica já havido na história da MPB, e apesar de toda esta construção subjacente às canções, diversas músicas tropicalistas poderiam perfeitamente inscrever-se naquilo que se imaginaria como sendo o que deveria corresponder ao seu oposto, ou seja, a música de protesto. Canções como “Louvação”, “Roda”, “Soy Loco por ti América”, com pequenos ajustes, poderiam perfeitamente ser cantadas por Geraldo Vandré, Sérgio Ricardo ou Edu Lobo, sem suspeitas quanto à sua autoria (aliás, não é gratuitamente que o poeta Capinam “jogou nos dois times”). O que, do ponto de vista do público ouvinte, aliás, merece ser saudado, porque qualquer censura advinda de razões teóricas quanto à divulgação de canções belíssimas como estas teriam efeitos por demais deletérios. Mas tal “contradição” parece, em realidade, apontar que os Tropicalistas sequer excluíam a canção de protesto de suas referências; apenas não a aceitavam como a única forma válida de expressão. Cumpre dizer, ao ensejo, que também consideramos belíssimas as canções de protesto de Vandré, Edu Lobo, Carlos Lyra, entre outros, em que pese certas inconsistências no embasamento teórico da estética propugnada pelo CPC da UNE, a que nos referimos. De outra banda, afigura-se importante ressaltar que, dentro do cadinho procedimental dos Tropicalistas, o humor e a “falta de seriedade” exerciam um papel crucial, não só pelo seu viés irônico, mas também por corresponderem à expressão da mais sincera alegria de viver. Efetivamente, os tropicalistas se opunham à “seriedade”, que deve ser bem entendida como sinônimo de sisudez, polimento, cerimônia, solenidade, “bom comportamento”, preconceito, purismo, entre outros “vícios” verificáveis em parte da produção musical dos estertores dos anos 60 no Brasil. Realmente, o elemento iconoclasta do Tropicalismo é um de seus principais méritos e baluartes. Inteligentemente, porém, eles não eram niilistas, mas sim anárquicos e carnavalescos, características que evocavam na condição de herdeiros do “canibalismo” e da “antropofagia”, na forma propalada pela Semana de Arte Moderna de 1922, especialmente por Oswald de Andrade. Outro aspecto muito importante da atuação tropicalista dizia respeito à questão cênica: ao invés da postura contida dos artistas da Bossa Nova, o cantor deveria atuar, no mais das vezes, “pra fora”, ainda que de forma “estranha”. Em tal sentido, foi de vital importância o “empréstimo” da postura de palco utilizada no âmbito da Jovem Guarda, embora esta tenha sido filtrada sob um viés intelectualizado. É neste sentido que o Tropicalismo se valeu do “happening” vanguardista como seu elemento de intervenção cênica mais extremo, não raramente incorporando figurinos estranhos e até esdrúxulos, numa mescla com a forma de apresentação mais solta que já se fazia presente na jovem guarda.Assim, tal como tentamos desenvolver, nos parece que a grande contribuição do Tropicalismo à música brasileira não foi apenas de ordem estritamente musical, mas também comportamental e ideológica. Aliás, neste ínterim, não se poderia deixar de assinalar que, não fosse o momento histórico vivido no país e no mundo no final dos anos 60, ou seja, no ambiente da “Guerra Fria”, o movimento Tropicalista talvez não causasse tanto impacto como efetivamente causou no âmbito da MPB. Nos parece que a aversão dos tropicalistas às visões “nacionalistas” e idealizadas dos setores radicalizados do espectro político que já mencionamos pode ter sido um dos elementos que mais destacadamente tenha atraído a ira destes. Vale dizer, não fosse a radicalização de tais setores naquele momento histórico muito específico, é possível que o Tropicalismo não houvesse granjeado toda a repercussão que teve. Mas, como diz muito bem a sabedoria popular, o importante é estar no lugar certo na hora certa, de forma que a intervenção dos Tropicalistas, calcada nos vários elementos que pinçamos, dentro daquela conjuntura vivida no país, se fez marcante e emblemática. É claro que, ao utilizar o paradoxo e a contradição como profissão de fé, e ao agir escandalosamente, os Tropicalistas oscilaram entre o risco da desgraça total e os píncaros da glória. A desgraça, quando ocorreu, felizmente, não foi total, pelo menos para a maioria deles, embora de relevante gravidade: prisões, exílios, banimentos da mídia e das gravadoras, defenestrações, hostilidades de outros artistas, execrações, esquecimento público e outros reveses. A glória, afinal, parece ter sido bem mais efetiva, pois, se nem todos chegaram ao sucesso comercial (o que, evidentemente, não se aplica aos casos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e Gal Costa), e se nem todos foram prestigiados da forma como realmente mereciam, ao menos o seu ideário estético nos parece ter resultado exitoso. De fato, se hoje temos um cenário musical no país em que, de um modo geral, há um certo nível de respeito entre artistas de diferentes tendências, quando não admiração recíproca (também não olvidamos que ainda persistam eventuais rusgas, pois não estamos querendo “enfeitar o bolo”), e em que o público está mais aberto a novidades, com muita gente apreciando diversos tipos e estilos de música concomitantemente, nos parece que isto se deve em alguma medida ao movimento Tropicalista, que teve a audácia de estabelecer pontes entre territórios que pareciam incompatíveis na época de seu surgimento, e talvez mesmo em tempos posteriores. Falando-se mais especificamente acerca do Tropicalismo feito no Rio Grande do Sul, cumpre destacar que alguns dos artistas que foram identificados com o movimento, não raro, mantiveram ou mantêm uma postura de um certo distanciamento ou ambigüidade quanto à assunção de tal identidade. O fato é que, até onde temos conhecimento, não houve uma declaração expressa do “lançamento do movimento Tropicalista no RS”, ou a divulgação de um manifesto, e muito menos a gravação de um Disco-manifesto tal como fizeram baianos, paulistas e a carioca Nara Leão, o LP Tropicália, sendo que esta última circunstância merece ser lastimada pesarosamente, pois realmente há um certo vácuo na memória da música popular gaúcha em relação a tão rico período, em face da falta de registro sonoro de muitas das canções relacionadas a tal estética. Portanto, bem diferentemente do que ocorreu no centro do país, não houve aqui uma articulação teórica que estabelecesse uma linha de atuação acabada e conjunta dos músicos, de forma a serem reconhecidos enquanto um movimento articulado, em sua relação com a imprensa, com os músicos de outras tendências e com o público, o que, sem embargo, e curiosamente, como veremos, absolutamente não impediu que a cena local fosse extremamente rica, fértil, criativa, pujante e destemida, e em intensidade, e guardadas as proporções, consonante com o “barulho” feito no eixo Rio-SP. Aqui, o movimento foi de feição informal, “não-oficializado”. Aliás, tal discussão não deve ser suscitada divorciada contexto histórico em que a cena tropicalista local realmente estabeleceu de forma mais clara seus contornos, que correspondeu justamente ao período de recrudescimento da repressão política levada a efeito pela Ditadura Militar, ou seja, no âmbito da edição do AI-5, e inclusive sob a sombra da prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil. De maneira que, levando-se em consideração tais circunstâncias, resta lógico que o músico se autoproclamar aos quatro ventos como tropicalista, àquela altura dos acontecimentos, não era uma atitude das mais prudentes, considerando-se a radicalização por parte da repressão política, que passou a atingir não apenas grupos e pessoas identificados imediatamente como esquerdistas e de oposição, mas também outras que fossem muitas vezes arbitrariamente consideradas como “perigosas” pelo regime militar. Não obstante tal ressalva, o fato é que mesmo após o período mais duro da repressão e após o fim da Ditadura, e se levarmos em conta alguns dos depoimentos colhidos no momento atual, constata-se a existência de várias situações identitárias, dependendo do enfoque e do entendimento de cada artista: alguns colocam que não havia muito sentido em falar de Tropicalismo no RS, embora tivessem empatia com as idéias do movimento, e se considerassem fortemente influenciados e identificados com a estética Tropicalista a partir do que assistiam pela Televisão (os festivais da canção e os programas de que participavam os tropicalistas no centro do país), e nos shows que os artistas “nacionais” fizeram aqui em Porto Alegre à época, mas mantendo uma postura bastante independente e trilhando um caminho muito pessoal e particular; outros, diversamente, assumiram-se como integrantes desta “vertente” à época, e ainda o fazem. Na verdade, talvez seja mais apropriado dizer que, de um modo geral, vários artistas que participaram desta cena adotaram alguma destas visões em pelo menos algum período de tempo desde então. E esta questão identitária, acreditamos, de alguma maneira pode estar relacionada também com este caráter volátil e amplo da canção tropicalista a que aludimos anteriormente. De fato, o Tropicalismo foi o movimento musical ocorrido na MPB que se utilizou do mais largo espectro de ritmos, possibilidades estéticas e misturas de estilos e influências, reunindo elementos sonoros os mais variados, o que fez com que muitos músicos, embora tenham sido influenciados e atraídos pela proposta, não se sentissem inteiramente identificados ou totalmente contemplados com ela, até porque a tal “proposta” era tão vaga e ampla que, levada às últimas conseqüências, permitiria a inclusão de muitos outros elementos estéticos que inclusive sequer foram inicialmente imaginados como possíveis participantes da “mistura” pelos criadores/propulsores primevos do movimento (baianos e paulistas). É claro que, na busca do entendimento desta situação identitária, não podem ser excluídas diversas outras razões, inclusive algumas de cunho muito pessoal, mas que, de toda forma, talvez não necessariamente se incompatibilizem de todo com as já alinhadas. Efetivamente, neste ponto é preciso considerar que os artistas (que identificamos para todos os efeitos, em alguns casos por nossa conta e risco, como pertencentes ao movimento Tropicalista no RS, ou mesmo influenciados pelo Tropicalismo, ou, ainda, como herdeiros do movimento) eram/são cabeças extremamente privilegiadas. Tratam-se de artistas de grande criatividade, sensibilidade, inventividade e luz própria, que, a bem da verdade, não ficavam/ficam a dever, em termos da qualidade de seu trabalho, em nada em relação ao “núcleo central do movimento” que sentou praça no centro do país. Então, em se tratando aqui da formação de um núcleo criativo, ainda que de contorno informal, que não era mero reprodutor do movimento feito à nível nacional, mas que, muito diversamente, propunha as suas próprias sínteses e conceitos, é totalmente natural que alguns indivíduos não se sentissem inteiramente contemplados dentro do “rótulo” de tropicalistas. Além disso, não deve ser ignorado o fato de que, no momento em que a cena se desenhou aqui, o próprio “núcleo central” do movimento estava desarticulado, com a prisão e posterior exílio de seus principais líderes, o que provocou um arrefecimento significativo no movimento como um todo. Dentro do que falamos, é assim, por exemplo, que o cantor e compositor Mutuca (Carlos Eduardo Weirauch) diz que não teria muito a ver falar em “Tropicália” aqui, porque, se assim fosse, o movimento teria que corresponder, em verdade, à “Invernália”, expressão que ele utilizava na época para se referir ao grupo daqui. Mutuca, na verdade, sempre teve o rock “na veia”, e se identifica muito fortemente com sua estética. O cantor e compositor Wanderley Falkemberg, a seu turno, embora também não se sentisse inteiramente contemplado no “conceito”, tanto que em entrevista que nos concedeu afirmou que a música que fazia com seu parceiro Luiz Santana à época ele mesmo denominava como “Temperalismo”, ou seja, um Tropicalismo feito em clima temperado, em alguns momentos (como por exemplo, em uma entrevista para o Jornal Zero Hora, em 1974) assumiu-se claramente como tropicalista. O cantor e compositor Cláudio Levitan, a seu turno, não reluta em assumir sua identidade tropicalista, embora, curiosamente, esta sua identidade nem sempre tenha sido devidamente explicitada ao longo de sua trajetória artística, o que, talvez, de algum modo, tenha implicado em que toda a originalidade e genialidade de sua obra em alguma medida não haja sido reconhecida em toda a intensidade que reputamos merecer. De fato, muitas canções de Levitan denotam um humor que beira o “absurdo” (tais como a famosa “Ana Cristina”, cantada por Hique Gomes e Nico Nicolaiewsky, no espetáculo “Tangos e Tragédias”), que talvez pudesse ser apreciado não apenas por sua comicidade propriamente dita, como o é, mas também em seu aspecto transgressor e inovador, caso houvesse sido mais explicitada ao longo de sua trajetória a identidade com o Tropicalismo. Assim, a questão da assunção da identidade tropicalista deve ser também abordada conforme a história pessoal, o conceito e a visão da questão de cada músico. De toda maneira, o certo é que a imprensa e o público gaúcho em grande medida reconheceram tais artistas como pertencentes à vertente tropicalista, de forma que, em que pese as eventuais ressalvas em cada caso particular, para todos os efeitos os classificamos como identificados a tal estética, especialmente com relação ao período do final dos anos 60 e ao início dos anos 70. Impende assinalar, outrossim, que a exemplo do que ocorreu em relação ao grupo do centro do país, alguns músicos que fizeram parte da cena tropicalista gaúcha inicialmente eram identificados com a estética da bossa nova, e outros tinham origem nos conjuntos de rock, que espocavam aos borbotões no RS por conta da Beatlemania, sendo que em, em alguns casos, músicos transitaram por ambas as “escolas”.

___________________________________________

GRANDES GUITARRISTAS GAÚCHOS (parte 1)

por Rogério Ratner

O Rio Grande do Sul sempre foi pródigo em revelar grandes guitarristas nos mais variados estilos, seja de rock, jazz, blues, MPB, etc. Assim, quando vai-se abordar o tema, é natural a conclusão de que se trata de um assunto interminável, dada a riqueza que se verifica nesta seara. Não obstante, acho importante destacar e invocar alguns nomes que, na minha opinião, representam significativamente a pujança da produção “guitarrística” gaúcha, independentemente de serem mais ou menos conhecidos pelo público, ou fazerem maior ou menor sucesso comercial. É óbvio que essa empreitada não pode ficar limitada a estes nomes, porquanto há inúmeros outros grandes instrumentistas a merecerem destaque. Desta forma, pretendemos criar uma “série” de artigos sobre o assunto, dos quais esse é o primeiro. De todo modo, já é necessário desde logo ressaltar, que mesmo que conseguíssemos elaborar artigos “de 1 a 1000”, não conseguiríamos suficientemente abarcar todos os guitarristas gaúchos que merecem realce. Assim, antecipadamente, e desde já, nos escusamos frente a eventuais omissões.

————————————————————————————————-

* Um grande guitarrista gaúcho que vem obtendo reconhecimento nacional, não apenas como instrumentista, mas também como compositor, é Leo Henkin, com a sua banda Papas da Língua. Leo começou sua trajetória participando da Banda Dzagury, no início dos anos 80. Também começou a trabalhar na noite, no Bar Café com Leite (esquina da Santa Terezinha com a José Bonifácio, eu gostava muito de ir vê-lo tocar naquele bar), ao lado de Ralf Peruffo, outro grande guitarrista (que posteriormente entrou para a Banda dos Corações Solitários, do bar Sargent Peppers), entre outras casas. Logo passou a acompanhar cantores/cantoras, tal como a Luciana Costa (se não me engano, foi a primeira vez que tocou junto com o Zé Natálio, participando da banda de apoio da cantora em show no Clube de Cultura, que assisti). Depois, como músico convidado, atuou junto ao Saracura, banda de Nico Nicolaiewsky (Tangos e Tragédias), Sílvio Marques, Chaminé e Fernando Pesão (atualmente baterista do Papas), que fez muito sucesso em Porto Alegre nos anos 80. Posteriormente, Léo passou a atuar com a Banda Os Eles, com a qual gravou dois LPs. Após o fim desta banda, que teve relativa projeção nacional, mas grande repercussão regional, tornando-se uma das principais formações do então nascente rock gaúcho dos anos 80, passou também a atuar na criação de jingles, na produtora de Geraldo Flach. Em 1993 começa a sempre ascendente trajetória do Papas da Língua, banda formada por ele integrada que conta com Serginho Moah nos vocais, Fernando Pesão na bateria, Zé Natálio no baixo e, ainda, como 5º mosqueteiro quase membro efetivo, com o tecladista Cau Netto. Em 1995 a banda lançou um LP/CD pela Sony Music, obtendo uma significativa repercussão, especialmente em nível regional. Léo também teve composições suas gravadas por cantores de nomeada, tais como Pedro Camargo Mariano, Rosana e Paulo Ricardo, e seu viés de produtor foi também se consolidando mais e mais. Contudo, foi com o CD Xá-la-la (lançado pelo selo Antídoto da gravadora gaúcha Acit), de 1998, que ocorreu o grande estouro em termos regionais do Papas da Língua, e uma maior repercussão nacional. Depois a banda, sempre com grande sucesso nas rádios gaúchas, lançou Babybum (de 2000), Um dia de Sol (pela Orbeat, em 2002), e “Ao Vivo Acústico” (Orbeat). Os Papas fizeram desde então inúmeros shows, inclusive participando de várias edições do Planeta Atlântida no RS e SC. Agora a banda está na EMI-Universal, e curte o grande sucesso nacional, decorrente da veiculação da música “Eu sei”, que entrou na trilha da novela das oito da Globo Páginas da Vida. Mas antes, em termos televisivos, a música “Garotas do Brasil” já havia sido trilha de Malhação – e foi gravada pelo cantor baiano Netinho, e “Encontros Amargos” havia integrado a trilha de “Cara e Coroa”. Trata-se, atualmente, da banda de pop/rock/reggae gaúcha de maior projeção e sucesso popular, nacionalmente falando, ao lado dos Engenheiros do Hawaii. O site do Papas é http//:www.papasdalingua.com.br
——————————————————————————————————-

Merece destaque também o grande às das seis cordas GAMBONA, nosso representante no 4º Natu Blues, em 2004, no Bar Opinião, ao lado de feras nacionais e internacionais do blues. GAMBONA (Eduardo da Silva Quintian) é natural de Rio Grande (RS) e está morando atualmente em Porto Alegre. Autodidata, com mais de vinte e cinco anos de carreira musical, morou em São Paulo (onde teve os primeiros contatos com a guitarra), Paraná e Santa Catarina. Entre 1997 e 1998 viajou para os E.U.A., Espanha e Portugal, onde teve contatos com músicos locais e participou de várias jams de blues e rock. Além de participar de várias bandas de blues, rock, folk, pop e instrumental – tais como Chapéu de Cobra, Lira Clandestina, Banda do Porto, Sinal de Vida, Albatroz, Laelia Purpurata, Giselle Gutter & Hard Company (que gravou no CD Rock Garagem III, e cujo nome depois foi alterado para Sólidos Platônicos), Saída de Emergência, The Single Dadies Blues Company, Crazy Mama Band, Alligator’s Blues Rock, acompanhou diversos cantores e compositores, tais como (Chico Padilha, Rogério Ratner, Lu Barros, etc.). Participou também de jam-sessions com Big Allambick, Blues Etílicos, Fernando Noronha & Black Soul, André Christóvam, Andy Boy, Nivaldo Ornellas, Robertinho Silva e Ary Piassarollo. Em 2001, gravou e lançou o CD intitulado “Gambona” com sonoridade bluseira, e um forte sotaque roqueiro, além de temas instrumentais e acústicos de alta qualidade técnica. Sua base musical são as bandas de rock dos anos 60 e 70, Texas, Chicago e Delta Blues, country, folk, jazz e guitarristas como: Robert Johnson, T-Bone Walker, Albert King, B.B.King, Johnny Winter, Rory Gallagher, Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, Tommy Bolin, Jimmy Page, Robben Ford, John Scofield, Wes Montgomery, Warren Haynes, Ry Cooder e Zakk Wylde. Atualmente está finalizando seu segundo CD, seguindo a mesma pegada do primeiro, tocando com a “Gambona Blues Project”, onde executa clássicos do blues e rock, além de composições próprias e também seu projeto acústico, onde sozinho, apenas com violão de aço e harmônica, transita pelo blues, folk e rock, com uma roupagem bem pessoal e própria. O trabalho de Gambona foi destacado em 2006 no programa “Blues Power”, da Rádio USP FM de São Paulo, apresentado por Caio Ávila, um dos melhores espaços no Brasil de divulgação dos clássicos e das novidade do Blues internacional e nacional. O site do Gambona é http://www.gambona.com.br, e ali vai dar pra sacar um pouco do trabalho do cara. Trata-se de um guitarrista de pegada forte e de solos “matadores”.

Uma figura que é clássica e fundamental, quando se vai falar de guitarra no rock gaúcho, é o mágico das seis cordas Deio Escobar, um verdadeiro “guitar hero”. Deio tem uma trajetória das mais ricas no rock feito nos pampas, e vem de longe, direto dos anos 70, quando o rock era encarado como uma tremenda transgressão pela “sociedade”, e especialmente era considerado um “caso de polícia”, o que ele sentiu na pele. Deio tocou em formações clássicas do rock gaúcho, além de ser um dos precursores na preocupação com a atualização tecnológica, em termos de instrumentos, pedais, amplificadores, etc. Pilotando a sua guita cheia de blues hendrixiano na veia e outros venenos, Deio vem direto dos anos 70 em diante até hoje sem escalas, trazendo informações sonoras sempre novas para o cenário local, e participando de bandas gaúchas seminais tais como Rola Blues, Trovão, Bric Brothers, Câmbio Negro, O Espírito da Coisa, A Barata Oriental, entre outras, afora sua carreira solo (Deio lançou um belo LP em que flertou com a MPB). Aliás, Deio é um músico completo, e transita bem em qualquer estilo, tendo estabelecido diversas parcerias, inclusive músicas compostas com Renato Borghetti. Além disso, Deio foi professor no mítico “Clube do Guitarrista gaúcho”, do figuraça Zezé, de quem, ora vejam, até eu fui aluno. O Clube funcionou nos anos 80. Me lembro de ter chegado mais cedo para uma aula, e estava impressionado com um som de guitarra que havia escutado em um disco, queria saber o que “havia sido” aquilo. Quando perguntei ao Deio, mais ou menos descrevendo o efeito, ele me disse, na maior naturalidade e certeza, que se tratava de um oitavador. Eu fiquei de boca aberta, lógico. Naquela época não havia o acesso fácil que há hoje a instrumentos bons e importados, pedais, etc., e muito menos informações. Tínhamos que comprar instrumentos da Gianinni, da Di Giorgio, Da Del Vecchio, a melhor guitarra era da Fink (eu tinha uma “Les Paul”), pedais só da Oliver. Caras como o Deio é que traziam este mundo dos avanços tecnológicos para nós, mortais. O Deio disponibilizou diversos links com “palhinhas” de sua bela trajetória, que vale a pena visitar, até para conhecer-se um pouco da história do rock gaúcho dos anos 70 e 80. No myspace estão os Bric-Brothers (http://www.myspace.com/bricbrothers) e o Espírito da Coisa(http://www.myspace.com/espiritodacoisa). O Espírito foi uma banda com o Zezé.
A página pessoal do Deio está no PalcoMP3 (http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/deioescobar).Também o Câmbio Negro tem um link para download do disco no RapidShare ( http://rapidshare.com/files/56161628/Cambio_Negro_-_Hard_Rock_com_capa_e_encartes.rar).
O Rola Blues ganhou uma página no PalcoMP3 (http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/rolablues ) . O link pra baixar o CD da Fat Blues Chaminé Band do RapidShare: http://rs250.rapidshare.com/files/67399631/FatBlues.zip E a página no Palco MP3 do Cambio Negro: http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/cambionegro-PoA/
De fato, Deio é um deus da guitarra, e seu trabalho merece mesmo ser conhecido por todo mundo.

 

 

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

Listão das Bandas gaúchas

Aí vai o listão das bandas, instrumentistas, cantore(a)s, cantoras, compositore(a)s, letristas, etc. gaúchos/gaúchas de todos os estilos, e de todos os tempos. Colabore lembrando alguns nomes. A lista é sempre provisória e sujeita a alterações constantes. # A forma mais fácil de conferir se a banda/artista já foi incluída, é ir no google, e preencher “bandas do rock gaúcho forever” e acrescentar o nome do artista/banda.

As andorinhas/ Acústicos e Valvulados/ Apocaliypse/ Atos Relutantes/ Apollus Band/ Acústico Reggae-Marley/ Anahatta/ Anos Blues/ Arnaldos/ Astronauta Pingüim/ Automóvel Verde/ Álibi/ Ameba/ Área Restrita/ Anima/ Alcaphones/ Alfa e beta/ Alto Falantes/ Adriano Trindade/ Conjunto Aderbal Ávila/ Arpége/ Agent-B/ Alta Simetria/ Ataque Vândalo/ Aruêra/ Argumento Sonoro/ Aruêra/ Alive/ Ata/ Aduana/ Antivirtual/ Amnésia/ Abbey Road Band/ Alphagroup/ AL 40/ Aruera/ Alma Roots/ Araponga/ Aurora Boreal/ Auriu Irigoite/ André Gomes/ Antônio Campara/ Andréa Cavalheiro/ Adão Pinheiro/ Andy Boy/ Arquivolante/ Akaschic/ Atmosphere/ Atalaia/ Armon/ Arte Final/ Autores e Intérpretes/ Armandinho/ Adriana Gimenez/ Airton Pimentel/ Ana Maria Bolzoni/ Adriana Deffenti/ Ana Krüger/ André Binsfeld/ Alfredo Sommer/ Apanhador Só/ Anna Lógica/ Angelo Metz/ Alex de Souza/ Arthur de Faria/ Augustinho Licks/ Alexandra Scotty/ Os Apaches/ Afro Sul/ Auge Perplexo/ Abeck9/ Araponga/ Alguidar/ Alemão Ronaldo/ Apartheid/ Adriane de Souza/ Antônio Carlos Falcão/ Ana Karina/ Annie Perec/ A 4/ Aquaplay/ Os Argonautas/ Anjos do Hangar/ Aplóides/ Alma Beat/ Musical Amizade/ Altovox/ Os Alucinantes/ Astaroth/ Angélica Rizzi/ Aluísio Veras/ Alex Alano/ Alelujah/ Atrack/ Alt+F4/ Ávalon/ Alma de Borracha/ Atraque/ Acústico Rock/ Alcousticos/ Alex Cruz/ Alma Rock/ Ângelo Franco/ Alerta Geral/ Afterburn/ Astral/ Ary Piassarolo/ AlexandreVieira (I e II e III)/ Alexandre Fonseca/ Alexandre Vianna/ Alex Rossi/ Aristóteles de Ananias Jr./ The Albatroz/ Arrabalero/ Almôndegas/ Arnaldo Sisson/ Atahualpa i us panquis/ Álvaro Lutti/ Ana Maria Bolzoni/ Alexandre Brito/ Abril/ Adriana Calcanhotto/ Adriana Marques/ Alegre Correa/ Ata/ Álvaro Godolphin/ Angelo Fantinel/ Antônio Prizon/ Angélica Ruas/ Antonio Carlos Cunha/ Alberto Oliveira/ André Martins/ Antonyo Rycardo/ Adriano Carazzo/ Alexandre Brito/ Alexandre Flores/ Alberto André/ Adriana Simmione/Alphagroup Blues/ Andina/ Apartheid/ Audio Som/ Art Biss/ Conjunto Aristides Villas-Boas/ Armon/ Os Ameixas/ Acústicos ao vento/ Anires/ Os Arnaldos/ Argus Montenegro/ Anibal Carneiro/ Autores e Intérpretes/ Auditiva/ Ângelo Primon/ Arthur Elias/ Arthur Nestrovski/ Álvaro Lima/ Álvaro Santi/ Alexandre Susin/ Antônio Volkweiss/ Ângela Jobim/ Antônio Villeroy/ Alan Camuaski/ Antônio Campara/ Adriana Muller/ Anires Marques/ Alfredo Sommer/ Alle Ravanello/ Armaggedonn/ Amilson Silva/ Anete Lubisco/ Andréa Augustin/ Auvergne/ Aúrea Baptista/ Alerta Geral/ Os Avançadíssimos/ Alexandre Fritzen/ Antônio Carlos Brunet/ Antônio Carlos Falcão/ André Coelho/ Ângelo Franco/ Augusto Stern/ Alma Blues/ Alegre Corrêa/ Assubek/ Os Atuais/ Antes do Além/ Akashic/ Arame Farpado/ Alegria/ Abalo Único/ Área Restrita/ Arte Livre/ Auto Retrato/ Os Águias/ Os avançados/ Anjos do Rock/ Arkanjo/ Os Araganos/ Abelha Rainha/ Amazônia/ Abalo Sísmico/ Alcalóides/ Acordes e Cordas/ Amêndoa/ Abangu rock/ Abeck 7 e 9/ Abril/ Abril 18/ AC/DC Cover/ Amil/ Ascétika/ Ação em Reação/ Anticorpos/ Acesso Negado/ Antivirtual/ Acusma/ Armon/ Acústico John/ Aeroblues/ Ácido Sulfúrico/ Aerovelhas/ ANKH/ Arquitetor de Hawana/ Anjos de Vinil/ Área Restrita/ Antinomia/ Astrox/ Again/ Água de Melissa/ Ak5/ Auto Retrato/ Alan fix/ Alcalina/ Alex Rech/ Alfa/ Os Alfaiates Farroupilhas/ Absinto 7/ Amigo Lagarto/ Angels/ Aristhoteles de Ananias Jr./ Astronautas Prismáticos/ Antes do Além/ Anjos Renegados/ Conjunto Abílio Marca/ Anjo Negro/ Anjos do Hanngar/ Atraque/ Anjos quase infernais/ Alma Blues/ Aline Figcelli/ Alpha Dog/ Avanço 5/ Ajuntamento Show/ Alfa e beta/ Os Avançados/ Apolo 5/ Os Acadêmicos Inseparáveis/ Alma e Sangue/ Os Andróides/ Alta Tensão/ Álvaro Santi e o Caixaprego/ Altaploide/ Amarula/ Alquimia/ Âmago Elíptico/ Amigo Lagarto/ Água da Vida/ Antimônio/ Auditiva/ Alforge/ Asas do Vento/ Anna Lógica/ Anticorpos/ Alta Simetria/ Avante/ Os Aventuras/ Armaggedon/ Astrolábios/ Asper/ Afro Sul/ Ata/ Atentado ao Pudor/ Anna O!/ Amor e Restos Humanos/ Apex/ Arte e manha/ Arena Age/ Arawak/ Atro/ Arengueira Musik@/ Arsenal/ Armação Ilimitada/ Anos Dourados/ Adam/ Apartheid/ Anos blues/ Auto-retrato/ Awennid/ Ameba/ Attus/ Asp/ Anamnese/ Anansi/ Arkanjo/ AnCor/ A. L. F./ Arena Age/ Across the Universe/ Afro Sul/ Andarilhos/ Any me faz um please/ Apex/ Musical Amizade/ Anestesia/ Musical Amizade/ Art Biss/ Anestesya/ Alerta Geral/ Akashic/ Água de Melissa/ Afrotchê/ Aneurisma/ Ávalon/ Antônio Acústico Show/ Almas iguais/ Alligator’s Blues Rock/ Anexo 44/ Arkanjo/ Artecover/ ArmaZen/ Adolfo e os Paradoxos/ Agnostic Orchestra/ Avante/ Alcalóides/ Andina/ Alfa e Beta/ Os Atonais/ Acapulco/ A Rosa dos Ventos/ Angels/ André Bertuol/ Atraque/ Altofalantes/ Acústico Sublime/ Aqua-play/ A4/ ACB 8/ Aletheia/ Azambuja’s Blues/ Aroma/ Albatroz/ Arawak/ Asper/ Anaxes/ Alvo/ Apex/ A.L.F./ Ameba/ Apanhador Só/ Amauri Iablonówski/ André Binsfeld/ Alexandre Guterres/ Alexandre Jost/ Alle Ravanello/ Alexandre Áusquia/ Alfredo Rozoco/ Alexandro Massioti/ Avante Royale/ Amauri Copetti/ Alexandre Santim/ Os Águias/ Adriano Trindade/ André Loss/ Arthur Nestrovski/ Ana Mascarenhas/ Alessandra Carvalho/ Alexandre Ostrowski Jr./ Alisson T. Araújo/ Anabel Alzaibar/ Alberto Oliveira/ Alessandra Verney/ André Piccinini/ Ayres Pothoff/ Aninha Freire/ Ayres Pothoff/ Augusto Maurer/ Adilson Rodrigueiro/ Adão Rosa/ Alexandre Móica/ Alexandre “Papel” Loureiro/ Alexandre Starosta/ Alma Beat/ Álvaro Vilaverde/ Álvaro Magalhães/ Alexandre Barea
Bixo da Seda/ Bizarro-Byzarro/ Beselhos/ Blues Markers/ Big Zen Voodoo/ Brandhy/ Os Bruxos/ Balzac/ Barões/ Blast/ Bandaid/ Barba Ruiva e os Corsários/ Beckandroll/ Bossa Nova Jazz Band/ Beat/ Bad Flowers/ Bandida/ The Bestial Project/ Brim Curinga/ Bambino Selvagem/ Bois de Gerião/ Bailei na curva/ Badulaque/ Blackpool Bards/ Bossa Lounge/ B. Bossa Trio/ Os Buscapé/ BSN/ A Banda/ Blazz/ Os Brasas/ Brasa Som/ Beethoven/ The Beagles/ Os Besouros/ The Bachfuls/ The baby’s/ Basket Makers/ Os Bravos/ Beat Five/ B Jack/ Bilubi.du/ Baby Core/ Babysitter/ Bleff/ Bacon 27/ As Brasas/ Borboleta Negra/ Brasil Pop Quarteto/ Bar 9/ Balarrasa/ Bobby Punky/ Os Barra Limpas/ Bali Hai/ Bandit/ A Barra do Porto/ Barfly Band/ Bandinha do Bertoldo/ Os Bones Tribe/ Brazuca/ Beat Box/ Batmans/ Bethsides/ Barfly Band/ Bonday/ Babies on fire/ Blues Express/ Beijo Azul/ Balzacs/ Batuque de Cordas/ Batucada/ Banda du Porto/ Black Cat/ Beer duff/ Boogaloo (anos 60)/ Boogaloo(anos 2000)/ Bandaneon/ Barlavento/ Blush/ B Jack/ Bioradio / Bondai/ Blues Express/ Brilha Samba/ Bad Bad Sever/ Barrabás/ Bahamas/ Balla Haus/ Batuque de Cordas/ Banda do Porto/ Bocalis/ Borboleta Groove/ Bleve /Bandabsurda/ Bleach/ The Beatles Magical Band/ Burgomestre/ Bruce Medeiros/ Bebeto Mohr/ Brigadeiro/ Blastorm/ Balarrasa/ Bataclã Futebol Clube/ Barbarella/ Blue Drift/ BoB/ Blitzkrieg/ Blizter/ Boby joy/ Brazilian Sound Machine/ Bullet/ Bleff/ Buffalo Red/ Black Tools/ Bleque/ Blush/ Baila Baila/ Brilha som/ BlackMaria/ Bismuto/ Bombados/ Big Country Band/ Balanço do Tchê/ Brasileiros cantam brasileiros/ Bikini Hunters/ Os Beatos/ Grupo Bem Brasil/ Biss/ Blackbirds/ Banda de Banda/ Burrito/ The Bull Frog Blues and Rock/ The Beatles Magical Band/ Bruxa de Pano/ Bruxaria/ Bobby Punky/ Barfly/ Black out/ O Beco/ Blue Band/ Bandaliera/ Bismuto/ Brigadeiro/ Borbotões/ Beto Beatle e Banda B/ Burning Brain/ Bossa in duo/ Bobo da Corte/ Bando Barato pra Cachorro/ The beavers/ Brigitte Bardot/ Bico Fino Brothers Band/ Baby Doll/ Bebeto Alves/ BoB/ Boicote/ Brasil Varonil/ Blackout Sul/ Bichano da Massa/ Berimbau/ Banda dos Corações Solitários/ The Beatles Magical Band/ Bebeco Garcia e o Bando dos Ciganos/ BSN/ Bataclã FC/ Big Chico/ Bidê ou Balde/ Bugallo/ Black Sheep/ The Beat Five/ Bandaneon/ The Best/ Banda de casa/ Brisocks/ Blanched/ Badulaque/ Black Master/ Beto Roncaferro/ Bric Brothers/ Betrayol/ The Baby’s/ Boneca de Pano/ Back on the road/ Black Soul/ A Barata Oriental/ Bilirubina/ Black Mosquito/ Bichano da Massa/ Beavers/ Balanço Geral/ Os Boinas Azuis/ The Beatles fun club band/ Boina/ Bugo Silveira/ Bruno Antunes/ Bruno Morais/ Bullet/ Beth Krieger/ Berê/ Beltrão/ Beto Bruno/ Brunetto/ Berenice Farina/ Bertrand Kolezca/ Bianca Fachel/ Bruno Antunes/ Betha Jaegger/ Beto Oliveira/ Beth Chaise/ Baca/ Bossa 50/ Beto Bollo/ Bill Matte/ Beto Castelarin/ Betha Jaegger/ Biba Meira/ Beto Ruschel/ Bugo Silveira/ Beto Rotenberg/ Breno Sauer/ Beth Chaise/ Breno Starosta/ Bad Fish/ Black Mosquito/ Blackbirds/ Brasinhas do Espaço/ Os Bruxos/ Boogaloo/ Os Beatos/ Bruxaria/ Os Bonitos/ Banana Maldita/ Bliferzantes/ Banda do Encontro/ Bacon 27/ Blumerang/ Black Trio/ Backstage/ Belladona/ Bertrand Kolezcka/ Black Limousine/ Banda do Dorinho/ Bleque/ Be’ living/ Bailanta/ Bleff/ Bliferzantes/ Banda du Porto/ Belos e Malditos/ Black ward/ The Boxer’s/ Bleffe/ Bandaue/ Os Bacanas/ Bluegrass PA/ Bandalarga/ The Best/ Bosque das Bruxas/ Black Opala/ Bad Fish/ Baby Doll/ Bestial Distraught/ Babysitter/ Black Power/ B.B.Band/ Beto Porto/ Bruno Acosta/ Beto Lacaze/ Batucada Atômica/ Banda do Garrafão/ Bandavanera/ Banzai/ Buenachos/ Bedeu/ Bonitinho/ Bandinha do Bertoldo/ BBossa/ Beto Herrmann/ Breno Ronchetti/ Beto Porto/ Burgomestre/ Breno Sauer/ Black Tools/ Beto Bollo/ Branca/ Berenice Azambuja
Ceres/ Os corujas/ Cinzentos/ Chimarruts/ Criado Mudo/ Cabala/ Catch a fire/ Cacto Rosa/ Confraria/ Credentials/ Chris Amoretti/ Cristiano Nichelle/ Carlos Maltz/ Cléo de Páris/ Catuípe/ Clave de Lua/ Coié Lacerda/ Calça Justa/ Chapéu de Cobra/ The Cheyenes/ Carlinhos Hartlieb/ Cartolas/ Os Clivers/ The Coiners/ Os Corsários/ Grupo Criação/ Cóccix/ Cactus Jack/ Cacto Rosa/ Carne de Panela/ Camaratta/ Cyco/ Coral do Cecune/ Camerata Brasileira/ Cais/ Cléber Fiorini/ Círculo de Violões/ Cordão de Cor/ Confraria do Samba/ Os Carlos/ Clarah Averbuck/ Calibre/ Cláudio e os Goldfingers/ Cover Boys/ Cadillac’s/ Caravan 79/ Celina Barbosa/ Caravan 79/ Consideração/ Crucifixion/ Os Comanches/ CCOMA/ Caravelle/ Os Ciclopes/ Coral Banrisul/ Cobaias/ Caixa de Espelhos/ Corsários do Parque/ Coeso/ Cássio Letona/ Cleiton Vittal/ Clayton/ Coisa Preta/ Cadillac/ The Chaves/ Clave de Vidro/ Corda de Bamba/ Cartel da Cevada/ Charles Master/ César Saraiva/ Cláudio Nilson/ Carlinhos Santos/ Cláudia Zuniga/ Clóvis Ostromayer/ Cristina Sorrentino/ Cláudio Vilanova/ Cristina Gerling/ Célia Franco/ Cláudio Levitan/ Cláudio Bonder/ Carlos Bicca/ Os Cavaleiros de Fogo/ Constelação/ Choque/ Controle Remoto/ O Cromo/ Os Clips/ Califórnia/ César Teixeira/ Cuca Medina/ César Augusto/ Cleyton Castilhos/ Celso Marques/ Caio Gomes/ Carlos Lichman/ Cícero Guedes/ Carlos Martau/ Chico Pedroso/ Carina Levitan/ Cabiduia/ Cucastortas/ Corolarium/ Os Cowbees/ Casa de Classe Média/ Café Marrakesh/ Carlão e Tedi/ Clube do Samba/ Clepsidra/ Cães de Aluguel/ The Cleans/ Cadillac 59/ Canícula/ Chico Ferretti/ Caça Níquel/ Caminhão Honesto/ Cuidado que mancha/ Cláudio Sander/ César Souza/ Carmelo de Los Santos/ Cleyton Castilhos/ Claitor Arthur/ Celso Krause/ Colombo Cruz/ Cheiro de Vida/ Coisa Rara/ Chaminé/ Casaco de Madame/ Cidadão Quem/ Corda de Bamba/ O Clã/ Casa da Sogra/ Cachorro Grande/ Charger/ Costellethas/ Calotas Cromadas/ Curaçau Blues/ 5 ampéres/ Catedral/ Cowboys/ Os Corujas/ 100% SUS/ Clemens/ Chaparral/ The Coiners/ Canto Livre/ Covero/ Café Y Açucar/ A Cretinice me atray / Coisas de Água/ Os Clivers/ Os Campeiros/ Constelação/ Coqueiro Verde/ Cuidado Menina/ Ciro Moreau/ César Franarin/Charles Delbono/ Cláudio Mariano/ Carlo Pianta/ Grupo Cordas e Rimas/ Clã Mcloud/ Cinzas/ Conjunto Carlos Alberto/ Contrabanda/ CR/ Calibre 66/ Carlos Lichman/ Os Cascavelletes/ Os Corrosivos/ Crushers/ Caravelle/ Candieiro/ Cólera/ Cemiramis Jazz Band/ Canibais/ Cecune/ Calota de Fusca/ Chamada Geral/ Carboxila/ Contraste Combo/ Coyote feyo/ Café Marrakesh/ Cantoria/ Cantadores do Litoral/ Cammelot/ Cláudio Spritzer/ Céu do Sul/ Cau Hafner/ Cléber Correa/ Clóvis Ibanês/ Carla Kieling/ Cláudia Braga/ Carlos Badia/ Cachaça/ Carina Donida/ Chico Padilha/ Cícero Guedes/ Cláudia Braga/ Carlos Medina/ Carlos Badia/ Cézar Ferreira/ Carlinhos Santos/ Clio Paulo/ Cao Guimarães/ Cristine Patané/ Celso Lima/ Cristiano Bertolucci/ Chandele/ Cristiano Quevedo/ Corda de bamba/ Calmon/ Canela/ Cabeça, Tronco e Membros/ Cozinheiros/ Caia na Raia/ Cao Trein/ Chernobyl/ Celso Jardim/ Cimbal/ Curto Circuito/ Casa de Classe Média/ Crazy Diamond/ Chespiritos/ Cia. Gaúcha/ Coral Sesc/ Coral da UFRGS/ Coral da Aços Finos Piratini/ Coral 25 de Julho/ Caia na Raia/ Café Acústico/ Canta Povo/ Contragolpe/ Carbono 60/ Cavalo Doido/ Couro, cordas e cantos/ Cláudio Vera Cruz/ Corações Solitários/ Caravelle/ Caravana/ Chips/ Coupe de Ville/ Canavalhas/ Casa da Sogra/ Café Som e Leite / Canastra Suja/ Choque Elétrico/ Câmbio Negro/ Complexo de Épico/ Clã destino/ 5 ampéres Cappellrock/ Casulo/ Caracol/ Cep 90000/ Charlote Dorfman/ Cassius Garcia/ Cláudia Ribeiro/ Celso Coelho/ Clarice Nejar/ Cláudio Calcanhotto/ Corja/ Chulé de Coturno/ Clitóris Incandescente/ Canastra Suja/ Corda de Bamba/ Colateral/ CHC/ Cacto Rosa/ Chiclé Demência/ Cartel/ Contrato de Risco/ Catedral/ Cíntia Rosa/ Cardo Peixoto/ Cláudio Sander/ Careca da Silva/ Chico Saratt/ Celso Iuck/ Claus e Vanessa/ Controvérsia/ Cóccis/ Os Coiotes/ Cabala/ Cheiro de Paixão/ Cowboys Espirituais/ Coquetel Molotov/ Chatorresto/ Cobra Criada/ Clepsidra/ Confraria do Sax/ Carburador Azul/ Cinema/ Contrabando/ Clã Mcloud/ Cara e Coragem/ Canção/ Contraregra/ Os corsários/ Cobaias/ Comunidade Nin-jitsu/ Carmen/ Colarinhos Caóticos/ Crisium 666/ Só Credence/ Ciro Trindade/ Contos e Fatos/ Carqueja/ Chico Preto/ Chargy/ Credentials/ Carona/ The Chaves/ O cerco/ Cristiana Pretto/ Caia na Raia/ Calique Ludwig/ Carlos Branco/ Cau Neto/ Cigano/ Country Gurias/ The Chaves/ Código Moral/ César Dorfman/ Clóvis Câmara/ César Audi/ Cao Karam/ Charles Vianna/ Cristiano Albrecht/ Cristine Patané/ Clóvis Boca Freire/ Clóvis (percussão)/ Carlos Patrício/ Caixa Preta/ Cinema/ Catavento de Bolso/ Cheiro de Paixão/ Coverboy/ Cow Bees/ Coisa Preta/ Cantakgente/ Coffe and Roll/ Circuito Emocional/ Contrarregra/ Cube/ Cocada Preta/ Creeper/ Carona/ Cavalo Horse/ Cinza e Azul Noite/ Crazy Mama Band/ Chad Bold/ Cerco/ CSD/ Chico Gomes/ / Carlos Magno/ Carlos Alexandre Machado/ Caco Santos/ Celso Bastos/ Coca Barbosa/ Cabo/ Culpados Inocentes/ Caulfield/ Chatman/ Cobaias/ Conexion Espiral/ Cor Brasil/ Código Penal/ Grupo Centelha/ Cleber/ CNS/ Carne de Panela/ Clã-Destino/ Charger/ Cartomantes/ Carlos Stein/ Calibre/ Calígula/ Os Canalhas/ Conexão Pop/ Os Corsários/ Chiripás/ Garotos do Fandango/ Caixa Preta/ Chamada Geral/ Canção/ A Cura/ Constant Turbulence/ Café Black/ Circuito Emocional/ Camboja Motel/ Criptograma/ Coice Elétrico/ Clemens/ Confraria do Sax/ Castelo Forte/ Os Chihuahuas/ Coisarada/ Cristina Sorrentino/ Celso Guttfreind/ Carlos Cachoeira/ Cristine Patané/ César Navarro/ Christian Salvatti Paim/ Claiton Ribeiro/ Celso Krause/ Choque/ Choque Mental/ Chico Castro/ Cláudio Bonder/ Clarissa Peretty/ Cristiano Hanssen/ Cidinho / Christian Ivers/ Clóvis Soibelman/ César Souza/ Carlos Calcanhotto/ Cristiano Quevedo/ Cláudio Nilson/ Cláudio Medina/ Cigano/ Charão/ Cézar Ferreira/ Clóvis Câmara/ Celso Campos/ Cesar Franarin/ Cláudio Heinz/ Chaka/ Cocktail Molotof/ Columbia/ Crossover/ Canastra Suja/ Crazy Guns/ Grupo Catedral/ Cia Show 4/ Coma Alcóolico/ Crossroad/ Curto Circuito/ Criado Mudo Calavera/ Conexão do Rock/ Crossfire/ Choque Térmico/ Cláudio Mariano/ Cristina Carraro/ Os Corujas/ Charles Delbono/ Chaossign/ Caneka Virtual/ Charque in Blue/ Coisas de Água/ Culpados Inocentes/ The Chaines/ Classic Rock Band/ Chapa/ Cyco/ Coisa Rara/ Café Acústico/ Cigarro Elétrico/ Cinza e Azul Noite/ Conjunto Bluegrass Portoalegrense/ Cano Serrado/Cursed Day/ Cláudio Baraldo/ Carlos Procat/ Careca da Silva/ Carlos “Lots”/ Cléber Leão/ Castor Daudt
Dany e Banda/ De Falla/ The Dragons/ The Dazzles/ Delips/ Draco/ Dead Fingers/ Os Daltons / Dublê/ Diretoria/ Dark Celebration/ Durango 95/ Dog Years/ Danni Calixto/ Dzagury/ Da Guedes/ Dopamina/ Diorama/ Destroyeer/ Doroth/ Denix/ Dose Dupla/ Dpressão Doidivanas/ Dimensão 70/ Diálogo com a grama/ Diplomata/ Dexcart/ Dread Rock/ Discocuecas/ Dchumanizer/ Dread Locks/ Doctor Flowers/ Dólar/ Demian/ Discípulos do mestre shao/ Delusi/ Daniel Tessler/ Daniel Mossman/ Dolly/ 10000KPNR/ Dick House/ The Darma Lovers/ Dayse Aguiar/ Dinartes/ Dissidentes/ De vez em canto/ Dick Três Band/ Dr. Molina/ The Dragons/ Devil’s pray/ Doce Veneno/ The Dogs/ D’ Drops/ DKLC/ De Luke/ Decavê/ Dois por quatro/ Dona da Banda/ Domingos Cray e Banda/ Dedé e os Ajudantes/ Dado Jaegger/ Denise Guariente/ Deco Correa/ Daniel Debiagi/ Douglas Araújo/ Daniel Nodan/ Denise Fontoura/ Dona Benta/ Denise Lahude/ Dione Spillari/ Dan Berger/ Dan Ferretti/ Daniel Hoeltz/ Demósthenez Gonzales/ Duda Velasquez/ Doce Excesso/ Dan Berger/ Daniela Xavier/ Dante Ramos Ledesma/ Dona Benta/ Dilan Camargo/ Diego Grendene/ Diego de Abrantes/ Diego Silveira/ De Santana/ Daniel Lemos/ Dionara Schneider/ Digue/ Dtones/ Dija/ De Bom Tom/ Demma/ Doce de Leite/ The Dragons/ Dyemo/ Dick três/ Devision Sex/ Dona Benta/ Da Boca pra fora/ Devas/ Dreamers/ Djanka/ dtones/ The Dogs/ Dogmma/ Dama e os Valetes Doidos/ Os Deltas/ Da Raiz/ De Esquadra/ Desvio Padrão/ Dinamite Joe/ Dr. Lince/ Dissidentes/ Dexter/ Da vazão/ Dois que vem do Rio/ Decavê/ D’ Front/ Dobradiças Velhas/ Diffuse/ Duda Guedes/ Dunga/ Duda Follman/ Denise Tonon/ Dani Dubin/ Dido Portinho/ Doca Ferreira/ Donni Grahl/ Didi Gloor/ Dedé Ribeiro/ Desireé/ Dmitri Cervo/ Daysi Folli/ Deborah Finocchiaro/ Dimitri Arbo/ Dunga/ Draft/ Demian/ Device/ Dona Normanda/ Derivados do Rock/ Dr. Flores/ Dread/ Duo Araucária/ Dr. No/ The Dragons/ Dyackzuza/ As Debis Vocais/ Draft/ D’ Jeito Novo/ Downtown Groove/ D’Pirraça/ Draco/ Di brincadeira/ Doctor Miller/ Distorce/ DDT/ Damn Laser Vampires/ Deus e o Diabo/ Djambi/ Diz Play/ Duo em Branco e Preto/ Discovery/ Desvio Padrão/ Dick três band/ Dr. Medo/ Dark Asylum/ Dark Wish/ Dona Normanda/ Dellitus/ Dama e os valetes doidos/ Die Fledermaus/ Dimensão/ Dallas/ Doctor Rocky/ Duo Deno/ Di Feack/ Daysi Aguiar e os quariteus/ Delittus/ Daniel e a cova dos leões/ Djungle/ Defghi/ Doktor Kill/ Digue/ Dr. Gary/ Donabella/ Do you like/ Duo Hilibilly/ Doctor dog/ Daniel Azevedo/ Dodge 73/ Doce Vício/ Os Delfins/ Delírio/ Destaque Musical/ Dick Fellow/ Dama da Noite/ Decibeiz/ Doce de Leite/ Doctor Flowers/ Duffos/ Duo Retrato Brasileiro/ Da Guedes/ Diego Dias/ Drive/ Deio Escobar/ Demétrius Câmara/ Dolly/ Duffus/ Didadó/ Doctor Jazz Band/ Dimensão 2001/ Desfauk/ Duets/ Duques da Província/ The Dancing Demons/ Devils/ Dias/ Deus e o Diabo/ Os Delirantes/ Dry Martini/ Dr. Medo/ DNS 8/ Dallas 23/ Direto da fábrica/ Dolly Dagger/ Dogma/ Doctor Lee/ D’ Quina prá Lua/ Donna Lee/ Djambo/ Dois pra lá, dois pra cá/ DNA/ 288/ Duplo Deck/ Demobanga/ Os DMLU/ Dudu Penz/ Djambo/ Dany Falks/ Davi Piangers/ Davi Dewitt/ Danilo Fantinel/ Diego Cartier/ Diogo Darkie/ Davi Moreira/ Dúnia Elias/ Diego Medina/ Daniel Braga/ David Guetta/ Dimensão 2001/ Os Dráculas/ Doiseumindoisema/ The Dragons/ Diego Cartier/ Daniel Weinman/ Daniel Nodari/ Dudu Trentin/ DNS 8/ Dualen/ Delírio/ Deite Rolly/ Dreamers/ Devas/ Digue/ Dr. Lince/ Deathrider/ Daniel Wolff/ Daniel Sá/ Daniel Lemos/ Daniel Scheer/ Dudu Sperb/ Dante Jr./ Dayana House
Engenheiros do Hawaii/ Os Eles/ Elétrika Tribo/ Elojac/ Os Efervescentes/ Eco do Minuano e Bonitinho/ Eróika/ Espaço Brasil/ Elizinha Coelho/ Grupo Ensaio/ Elfo/ Egisto dal Santo-Ophodge/ Espectro/ Estrelas do Pago/ Espumas Flutuantes/ Élbia Solange/ Éverton Rodrigues/ Edgar Branco/ Edinho Espíndola/ Elda Pires/ Edilson Ávila/ Ernesto Fagundes/ Ed Castellano/ Émerson Gottardo/ Enio Burgos/ Elda Pires/ Elza Crivellaro/ Eduardo Nadruz/ Edgar Araújo/ Edu Saffi/ Eduardo Bighelini/ Érico Moura/ Éverson Vargas/ Os Espiões/ Grupo Escolar/ Evasão/ Eridanus/ Os Escamosos/ Edel/ Espaço Brasil/ Estúdio S/ Érica Marins e os Telecats/ Estrada de Ferro/ Empire Darkness/ Esbugalha meu bem/ Os Espaciais/ Emergência/ E-Trio/ Everton Pires/ Evandro Moah/ Edinho Galhardi/ Edemir Giaconelli/ Émerson Ribeiro/ Edu Colvara/ Edu Natureza/ O Estado das Coisas/ O Espírito da Coisa/ Extremo Os Escamosos/ Impacto/ The Efficients/ Eickoff/ Elenco/ Éden/ Exquadro/ Espaço Brasil/ Essência/ Os Esqueletos/ Eu e mais dois/ Emoção/ Eco do Pampa/ Elenco/ Everest/ O Embalo/ Essência/ Ed Napoli/ Eder Bergozza/ Ether/ Estado Capital/ Expresso Tchê/ Escorpião Alado/ Em palpos de aranha/ Enigma/ Efeito SA/ Esfera Cósmica/ Espelho das Águas/ Estrada/ Exceção à regra/ Empíricos/ Ecos do Mississipi/ Expresso Oriente/ Eucalóides/ Extraturbo/ Eureka/ Eduardo Martinez/ Evandro Demari/ Estado Inevitável/ Elektra/ Elis Regina/ Érico Castilhos/ Elenara Nunes/ Edgar Powarczuk/ Eduardo Milan/ Edson da Rosa/ Eletrostática/ Escorpião Alado/ Época/ Everest/ O Elenco/ Excelsior/ Espectro/ Edson Rodrigues/ Escorpião Alado/ Espaço Brasil/ Edgar Araújo/ Edmund Richards/ Elmo Rodrigues/ Emílio Pacheco/ Edmar Fabrício/ Elaine Geissler/ Edu K/ Edgar Pozzer/ Eloy Fritsch/ Eliane Strazas (Xuxa)/ Eduardo Porto/ Eleu Salvador/ Eduardo Nadruz/ Eleuzinho/ Estevão Camargo/ Elenco/ Eric Van Delic/ Esfera Cruel/ Os Escamosos/ Efeito Moral/ Émerson Maicá/ Emerson Nunes/ Ernani Counsadier/ Epithaph/ Ecco Latino/ Euterpe/ Elevation/ El Serelepe/ Eccos/ E-Trio/ Evento/ Espelho das Águas/ Evil Fox/ Etílicos e Sedentos/ Emer Rock/ Esfinge de Cristal/ Em intensa atividade audiofônica/ Eliane Salek/ Émerson Maicá/ Eugenia Puro Rock/ Encruzilhada/ Esporte pra dois/ Evolution/ Espectro Sonoro/ Eduardo Garcya/ Eduardo Cristi/ Eduardo Egs/ Edgar Araújo/ Exodus/ Érico Moura/ Eduardo Prates/ Edgar Araújo/ O Esquadrão/ Elton Kohler/ Eduardo Martinez/ Enigma/ Embalo 5/ Eduardo Reck Miranda/ Elisandro Max Borba/ Eliseu Silva Pereira/ Eduardo Solari/ Émmerson Ribeiro/ Édson Jr./ Érika/ Eu, o Zé e os Cara/ Estação Trio/ Expresso 21/ Elektra/ Elenco/ Elton/ Exército Vermelho/ Expresso 25/ Estrela Rasta/ Estação Zero/ Encruzilhada/ Elenco/ Enzo e Rodrigo/ Os Esqueletos/ Estela/ Eridanus/ Élvis Presley Cover/
Freud explica/ Fat Blues Chaminé Band / Fechado pra Balanço/ Faskner/ Flu/ Fornazzo/ Frank Jorge/ Feito em casa/ Fluxo/ Feitoria/ Floreio/ Free Riders/ Formigos/ Fio Desencapado/ Fechado pra Balanço/ Fashion Guru/ Fu Wang Foo/ Frank Solari/ Fantomas/ Fausto Prado e Caetano Silveira/ Fábio Mentz/ Os Frank’s/ Fredi Gerling/ Os Faraós/ Franco Scornavacca/ Fabiano Souza/ Fernando Pacote/ Os Fantásticos/ Os Felinos/ Flávio Azevedo/ Full Jazz/ Filipe Catto/ Fernanda Xavier/ Fábio Milman/ Facção Brasil/ Fruto/ Fapo/ Fliperamas/ Flor de Cactus/ Fogaça/ Fred Endres/ Felipe Franco/ Felipe Silveira/ Fábio Coimbra/ Fernando Mattos/ Flabian Meinardo/ Flávio Richter/ Fabiano Moreau/ Fernando Ribeiro/ Fabiano Dian/ Fantomáticos/ Funkisons/ Musical Fantástico/ Fábrica Sonora/ Farol/ Facção Brasil/ Funeral/ Forja/ Os Funéreos/ Fughetti Luz/ Fazendeiros/ Feio e os caras/ Flávio Coelho / Falso Acaso/ Fernanda Kruger Trio/ Fuga/ Fullplate/ Foxy Lady/ Feijoada Completa/ Fruto/ Fullplate/ Feltes & Dieter/ Folk Brothers/ Fernando Pesão/ Fábio Rosa/ Fábio Musklinho/ Fábio Mentz/ Fernando Cardoso/ Flora Almeida/ Flávio Pechansky/ Flávio Bicca Rocha/ Felipe Faraco/ Flávio Medina/ Flávio Hansen/ Foguinho (I e II)/ Flávio Big Dog Assis/ Flávio Chamis/ Felipe Franco/ Frutos da Crise/ Furacão/ Feizer/ Fuga/ Fechado pra Balanço/ Fábio Marrone/ Full Jazz/ Fantomáticos/ Fillipi Lua/ Fernando Noronha e Blacksoul/ Fliperamas/ Farenait/ Fratura Exposta/ Fohat/ Filhos da Pauta/ Freak Brothers/ Forja/ Fita Tape Kamikaze/ Falsa Ira/ Frida Kahlo/ Freak Brotherz/ Furacão/ Fenrier/ Fulla Mamma/ Flores do Fogo/ Floricultura/ Fator RH/ Banda Fetter/ Flutuantes/ Fat Duo/ Fhaice/ Faichecleres/ Os Felinos/ Fruto Proibido/ Freakazóide/ Farra de Rua/ Flora Almeida e Kozmic Blues / Frank Franklin/ Filhos de Outrora/ Fernando Collares/ Fresno/ Flávio Adonis/ Fuga/ Free Grass Jam Band/ Fruet e os Cozinheiros/ Falsa Ira/ Os Felinos/ Flávio Brasil/ Fuga/ Flamingo/ Flash/ Funktrônicos/ Fozzy/ Full Plate/ A Falha de Santo André/ Fighterloard/ Força Latina/ Flamboyant/ Fluxo M/ Conjunto Farroupilha/ Fernando Corona/ Frank Franklin/ Flávio Mattes/ Farewell Blues/ Flora Almeida/ Felipe Jotz/ Full Plate/ Fábio Zebra/ Flavio Soares/ Fábio Cruz/ Fábio Ly/ Fernando Collares/ Fátima Gimenez/ Flávio Brasil/ Flávio Santos/ Fernando Petry/ Fernando Maltz/ Fernanda Nóvoa/ Flávio Oliveira/ Flor de Lótus/ Fenx/ FMDEBI/ Família Lima/ Fireway/ Feizer/ Fanzine/ Favo de Mel/ Faskner/ Filhos da Terra/ The Fire’s Boys/ Fhaico/ Fapo/ Fall Up/ Free Jack/ Formigas e Banda/ Fernando Paiva/ Feijoada/ Flamingo/ Frutos da Crise/ Fuga/ Falante 15/ Família Sarará/ Fernando do Ó/ Felipe Azevedo/ Flanders 72/ Flor de Lótus/ Farinha do Bruxo/ Grupo Folk (I e II)/ Fun Rock/
Garotos da Rua/ Giba Giba/ Gil Gérson/ Giovani Berti/ Giovani Porzzio/ Gustavo Telles/ Gil Soul/ Gilberto Travi e o cálculo 4/ Groove James/ Grupo Latino/ Grooveria/ Grito Latino/ Garatuja/ Guerrilheiro Anti-Nuclear/ Geração Perdida/ Grosseria/ Guito Thomas/ Grupesquisa/ Goo Brothers/ Good Morning Kiss/ Gim Tamarindo/ Gramophônica/ Gravidade Zero/ Os Goldfingers/ A Gang/ Os Gobbis/ Geu Boys/ O Grupo/ Os Gertrudes/ Grandbell/ Grow’s/ Gabi vai tocar/ Galponeros/ Gabriel Von Brixen/ Günter Trio/ Guiza Ribeiro/ Grandmas’s Grape/ Garatuja/ Galãs da Menopausa/ Goo Brothers/ Grupo Nativo Guará/ Guaíba Show/ General Lee/ Garota Verde/ Graforréia Xilarmônica/ Gabriel Moojen/ Gárgulas/ GR Show/ Gambona/ Gisa Volkmann/ Gisa Pithan/ Gérson Prestes/ Gustavo Dreher/ Gil Franco/ Gilmar Celau/ Gilberto Franco/ Gustavo Leindecker/ Guilherme Bulla/ Gaúcho da Fronteira/ Maestro Garoto/ Gyba Soares/ Geraldo Fischer/ Glória Oliveira/ Gerry Marquez/ Geraldo Freitas/ Guiza Ribeiro/ Galia/ Gata/ Glei Soares/ Gerson Prestes/ Gilberto Quadros/ Os Galgos/ Gilberto Reis/ Gilberto Rosa/ Gilmar Goulart/ Gilmar Barela/ Gabriel Von Brixen/ Gérson Werlang/ Ghaia/ Gilberto Oliveira/ Gilberto Lima/ Gilberto Franco/ Guito Thomas/ Geraldo Oliveira/ Guinha Ramires/ Giba Skolnicov/ Gabriel Azambuja/ Galileu Arruda/ Gracie/ Gallaxy Trio/ Gastão Villeroy/ Gárgulas/ Gracinha Magliani/ Gustavo Dreyer/ Gabriel Moojen/ Gabriel Azambuja/ Gaspo e Oly Jr/ Greice Morelli/ Os Galponeros/ Guerrilheiro /Gélson Schneider/ Gustavo Broch/ Gustavo Pereira/ Gisele de Santi/ Gil Coelho/ Gélson Oliveira/ Gustavo “Mini” Bittencourt/ Glória Bernardete/ Giovani Mesquita/ Glênio Perez/ Os Galgos/ Henri Welter Osório/ Geraldo Santanna/ Gordo Miranda/ Gaúcho Blue/ Giselle Gutter & Hard Company/ A Gang do Tchê/ Garotos de Ouro/ Griffon/ Garotos do Baile/ Gravidade Zero/ Gurizada/ Go Diva/ Gasoline/ G.O.E/ Geração Perdida/Gaúcho da Fronteira/ Geraldo Flach/ Gerry Marquez/ Gilmar Barela/ Geraldo Oliveira/ Gilberto Benatti/ Gustavo Hortácio/ Guilherme Bulla/ Garotos do Baile/ Grosseria/ Greek Van Peixe/ Gérson Werlang/ Grass Effect/ General Smith/ Gabardines/ Get Up/ Gaúcho Blue/ Gordini Fuçado/ Garagem S/A/ Grou/ Groove da Trupe/ Os Galgos/ The Good Times Band/ Gordo Miranda/ Grupo Escolar/ Gramophones/ Glauco Sagebin/ Gueppardo/ Gárgulas
Hermes Aquino/ Harmadilha/ Hoochie Coochie Band/ Hallay Hallay/ Hálito de Funcho/ Hangar XVIII/ Holandês Voador/ The Handsomes/ Conjunto Heitor Helt/ Hora Certa/ Hangar/ Os humanóides/ Hanamech/ Hard Working Band / Hard west/ Hacuna Matata/ Habeas Corphus/ Os Hienas/ Os Hawaianos/ The Hermann’s/ Hey Mama/ Herméticos/ Hollister & Banda/ Hecatombe/ Conjunto Herbert Gehr/ Herméticos/ Os Hippies/ Hermes Richetti/ Hilton Vaccari/ Homero Feijó/ Hardy Vedana/ Henri Welter Osório/ Henry Lentino/ Heloísa Weinreb/ Horacina Correa/ Hugo Travi/ Homero Feijó/ Hique Gomes/ Henrique Guedes/ Henrique Gloor/ Hevelyn Costa/ Henrique Mann/ Hora Certa/ Hosanas/ Hang Over Band/ Hermit Age/ Henrique Wilasco/ Helena Weinberg/ Heinoê Ferreira/ Helô Romero/ Helena Knijnik/ Hilton Vaccari/ Henrique Wendhausen/ Horizonte/ Hangar/ Hedera Helix/ Hifens/ Hangmen/ Hoochie Coochie Band/ Himalaia/ Hangloose/ Os Humanóides/ Hot dog xis e pepsi/ Heinoé/ Henrique Kunz/ Hangmen/ Ha-Ha/ Os Heterogêneos/ Hawai/ Hey Bulldog/ Humberto Gessinger/ Os Horácios/ Hangar 2B/ Hype! Machine/ Hippies e Yuppies/ Heaven Knows/ The Henkes/ Holy Beer Lovers/ Hipnóticos/ Hecatombe/ Henrique Tolloti/ Hipertensão/ Histórias do Rock Gaúcho/ Haydée Guedes/ Habitantes do Planeta/ Harpsyn/ Häns/ Holyfire/ Hybria/ Helena Waimberg/ Heron Heinz/ Hopio/ Hot Rocks/ Hoodoo Blues/ The Hooligans/ H 2 rock/ Heróis Bandidos/ Help/ Hang over boys/ Os Hippies
Impacto/ Identidade/ Identidade Zero/ Irmãos Brothers/ Izmália/ Iskar/ Ironia/ Los Insólitos/ Iguana/ Ilan Big Mac/ Iara Lemos/ Iben Ribeiro/ Ives Mizoguchi/ Ita Arnold/ Inconsciente Coletivo/ Os Incendiários/ Los Infernales/ Imagem/ Itamone/ Instinto Mór/ Irmãos Panarotto/ Issur & Vice Verso/ The Inocents/ Os integralistas/ Ipsis Litteris/ I hate school/ Irmãos Rocha/ It’s all red/ Iskar/ Ideal Stéreo/Iran Rosa/ Invitro/ Insite/ Os Indomáveis/ Ivo Fraga/ Ivone Pacheco/ Inácio do Canto/ Ivaldo Roque/ Os Incógnitos/ Ivo Eduardo/ Iuri Freiberger/ Isabela Fogaça/ Os Invencíveis/ Os Impossíveis/ Os Invictos/ Iveth Maya/ Isabel L’arian/ Invisible Noise/ Os Invisíveis/ Indiana Rock/ Iron Cover/ Inovação/ Invert/ Conjunto Icaraí/ Os invisíveis/ Inseto Social/ Indústria Nacional/ Os Iniciáticos/ Império da Lã/ Indústria Musical/ Inseto Social/ Issur Acústico/ Os indomáveis/ Ideal Stéreo/ Os Incendiários/ Impulso 70/ In Verso/ Ilse Lampert/
Jah Mai/ Justa Causa/ J.J. & Co./ Júlio Reny e Banda Expresso Oriente/ Jeferson Marx/ Jerônimo Bocudo/ Jorge Hermann/ Jack Rubens/ Joca Vergo/ Jorge Foques/ José Mendes/ Justino Vasconcellos/ Jorge Dorfman/ João Alberto Soares/ João Palmeiro/ James Gomes/ João Schu/ Jakka/ Jessé Silva/ João Carlos dos Santos/ João Mantovani/ José Mendes Jr./ Jorge Guedes/ Jean e Jardel/ Júlio Porto/ Júlio Porto/ João de Deus/ Júlio Rosenberg/ Juliana Farina/ Juliano Trindade/ Juliano Courtuah/ Justa causa/ Os Jatos/ Jovem Record/ Juntos/ Justine/ Jeans/ JM/ Julie’s Gang/ Je Reviens/ Conjunto Musical Jilez/ Índio e a Tribo/ Conjunto João Roberto/ Jazz Noir/ Jimi Joe/ Júlio Rizzo/ July Manzi/ Jaja e Trio/ João Almeida Neto/ João Villaverde/ Júlio César Thor/ Júlio Fürst/ Juliano Moreno/ José Francisco Barbosa/ João Pernambuco/ Jonas Correa/ Joe Euthanásia/ Os Jetsons/ Jogo Sujo/ Jolies/ Jack Fumê/ JH/ Joey’s/ Jorge André Brites/ Jorge Vargas/ Júpiter Maçã-Aplee/ Jack Sorridente/ Jair Kobbe/ José Fogaça/ James Liberato/ Jordan Nunes/ João Rocha/ Joel Faerman/ João Batista/ João Manoel Blattner/ João Bolsoni/ Jerônimo Jardim/ José Loguércio/ Júlia Barth/ Júlio Herrlein/ Joãozinho Steibel/ Jonas RK/ José Cláudio Machado/ Jorjão/ Jorge Foques/ Josiane/ Jacques Maciel/ Jackson Zambelli/ João Antônio Araújo/ Júnior Healy/ Joca Libânio/ Joca Marques/ João Maldonado/ Juliana Walteman/ Jorge CIdade/ João Ivo/ João Fondaik/ Júlio Serrano/ Joceley/ Júlio Porto/ João Mayer/ Jorge Gerhardt/ Jean Melgar/ Jean Presser/ Johnny Cardoso/ Janet Cirne/ Júlio Cascaes/ Júlio Andrade/ Júlio Andrade/ Juarez Fonseca/ J Clip/ Jet’ Sons/ JK Bak/ Juntos/ Jazz 6/ Jady Ohana/ Jardim Secreto/ Jack Daniels/ Os Jones/ José Rogério Licks/ Jogo sujo/ Jua Ferreira/ Jack Mahal/ Jajá e Trio Jerereh/ Jardineiros/ Jazzmin/ Jazz 6/ Judit/ Os Jobinianos/ Jeannie Magic Blues/ Júnior e Juliano/ Júlio Igrejas/ Jack Soul/ Jack e os estripadores/ Jorginho do Trumpete/ Jossiano Leal/ Jayme Caetano Brown/ Jones Maya/ João Chaminé/ Jana Maldonado/ João Guedes/ José Timóteo da Rocha/ Júlio Porto/ Joca Martins/ Jorginho Domingues/ Jady Ohana/ Jasmins do Paraíso/ João Levy/ Jorge Vargas/ Jorjão/ John Band
K30/ K-West/ The Kommo/ Kúria/ Kachimbus / Kooks / Khaos/ Kleiton e Kledir/ Kafka Band/ Kinto Selo/ Kalua/ Karine Cunha/ Kláudia/ Kitty Santos/ Kátia Chiappini/ Kim Ribeiro/ Kaio Oliveira/ Kako Xavier/ Kimica Pop/ Kiko Freitas/ Karybe/ Kill All Hits/ The Kinds/ Krisium/ Kengo Tri/ Kung Fu/ Kyrie/ Keepers/ Kosmic Blues/ Kayanos/ Kiko Corrêa/ Kiko Mello/ Karine Rodrigues/ Kelvin/ Kaos do Porto/ Koi/ Kabongo Latino Jazz Combo/ Kriz/ Kara Dura/ Kasulo/ Karandache/ Kali/ Kathedral/ KM 0/ Karaguattá/ KM/ Karma/ King Size/ Kriz e Banda/ Kívya/ Kadafi/ Kasado/ Karl Faust/ Kau Azambuja/ Kitty Driemeyer/ Kid Cegonha & Banda/ Kiko Mendes/ Keóps/ Kadica Souto/ Kcláúdio/ K-Zulo/ Kubilay Uner/ Kyle Chadi
Liverpool/ Leviathan/ Leão de Judah/ Locomotores/ Lica/ Luciano Albo/ Lúcia Severo/ Lovecraft/ Lithium/ Louca Sedução/ Liberdade Condicional/ Levitan e os Tripulantes/ Lirit/ Lobos da Rua/ Lifeless/ Luz Divina/ Leco Ferrara e os Coiotes/ Long Play/ Lorenzo y La nota falsa/ Leco Alves/ Lisiane Lorencena/ Loma/ Luisinho Santos/ Luciano Maia/ Luís Fernando Veríssimo/ Labaredas/ Luiz Coronel/ Luiz Paulo Faccioli/ Leandro Spencer Chaves/ Lúcio do Cavaquinho/ Lourdes Rodrigues/ Lila Vieira/ Les Responsables/ Leonardo Bomfim/ Leonardo Stüpp/ Lúcia Helena/ Laís Marques/ Léa Betine/ Luciano Dalmolin/ Livres de Si/ Leonardo Bastos/ Luiz Bento/ Luiz Viera/ Luíza Caspary/ Luiz Walter/ Luciana Rodrigues/ Léa Cintra/ LBS 8/ Leonardo Silva/ Luciana Prass/ Lúcio Yanel/ Laco Bassualdi/ Lazaro Nascimento/ Lê Daros/ Leo Ferracini/ Lizza Dias/ Luciano Gerling/ Luís Basso/ Léo Ferlauto e Banda Delírio/ Laís Band/ Lira Clandestina/ LBS 8/ Look for a star/ Las Vegas/ Los Medonhos/ Line Six/ Lekan Trio/ Lúcio Dorfman/ Luis Zen/ Leôncio Severo/ Luigi Matté/ Lila e Skin/ Leo Ferrarini/ Luís Sant’anna/ Luís Palmeira/ Luciana Costa/ Luiz Cláudio e a Tribo da Vanera/ Lincon/ Lade Dy/ LSD/ Lactuca Sativa/ Lost Cause/ Loko’s de Bira/ Livewire/ Lobos da Rua/ Lyse/ Lobo da Estepe/ Lollypops/ Lado B/ Leo do Canto/ Lee Jhones/ Luiza prefere a morte/ Lord Sky/ Lancaster/ Luis Henrique Tchê Gomes/ Laine/ Luciene Adami/ Leca Machado/ Leôncio Severo/ Luis Mauro (pai e filho)/ Lucille Band/ Lori Finocchiaro/ Laura Finocchiaro/ Litúrgica/ Line Six/ Licor de cera/ Les Responsables/ Lutto!/ Ludovicos/ Os Ladinos/ Long Play/ Laranja Mecânica/ Lustrando os Trastes/ Lovers Dog/ The Liders/ Grupo Latino/ Leleco Telles/ Luciano Preza/ Lúcio do Cavaquinho/ Lynce/ Leca/ La Fauna/ Lupicínio Rodrigues/ Luis Valério/ Leonardo/ Lauro Ney/ Leonardo Bomfim/ Luciano Leindecker/ Leviratu/ Los Comparsas/ Os Lobos/ Ludy/ Lúcio Cadó/ Luís Valério/ Leather Apron/ Ligante Anfetamínico/ Os Loxas/ Loading/ Luciano Zanatta/ Luciano Gallo/ Leonardo Bastos/ Luís Fernando Veríssimo/ Luka/ Lothar Gutierrez/ Lady VI/ Luciana Prass/ Leonardo Panuzzo/ Luis Delfino/ Léo Henkin/ Luciano Alabarse/ Luis Roberto Silveira/ Lívio Gomes/ La Fauna/ Letícia Oliveira/ Latino Jazz Combo/ Luciana Pestano/ Luis Ewerling/ Leandro Branchtein/ Lucas Esvael/ Lu Barros/ Os Lobos/ Leonardo Ribeiro/ Laranja Freak/ Luis Santarém/ Laut musik/ Luciano Maia/ Lila Vieira/ Lu Geiger/ Leopoldo Rassier/ Luis Eugênio/ Luciano Granja/ Lords/ Luís Vagner/ Leonardo Muniz/ Leandro Blessmann/ Leonardo Brunelli/ Luciana Tomasi/ Luciano Leães/ Lionel Gomes/ Leões e Poetas/ Luis Eugênio/ Luz Van/ Liane Klein/ Laís Tetour/ Little John Band
Os Monges/ Monjolo/ Mutuca e os Animais/ Moog/ Magician/ Made in Brasil/ Mauro Rotenberg/ Morongo e Gata/ Maria Helena Anversa/ Maria Helena Andrade/ Mozart Leitão/ Maninha Pedroso/ Manfredo Fest/ Marcelo Truda/ Muchacho/ Maurício Santos/ Miro Santana/ Miro Fagundes/ Marcos Genner/ Marco Gottinari/ Mário Freitas Ramos/ Marcelo Lehman/ Mr. Papoo/ Mamma nox/ Matilha/ My Soul/ Monkey Man/ Matizes/ Megalon/ Os Monarcas/ Os Montanari/ Os 1000 tons/ Montanha Russa Sonora/ Mendigos da Noite/ Mr. Papoo/ Os Mongóis/ Manchester/ Os Monges/ Monjolo/ Mocambo/ Mooge/ Mr. Deco e os Tornados/ Mantra/ Magma/ The Marvins/ The Medleys/ Os Muripás/ Misturantes/ Momento 68/ Micróbios/ Maomé/ Os Magnos/ Os Mágicos/ Monterrei/ O momento/ Minimaus/ Mell Peck/ Moulin Rouge/ Mantra Jazz Rock Circus/ Marcondes e a função/ Matizes/ Mandala/ Mensagem/ Misantropia/Os Mônadas/ Melodia/ Os Melomaníacos/ Os Milionários/ Miguel e Almas/ Matéria Plástica/ Mercado Livre/ Máquina do Tempo/ Os Mugs/ Os mesmos/ Monades/ Madames do Rock/ Os Mucrília/ Massa Crítica/ Madamex/ Mercado Público/ Maria RIta Stumpf/ Mário Marmontel/ Marcelo Pons/ Mário Barbará/ Marcelo Pitz/ Marcelo Nadruz/ Maurício Marques/ Mr Pi/ The Minis/ Michel Dorfman/ Meio Desligado/ Mercado Público/ Mauro Kwitko/ Miscigenação/ Mano Santana & Carablack/ Máquina de Ferro/ Maria Fumaça/ Maricel Ioris/ McCoe/ Metróides/ Maurício Barca/ Maria do Relento/ Maurício Tibé/ Muni/ Marcos Ungaretti/ Marcello Caminha/ Monica Mendes/ Mitch Marini/ Marcus Bonilla/ Marlene Pastro/ Monica Tomasi/ Marcelo Granja/ Márcio La Falce/ Miguel Proença/ Marcel Moreau/ Miguel Bica/ Márcio Celi/ Marco Araújo/ Marco Aurélio Ferreira/ Maynart/ Márcio Tubino/ Mess/ Uma Mordida na Flor/ Muni/ Mr. Hank/ Morreu na Cinza/ The Madrugas/ Moreirinha e os seus suspiram blues/ Made in Brasil/ Márcio Petracco/ Mao Mao/ Marcinho Ramos/ Metrópolis/ Massa Crítica/ Madame Satã/ Marcondes e a Função/ Micróbios/ Mr. Jhokin/ M 26/ Misto Quente/ Montanha Azul/ Major Fox/ Mindscape/ Mensagem/ Mercado Musical/ Master Groove/ Mandrialis/ Mário Falcão/ Motivos óbvios/ Marcelo Piraíno/ Marcelo Figueiredo/ Marcos Rubenich/ Márcio Sobrosa/ Mozart Dutra/ Marcelo Pitz/ Miguel Proença/ Marcelo Ribeiro/ Malteses/ Moby Dick/ Macumba Funk/ Mestre Jonas/ Maurício Molina/ Marcondes e a função/ Marcelo Kará/ Morgan Le Femme/ Marcelo Pons/ Marcelo Kará/ Marcos Vinícius Manzoni/ Misantropia/ Monovolume/ Melodia/ Motel 69/ Marittimus/ Miragem/ Malvados Azuis/ Meliantes/ Monotape/ Menos Ele/ Maria Vai com as outras/ MUG/ Morgana/ Mango/ Maria Betânia Ferreira/ Marcelo Birck/ Martim César/ Maly Weisemblum/ Marisa Rotenberg/ Miscigenação/ Mário Carvalho/ Um Monte de instrumento e dois cara tocando/ Mimi Lessa/ Musgo/ Meio Mundo/ Grupo Musical Mocidade/ Marcelo Moreira/ Mutinho/ Maurício Frota/ Mandrake/ Marcos Lessa/ Marreco/ Márcio Grobocopatel/ Marreco/ Marcelo Gotuzzo/ Márcio Pinho/ Marcelo Rosa/ Marcos Schmitt/ Moisés Pettefi/ Maria Lúcia Sampaio/ Márcio Ventura/ Marcírio Siqueira/ Mário Marmontel/ Marcelo Truda/ Márcia Erig/ Marcelo Delacroix/ Marco Azevedo/ Marcelo Nohms/ Manoel Tchembo/ Marco de Menezes/ Manoel Chotguis/ Mr. Marx/ MB-5/ Mercado Musical/ Os Monroes/ O Momento/ Os Morcegos/ The Monkeys/ Mustang/ Os Maníacos/ Miscelânia K/ Muchacho/ Mr. Joker/ Magic Soul/ Megafônicos/ Os Marmanjados / MC Vi e Aliados/ Megadrive/ Motel Flamingo/ Mr. Medley/ Menino Everaldo/ Melodia/ Mamma Nox/ Menino Everaldo/ Maquinados/ Moradia/ Magia Musical/ Marcos Wacker/ Marília Benites/ Marcus Bento/ Música Reservata/ Meretriz/ Madrigal Místico/ Mama Buji/ Meretriz/ Grupo Vocal Muito Prazer/ Moly e Guppy/ Mil Milhas/ Mukeka di Rato/ Marcelo Coelho/ Marcelo Solla/ Marcelo Grossman/ Marcos Anschau/ Marcelinho Silva/ Mariel Fernandes/ Mess/ Márcio Pinho/ Marcelo Cachoeira/ Marquinhos Fê/ Marietti Fialho/ Márcio Bandeira/ Mário Falcão/ Midian Almeida/ Magic Soul/ Misturantes/ Multiverso/ Montanha Mágica/ Mokojoe/ Monte Azul/ MCA/ Manotaço/ Mil Show / Montezuma/ Musicamp/ Os Marias/ Marcas/ Modello/ Motryz/ Músicas Intermináveis para viagem/ Matéria Plástica/ Marcianos/ Os Morcegos/ Mentes Insanas/ Móica/ Marcas/ Miscigenação/ Musitrio/ Morfina/ Mercedes Band/ MHZ/ Melvin/ Móbemido/ Mateus Mapa/ Marco Zero/ Marcos Wacker/ Os Montanari/ Metrópolis/ Marwin/ Máquina/ Medida Provisória/ The Medina Brothers/ Os Mensageiros/ My Soul/ Matéria Primu’s/ Os Mirins/ Megadrivers/ Mutação X/ Máquina/ Madras/ Marcelo Fornazzier/ Marcelo Playker/ Marco Farias/ Moisés Machado/ Maria Lúcia Benitez/ Mozart Dutra/ Manifesto/ Madame Vinil/ Os Minis/ Maurício Molina/ Maria Carmen/ Márcio Sobrosa/ Mustache Maia/ Maurício Marques/ Mário Marmontel/ Miriam Fernandes/ Mário Barbará/ Mano Lima/ Marcos Dias/ Márcio Petracco/ Martha Medeiros/ Márcio Faraco/ Mário Carvalho/ Marquinhos Fê/ Marco de Menezes
Nei Lisboa / Nyaya/ Nacional Kid/ A Nata/ Naia/ Neorock/ Nico Nico/ No Rest/ Naphtalina/ Neca Ayala/ Nó de Taquara/ Nariz de Porcelana/ Nativos/ Nova Capital/ Navesom/ Nektar/ Nick e Leal/ Night and Day/ Nethra/ New Shivas/ Não é febre/ Noisekiller/ Nó de Cipó/ Nitro Di/ Nada Público/ Nenhum de Nós/ Nenung/ New/ Nora Prado/ New/ Neusinha Brizola/ Nani Kaufmann/ Nei Duclós/ Naiche Melleu/ Os Nômades/ Norminha Duval/ Nani Numann/ Nelson Coelho de Castro / Nana Ellwanger-Chaves/ Nanci Araújo/ Ney Santos/ Nenê/ Nego Isolino/ Nelson Vaccari/ Ney Fialkow/ Nando Gross/Os Navarones /Negative Zero/ Nanci Araújo/Nei Van Sória/ Nalanda/ Não vem com garfo que hoje é sopa/ Nando D’ávila/ Ney Chryst/ Nara Lisboa/ Nelson Florão Jr./ Nilton Ferreira/ Naura Elisa/ Nômades/ Negendre Arbo/ Neusa Dávila/ Nico Bueno/ Conjunto Melódico de Norberto Baldauf/ Noblesse/ Nany Kratina/ Nova Capital/ Na Moral/ Nayabingue/ Nega Frida/ Ninguém é de Ninguém/ NonSense/ Nocet/ Conjunto do Nelson/ Nascente/ Conjunto Nilton Baraldo/ Nitro Sonido/ Novo Esquema/ Naguilé/ Nasser Khalil/ No quartet/ O nome do projeto?/ Novaments/ N.A.V.E./ Necessidade Humana/ Nação Suburbana/ Natural Dread/ Nave/ Nitro DI/ Conjunto Nicolau Kersting/ NLG/ Conjunto do Nestor/ Nype/ Nitro Di/ Negative Zero/ Neto Fagundes/ Nookie / Nayabingue/ Nômade / New Thrash/ Nosso Stylo/ Nobs/ Nódoa/New Shivas

Objeto Direto / Open Station/ ORTN/ Oswaldos e a Aranha/ Opus 6/ Os Ovnis/ Offside for feel/ Only Jay/ Orquestra Jatibá/ Grupo Oficina/ Ópio/ Otávio Santos/ Otavinho/ Órfãos do Blues/ Os Ordinários/ Osbi/ Oly e os Tocaios/ Off the wall/ Osso/ Outra forma/ O Zé e o Tatu/ Ospa / Orquestra de Câmara do TSP/ Orquestra da Ulbra/ 11 Hidrox/ Organizers/ Orquestra La Montanara/ Octávio Dutra /OPPA/ Off Set/ Oitentalha/ Orquestra do Barril/ Ópera Bufa/Otto Gomes/ Otávio Santos/ Otavinho/ Odilon Ramos/ Odilon Reis/ Osvil Lopes/ 11 hidrox/ Obsolethos/ Orestes Dornelles/ Oly Jr./ Otávio Segala/ Otavinho/ Olmir Stocker/ 808 sex/ Old Stuff trio/ ORTN/ Organization for fun/ Orquestra Profana/ Organizers/ Only for Blues/ Osmarmotta/ 80 por hora/

Papas da Língua/ Pata de Elefante/ Poets/ Puberdade/ Procurado Vulgo/ Pública/ Panic/ Plato  Divorak e os Analógicos/ Paulinho Buffara/ Prosexo/ Paulo Gayger/Panacéa/ Pássaro Humano/ Portal da Cor/ Paralelo 30/ Ponto de Vista/ Pura Sangre/ P4 F/ Pietra/ A Pota/ Pondera/ Pery Souza/ Patrick Magalhães/ Paulo Campos/ Paulo de Campos/ Os Paqueras/ Prefixo/ Paulinho do Pinho/ Paulo Nascimento/ Porca Velha/ Paulo Coelho (I e II)/ Porto do Sol/ Piazitos Muertos/ Paulada Zen/ Plexus/ Profetas de Zion/ Papel e Lápis/ Popóski/ Pillar e Café Black/ Pura Cadência/ Pondera/ Subterrâneos/ Poços e Nuvens/ Papai José/ Produto Nacional/ Plauto Cruz/ Paulo Pinheiro/ Prêntice/ Paulo Silva/ Paulo Bergmann/ Paulo Braga/ Pedro Gonzaga/ Paulo Otávio/ Paulo Campos/ Phonopop/ Paulada six/ Trio Primus/ Piá/ Paulo Pinho/ Paulo Jair/ Pedro Mazzan/ Pepeu Gonçalves/ Paulo Arenhart e Paulada Zen/ Protásio Prattes/ Percivais/ Paulo Dionísio/ Paulo Guilherme/ Paulo Otávio/  Planeta dos Macacos/ Pesadelo/ Prole/ Poente/ Paz Armada/ Pão com mortadela/ Pigmalião/ Panta/ Prize/ Panamérica/  Proveitosa Prática/ Panic/ Os puta merda/ Pére Lachaise/  Os Paqueras/ Os Pedreiros/ Os pinguins/ Pentágono/ Pusher/ Poder Jovem/ Paulo Mendonça/ Paralelo 30/ Primavera nos Dentes/ Planeta Górgon e o Terráqueo/ Ponto Final/ Prisão de Ventre/ Os Posteiros/ Pala Velho/ Promessa Oculta/ Pure Feeling/ Pátria Sulina/ Partido de Primeira/  Poposky e seus Melódicos/ Pentagrama (70)/ Physis Combo/ Ponta Cabeça/ Paralelo 30/ Pindorália/ Pupilas Dilatadas/ Pocira/ Pato Savage/ Pilar e o coletivo/ Pedro Ortaça/ Os Portonautas/ Prelúdio/ Pagode do Dorinho/ Pentagrama (2000)/ Plug In/ Prisma/ The Polaines/ Paolo Casarin/ Pietro Ferretti/Patrícia Mello/ Pacman/ Projeto Selva/ Projeto Itagiba/ Pentacrava/ Paulo Kieling/ Paulo Brody/ Patsy Ceccato/ Paula Taitelbaum/ Pedro Metz/ Paulo Melo/ Pastsy Cecatto/ Paulo Lata Velha/ Paulinho Pires/  Pedro Morales/ Paulo Amaral/ Paula Nozzari/ Pedro Guisso/ Pedro Dahmer/ Pedro Veríssimo/ Paulo Timm/ Pedro Tagliani/ Paulo Rosa/ Paulinho Supekóvia/ Poliéster/ Pão com Mortadela/ Pura Cadência/ Paulinho Parada/ Panacéa/ Ponta Cabeça/ Primo e seu Conjunto/ Pau Brasil/ Pulse/ Phase 5/ Plínio Salles/ Perturbadores/ Paulada Zen/ Pedrinho Figueiredo/ Paulo Mello/ Paulo Dorfman/ Porto Alex/ Pato Schmitt/ Paulo Grillo/ Phosphurus/ Paulão da Tinga/ Paulo Ruschel/ Paulo Rosa/ Pirisca Grecco y la comparsa elétrica/ Paulino Soares/ Paulo Dionísio/ Piá/ Paulo Lata Velha/ Pé / Paulo Pinheiro/ Planta e Raiz/ Posteiros/ Prole Proibida/ Projeto Radiofônico/ Projeto Pentefyno/ Portal dos Seres/ Psicho Say Canniggia/ Procura-se quem fez isso/ Pernalonga/ Pure Feeling/ Conjunto do Pedrinho/ Portal banda show/ Papai José/ Pussywater/ Pylla/ Ponto de Vista/ Porcos de Escort/ Pandorga da Lua/ Poços e Nuvens/ Preconceito Zero/ Pagode do Bom/ Paralelo 30/ Os Portonautas/ Conjunto do Paulinho/ Prozak/ Pigalle/ Los Paranóias/Paulinho Fagundes/ Porto Rico/ Planondas/ Podia Ser Pior/ Pedrada a Fú/ Primobill/ Ponto de Cinema/ Paulo Mendonça/ Pé de Vento/ Paz Armada/ Pura Cadência/ PF 2/ Paulinho Naguilé/ Pau Brasil/ PRCV/ Patê de gato/ Patrícia Vianna/Planet Roots/ Pimenta Buena/ Pietro Ferretti/ Pindorália/ Porcos do Espaço/ Pondera/ Presença/ Panacéia/ Produto Urbano/ Pichurrichus/ Plano Z/ Prole Proibida/  Los Porongas/ Pigmalião 70/ Poder Jovem/ Pampa Roots/ Pagode do Bom/ Pilar/ Planet Roots/ The plastic dream

Quintal de Clorofila/ 14 Bis/ Quebra Cabeça/ Quico Castro Neves/ Quinta Dinastia/ Quarteto em Fá/ Quarteto de Roda/ Quartcheto/ Quitandinha Serenaders/ Quarto Poder/ Qualquer um/ Quintos do Inferno/ Quarteto Mozart/ Quinteto de Cordas do Oriente/ Quarteto Paraphernália/ Querência/ Quero Quero/ Quitandinhas/ 500 A. C./ 470 Blues/ Quarteto Pictures/ Quarteto Gauderiando/ Quebraceira/ Quinteto Carlinhos Tabajara/ Quinteto Qvinovo/ Question Mark/  Queco Fernandes

Reação em Cadeia/ The Rockets/ The Robinsons/ Raiz de Pedra/ Rastamen/ Os Rachacuca/ Rock de Calcinha/ Rio Grande/ Reles Mortais/ Rastamanos/ Réus Anjos/ Richard Powell/ Régis Dubin/ Raffaela Fazzoni/ Relógios de Frederico/ Roberto Patota/ Roberto Meimes/ Roger Solari/ Raulino dos Santos/ Roberto Marques/ Ralf Peruffo/ Ricardo Horn/ Rogério Goldman/ Grupo Raiar/ Red Pill/ Rota de Fuga/ Rocxi/ Rabo de Saia/ Rock Lovers/ Grupo Realejo/ Ricardo Arenhaldt/ Renato Campão/ Richiardi/ Renato Müller/ Raineri Spohr/ Ricardo Ourique/ Richard Serraria/ Ricardo Bordini/ Renata Adegas/  Revoltz/ Rossano Smell/ Ricardo Baumgarten/ Rafael Vernet/ Os Rangils / Renato e seu Sexteto/ Rogério Ratner/ Raquel Grabauska/ Rafael Piamolini/ Roberto Giganti/ Renato Lubianca/ Rafa Schuler/ Renato Borghetti/ Ronald Augusto/ Reminders/ Robson Barenho/ Roberto Luiz/ Renato Machado/ Rafael Ferrari/ Rafa Schuler/ Ratão/ Rodrigo Piva/ Ricardo Crespo/ Rogério Piva/ Ricardo Cordeiro/  Ricardo Farias/ Ricardo Frota/ Rodrigo Nassif/ Roberto Niederauer/ Ricardo Sena/ Raio Choque/ Rotentix/ Reverba Trio/ Redoma/ Réus Anjos/ Ruy Andrade/ Ronald Frota/ Ricardo Pacheco/ Reason/ Rádio Esmeralda/ Rabo de Galo/ Radio Camboja/ Rebeldes/ Rótulo 77/ Grupo Raiar/ Rota Luminosa/ Rock’n Stoned Band/ Reggae da Luta/ Revólver/ Replay Roots Rap/ R Mor/ Rosa Parks/ Refuse/ Rocka Rolla/ Resina/ República do Samba/ Route 69/ Grupo Realejo/ Reticênciais/ Rest in peace/ Ressonância/ Relespública/ Razão Social/ Rota Sinistra/ Refuse/ Ratos de Saloon/ Rota Inversa/ Rota Inversa/ Rock RS/ Radiopop/ Radiofonia/ Rafael Brasil/ Radio Rock/ Rusty Cage/ Roxala/ Retrato Falado/ RC 4/ Roadies/ Rebenque/ Rock Canalha/ Ricardo Pereyra/ Show Rock/ Rola Stones/ Renascentes/ Rosa Franco/ Renato Mendonça/ Richard Burgdurff/ Rodrigo dMart/ Rogério Collares/ Ronel Alberti/ Renato Rodrigues – Mujeiko/  Rodrigo Lopes/ Refféns/  RS Samba/ Rogério Rosa/ Os Replicantes /RC 6/ Rola Blues/ RL 2/ Rathazana/ Rifferama/ Rotentix/ Relance/ Renascentes/ Redoma/ Ratos do terceiro mundo/ Rockfort/ Remanescentes/ Rock 60/ Conjunto do Rui/ Rosa Tatooada/Ricardo Garay/ Renato Velho/ Renato Campão/ Rodrigo Figueiredo/ Rodrigo Duarte/ Roberto Gigante/ Rosa Maria Hessel/ Rick  / Ricardo Severo/ Renato Português/ Risomá Cordeiro/ Rafael Erê/ Ricardo Faertes/ Ricardo Corona/ Raoni Calliari Lacava/ Roberto Luiz “Mancha”/ Rogério Lauda/ Roxo/ Rui Mantovani/ Renato Mantovani/ Rastros de Sol/ Redoma/ Roots NR/ Repolho/ Rottulados/ Radiocore/ RS 115/ Rivotrio/ Rendezvous/ Os Rodriguez/ Rellyses/ Rock fan club/ Rádio Rock/ Real Big Shit/ Rumbá/ Os Ronifons/ RS Samba/ Rabo de Peixe/ Rock Service/ Roots’zoeira/ Revés/ RIP 44/ Os Rebeldes/ Retrato Falado/ Rudrashka/ Os Rockets/ Rio 6/ Revolta Suburbana/ Ronnie Martinez/ Ricardo Silvestrin/ Renato Guimarães/ Ricardo Freire/ Rafael Erê/ Rafael Silva/ Rô Bjerk/ Raoni Calliari Lacava/ Rodrigo Siervo/  Rodrigo Nassif/ Roberto Luçardo/ Ritmos do Sul/ Rossano Snel/ Ricardo Freire/ Roberto Meimes/ Ricardo Fragoso/ Renato Borghetti/ Rogério Procast/ Rafael de Boni/ Rap Dy/ Red Baloons/ Roberto Thiesen/ Raul Ellwanger/ RS 40/ Roda Viva/ Rosa dos Ventos/ RIP 44/ RC 6/ Red Mosquito/ Reverso Revólver/ RP3/ Rudi Foster/ Rodrigo Panassolo/ Ritmos do Sul/ Reggae Cultura/ Ras Bandock/ Rafa Schuler/ Reveillon/ Raio choque/ Radiofônicos/ Robô Gigante/ Revólver/ Rock and Roll Band/ Rosa Negra/ Revendo o passado/ Reação/ Rock This Town/ Reprises/ Rockstation/ Rock this town/ Rabo de Galo/ The Robinsons/ Rock RS/ Rafael Ferrari/ Les Responsables/  Os Rubis/ Os Rand’s/ Relance/ Revel/ Red Polly/ Ruphus/ Rainha Musical/ Rota Inversa/ Rota 69/ Reverso Revólver/ Ricardo Vaz/ Rinoceronte/ Os Rebeldes/ Raiane/ Revulsônica/ Rotu Vutú/ Riffury/ Riffmaker/ Raddiottive/ Rockixe/ Radiopop/ Roberto Ochôa/ Rafa Blanco/ Roque Volkweiss/ Rodrigo Rocha/ Raquel Carneiro/ Rafael Silva/ Résus/ Rubens Santos/ Rui Carlos Ávila/ Ricardo Farias/ Rick de La Torre/ Rubens Santos/ Rudi César/ Regis Sam/ Renato Silva

Os Satânicos/ Som 4/ Silêncio Oculto/ Superfuzzy/ Superfly/ Stardust/ Sombrero Luminoso/ Solarise/ Sambasfalto Show/ Sinal de Vida/ Satyananda/ Siderado/ Shekmat/ Santa Preguiça/ Sofá da Sala/ Supermouse/ Stellabella/ Stereo sounds/ Os Serranos/ 600 ml/ Sérgio Tavares/ Severo em Marcha/ Superguidis/ Sound Machine/  Soul Stealer/ Smoking Less/ Soulprana/ Streetflash/ Sasquash/ Samuca e Banda/ Savannah/ Superphones/ Soulnora/ Sérappis/ Splash/ Som Machine/ Sibele Corrêa/ Siderante Tripulado/ Se Ativa/ Sapucay da Fronteira/ Simbiose/ San Remo/ Super Jam/ Soul Adiction/ San Marino/ Somets/ Os sayfers/ Saeculorum/ Sui Generis/ Selton/ Scarface/ Samadhi/ Superprodução/ Sangue Novo/ Sangria/ Sambatri/ Sound Machine/ Supergatas/ Scala/ Som 7/ Submarinos/ Smog Fog/ Stylo/ Swell/ Sub Humanos/ Sex Machine/ Sistema de Origem/ Seduced by suicide/ Solon Fishbone y Los Cobras / Segura Emoção/ Grupo Semente/ Submarino/ Os Sayfers/ Século XX/ Suco Elétrico / Sicken/ Storm Blues Band/ Supermozart/ Status 4/ Sérgio Rojas/Sandra Regina/ Sandro Cartier/ Sérginho Sá/ Sá Brito/ Sul Raça/ Suzana Maris/ Sinuelo/ Santo Trio/ Siboney/ Sastras/ Sala de Emergência/  Subtropicais/ The Splinters/ Sol de Outono/ Será o Benedito? /Santa Cecília Serenaders/ Strikinina/ Os Signos/ Som Impacto/ Suedehead/ Sidito e os magníficos/ Sartriani Cover/Serginho do Trombone/  Saudade Instantânea/ Sigma 7/ Sérginho Moah/ Santo Trio/ Southern/ Sararemos/ Sentido Óbvio/ Sapo/ Shawn/ Skyfox/ Sob Jurisdição/ Solarise/ Sovaco de Cobra/ Stereograma/ Súditos do Rock/ Sulimar Rass/ Supergatas/ Sluivan de Quadros Mello/ Senador Medinha/ Singles/ Sociedade do Bico de Luz/ Suitivo/ Sol e Chuva/ Swing/ Só com Duff/ Space Rave/ Sá Brito/ Saracura/ Street Dogs/ Spaceqüeras/ Sluggo/ Supermouse/ Soul Adiction/ Sangue Sujo/ Succo/ Satanic Death/ Só Gurias/ Speed Gonzales/ Suitivo/ Shining Stars/ Stella Can/ Situação/ Sambavip/ Sambasfalto/ Star/ Sem Juízo/ Subterrâneos/ Samba 8/ Samba tri/ Saltinmantra/ S&A/ Social Clube/ Suvaco de  Cobra/Sérgio Stoch/  Sabino Loguércio/ Simão Goldman/ Simone Rasslam/ Samanta Piacini/ Shana Müller/ Sérgio Olivé/ Santiago Neto/ Sérgio Copetti/ Super Sound/ Sérgio Resende/ Simone Carvalho/ Sérgio Rezende/ Sapo/ Selle/ Sulimar Hass/ Stella Maris/ Silvio Marques/ Sérgio Endler/ Solon Chaves/ Sérgio Napp/ Silvana Cruz/ Sunset Riders/ Sonic Volt/ Sinais Vitais/ Soul Addiction/ Substance/ Sabotage/ Sargento Wilson/ Serenaders/ Sindicato do Blues/ Satélite/ Stone Walker/ Sérgio Karam/ She’s OK/ Saída de Emergência/  The Single Dadies Blues Company/  Sólidos Platônicos/ Spartacus/  Samba de Mesa/ Stratopumas/ Supergatas/ Seqüencia em Forma/ Silver Som/ Sygnus/  Stereo Box/ Stereo Sound/ Super Jam/ Sacrorio/ Sem Serventia/ Seu Walter/ Sceleratta/ Silhueta Sonora/ Superphones/ Shaphal/ Show de Bola/ Silvana Prunes/ Sistema Local/ Substance/ Status/ Sonic Volt/ Stereofônicos/ Seleção do Pagode/ Será o Benedito/ São Francisco/ Som da Terra/ Surubanda/ Sala Vip/ Sty loo/ Sacerdotes/ Savannah/ Sill Oliveira/ Siboney/ Soul Negra/ Solange Cruz Viamonte/ Sérgio Ricci/ Sfingi Lima/ Sigma 7/ Sastras/ Sinuelo Pampeano/ Sasquatch/ Os Serranos/ Sacerdotes/ Sentido Inverso/ Subterrâneos/ Sociedade do Bico de Luz/ Streetflash/ Serrote Preto/ Severinos/ Stagna/ Sonora/ Saintropez/ Sociedade do Bico de Luz/ Spartacus/ Sonikka/ SBG/ The Silvers/ Show de Bola/ Soulnegra/ Só Creedence/ Sangue de Gaúcho/ Som Impacto/ Surubanda/ Solarise/ Scelerata/ Sweet beetle juice/ Sócios do Silêncio/ Sound Machine/ Sociedade Anônima/ Sound Company/ Shivarée/ Som Livre/ Sandinistas/ Swing Sangue Bom/ Sonora Fundação/ Sound Free/ The Shames/ Os Siderais/ Salvaterra/ Substance/ Sociedade Mambembe/ Sleeping Bags/ Steel Grider/ Som Five/ Super Sound/ Santana Band/ Sucexo/ Sunset Riders/ Sinatra/ Storm Blues Band

TNT / Tilt / Toca dos Gatos/ Toneco/ Os Torto/ Taranatiriça/ Tonda Y su Combo/ Trouble Makers/ Tema Jovem/ Tangos e Tragédias/ Tribuwudu/ Tambo do Bando/ Trio de Janeiro/ Toke Sutil/ Thule/ Os Tímidos/ Tá combinado/ Tribufu/ Os Teobaldos/ The Tigers/ Os Totais/ Tia Chica/ Trio Ratoeira/ Theorema/ 7 Belo/ Tarcisio’s Meira Band/ Twenty Too/ A Tribo/ Os Topetes/ 3 Almas Perdidas/ Tá combinado/ Touguinha e seus Velhinhos/ Tua Voz/ Tchê Gaitaço/ Trilogia/ Tântra/ Tarântulas/ Trovão/ Tom Bloch/ Os Thompson / Violeta Pop/ Vocal Trilegal/ Toca dos Gatos/ Telmo Valêncio/ Trânsito Livre/ Terra em Transe/ Turma do Pagode/ 3 Pátrias/  3Real/ Trágica/ Ton e os Karas/ Tatukummel/ The Travellers/ 3 D/ Thomas Rosa/ Tranco de Gaita/ Terra e Fogo/ Terra Viva/ Grupo Vocal Tempo Três/  Torment/ Terra em Transe/Tonho Crocco/ Tequila Baby / Trem 27/ Grupo Terra Viva/ Trigêmeos/ Os Tapes/ Tiago Artoli e Banda/ Thorazinhes/ Tantra/ The Kommo/ The Medina Brothers Orteskra/ Technicolor/ Tony Konrath/ Tripulante X/ Os Trepidantes/ Tributo a Tim Maia/Tonda Pecoits/  Tiago Colombo/ Tony da Gatorra/ Texo Cabral/ Tânia Sandroni/  Téo Ruiz/ Tiago Linck/ Tiago Colombo/  Tiago Demétrio/ Talo Pereyra/ Tom Belmonte/ Tom Enola/  Trio da Júlia/ Telmo Martins/ Transmission/ Tom Neumann/  Toninho Macedo/ Túlio Piva/ Tom Gil/ Thomas Dreyer/ Tuti/ Totti Lima/ Tenison Ramos/ Tribauê/ 333/ Tombshit/ Tapete Persa/ Tribo Brasil/ 37 não é febre/ Taxi Free/ Tô na Mira/ Two man band/ Trilogia/ Teclas e Cordas/ Tribo Brasil/ Tenente Cascavel/ The Thunders/ Os Trepidantes/ Tinta Neutra/ Transmission/ Tributo/ Tiago Flores/ Tementes/ The Pilhas/ Thiago Caurio/ Tiago de Moura/ Toda Rima/ Tom Martins/ Téo Ruiz/ Ticiano Paludo/ Tropus/ The Pio/ Tentação/ Tierry/ Toke Loko/ Tempo 3/ Teatro dos Sonhos/ Toque de Mágica/ TanLan/ 2 Stupid Dogz/ Trio Chico/ Pedro Huff/ Tigra/ Tchê Barbaridade/ Truco Trio/ Tabajara/ Talento Band/ The Thunder Sounds/ Os Tímidos/ Top Top Sound/ Tempo Livre/ Tchummy Tchummy/ Tinta Neutra/ Tchê Guri/ Tchê Garotos/ Tok Off Band/ 3 Live/ Taxi Drive/ Transe/ Os Thompsons/ Tempus/ Três Almas Perdidas/

Última Gata/ Urro/ Última Gota/ Undertaker/ Ultramen/ Uranius Blues/ Undergrunge/ Uns Rock/ Urubu Rei/ Utopia/ Um só momento/ Unit One/ Usina Nuclear

Vitor Ramil/  Vivi Fields/ Valdir Verona/  Venezia/ Vôo Livre/  V8/ Vitrine/ Velas de Moinho/ Viv e os Timoneiros/ Os Vintages/ Vocal Maldito/ Vincent/ Vampiros/ Vibrações/ Vagão de Força/ Vianna Moog/ Viro Caveira/ Valéria Houston/ Victor Hugo/ Vagner Cunha/  Volnei Cavalheiro/ Vladimir Nascimento/ Van Barcelos/ Valéria Venturini/ Vagabanda/ Vibrasom/ Vitrine/ Vírus HC/ Os Vibromasters/ Virações/  Vento Sul/ Vento Aragano/ Vila Rica/ Os Virginians/ Vento Aderaldo/ Verlaine Pretto/ Vera Loca/Vanessa Leão/ Vinny Lacerda/ Vinícius Kersh/ Valéria Bueno/ Vibe Brasil/ Vibração/ Vinícius Prates/ Voluntários do Blues/ Vilmar “Pecos” Seadi/ Volmir Martins/ Valéria Bueno/ Vitrine de Rosto/ Você nunca viu/ Tereza Ferlauto/ Vibração/ Conjunto Vibrações/Volmir Coelho/ Vinícius Brum/  Vasco Piva/ Viti Porto/ Vera Mara/ Valdir Verona/ Os Vibratons/ Vinicius Kolling/ Vinícius Todeschini/ Os Vibrantes/ Vanessa de Maria/ Vinicius Tonello/ Vinícius Silveira/ Vinicius Netto/ Vanessa Longoni/ Valhala/ Viavoltz/ Grupo Viva Voz/ Verdruss/ Vide Bula/ Vetalla/ Verde Limão Rosa Choque/ Vômitos e Náuseas/ Volnei Acústico/ Voz da Terra/ Vôo do Tucano/ Vibrasons/ Vitor Hugo e os Miseráveis/ Vinicius Koling/ Viscerália/ Virgem Atômica/ Você nunca viu/ Válvula/ Vortex/ Vulgo Valentin/ Variantes/ Virasonho/ Vitória Sou/ Viralatas/ Venerável Lama/ Vinícius Silveira/ Velliaria/ Viper/ Vitrini Viva/ Virasonho/ Vórtex/ Los Vatos/ Vanera/ Vulgobrains/ Vídeo Hits/ Vide bula/ Vitória Soul/ Vip Brasil/ Velvet Goldmine/ A Vingança de Montezuma/ Velasquez/ Veia D’água/ Versão Brasileira/ Os Vilsos/ 21 Reasons/ Viksen/Vasques

Wander Wildner/ Wonkavision/ Wanderley Falkenberg/ Walverdes/ Os Watts/ Winston/ Wesley Cool/ Wilson Ayala/ Wilceu Pause/ Walter Ferreira/ Wilson Pereira/ The Wanders/ Waldir Garcia/ Walter da Rosa/ Wladimir Savi/ Walter Morais/ Wilson Pereira/ Os Wilsos/ Wladimir Latuadda/ Wagner Canabarro/ Wado Barcellos/ Wonderful/ Will Vieira/ Walter “sapo”/ The Woodstoock blues band/ Wilson Ney/ Wagner Torre/ Walter/ Workstation/ Whisky e Cigarro/ Whazah/ Water Flaming/ Wicca/ W 2/ W.D./ W Negro/  The Wise/

 

X-Galinha/ X-80/ Xico Mestre/ Xirusinho/X-Kilt/ X-quinas/ Xalaman/

_____________________________________________________

Yoli Planagumá/ Yamandu Costa / Yanto Laitano/ Youngles/ Yesterdays/ Yesomar

______________________________________________________

Zé Flávio / Zumbira e os Palmares/ Zacarias/ Zé Caradípia/ Zé Vicente Brizola/ Zé Irineu Golpsban/ Zé do Bêlo/ Zezé/ Zeco Darde/ Zé Luís/ Zé Montenegro/ Zé da Terreira/ Zé Henrique Campani/ Zoila Mor/ Zé Natálio/ Zero Doze/ Zé Caetano/ Zezinho Athanasio/ Zé Blanco/ Zilah Machado/ Zé Gomes/ Zeka Capuano/ Z Thrill/ Zeferina Bomba/ Zezinho Furquim e Jorge Piratini/ Zebra/ Zulu Bop/ Zona do Agrião/ Zuma/ Zueira/ Zero Doze/ Zueira/ Zerocincoum/ Zé Vainer/ Zezinho e grupo floreio/ Os Zumbis

Padrão
música rock, Sem categoria

O Rock Gaúcho dos anos 80

por Rogério Ratner

O rock gaúcho dos anos 80

No início dos anos 80, o surgimento de diversas bandas no universo do rock nacional (muitas delas contando inclusive com roqueiros que já haviam passado por outras formações, sendo que alguns até iniciaram a sua trajetória ainda nos anos 60), especialmente catapultadas ao sucesso junto ao grande público a partir do estouro da banda carioca Blitz, que “puxou” o movimento e a abertura de melhores brechas para o estilo – aprofundando, por sua vez, o espaço alcançado por bandas como 14 Bis, A Cor do Som, Roupa Nova, Tutti Frutti, Patrulha do Espaço, dentre outras do início da década, etc. – junto às grandes gravadoras, fez com que o gênero voltasse a ter um grande espaço dentro do mercado musical e da mídia brasileiros, tal como já havia ocorrido na Jovem Guarda, nos anos 60. E, quiçá, em proporções talvez até maiores. Diversamente do que ocorreu nos anos 70, época em que poucos artistas ligados ao rock tiveram realmente um destaque  significativo em termos mercadológicos (Secos e Molhados, Raul Seixas, Rita Lee, O Terço, Made In Brazil, entre alguns outros poucos, sendo que dentre eles se inclui o gaúcho Bixo da Seda), o espaço que o gênero alcançou no mercado musical do Brasil nos anos 80 foi enorme, e ainda faz sentir o seu eco até hoje, uma vez que muitos de seus principais ícones participam ativamente do cenário atual, além de que outros que ficaram pelo caminho ainda influenciam de forma difusa os trabalhos de muitos dos novos roqueiros que surgem na exponencial, variadíssima e vertiginosa ampla cena que hoje se verifica, reunindo milhares de bandas de rock por todo o Brasil (ainda que, em realidade, poucas sejam as que alcancem o chamado “sucesso comercial”).

No Rio Grande do Sul não foi diferente, muito embora a produção local somente tenha realmente “atravessado o Mampituba” (rio que marca os limites dos estados gaúcho e catarinense) de maneira mais significativa apenas após um bom tempo depois que a cena do centro do país já estava “estourada” e consolidada.  Isto não significa absolutamente, contudo, que a cena local já não estivesse bastante ativa desde o início daquela década, num processo semelhante ao descrito acima, ou seja, congregando bandas e artistas com já larga folha de serviços prestados à música urbana e ao rock do RS com novos nomes que iam surgindo. Com efeito, tal como ressaltamos, a exemplo do que ocorreu em diversos pólos de produção pelo país afora, alguns dos componentes de bandas e artistas-solo que ganharam evidência nos anos 80 já haviam inaugurado o seu caminho musical ao menos desde o fim dos anos 70. É o caso de Alemão Ronaldo, que chegou a participar de uma das últimas formações do Bixo da Seda, e que integrou, no início dos 80, o Taranatiriça; posteriormente, assumiu como vocalista da Bandaliera. Sem dúvida,  Alemão Ronaldo (agora em carreira-solo) e as bandas de que participou, bem como a banda Guerrilheiro Anti-nuclear, exemplificam a ponte que se formou entre o rock gaúcho feito na década de 70 e o da década de 80, especialmente porque parte significativa do repertório destas formações era fornecido por Fughetti Luz, vocalista do Liverpool e do Bixo.

Das bandas de grande destaque que passaram por um processo semelhante, também impende invocar os “Garotos da Rua”, formação que contava com Bebeco Garcia e Edinho Galhardi, ambos ex- “A Barra do Porto” (banda em que Mutuca fazia os vocais), e com a experiência de passagem por outras bandas ainda antes disto, quando ainda estavam fixados em Rio Grande, sua cidade natal. Mitch Marini, também um roqueiro histórico que participou ativamente da cena setentista,  integrou os Garotos da Rua nas origens da banda, e também, posteriormente, veio a integrar o grupo de hard rock Câmbio Negro (ao lado dos também “veteranos” Deio Escobar e Gélson Schneider, dentre outros) e a banda Swing – de que também fazia parte Gélson (Prosexo, Byzarro, Trovão, Bric), e que foi responsável por abrir um show do Van Halen em Porto Alegre. Outras bandas, como o Hallai Hallai, prosseguiram, na década de 80, com seu trabalho iniciado nos anos 70 (o Hallai lançou um LP em 87 pela gravadora 3M).

Também o Grupo Impacto (resultante da reunião de ex-membros dos grupos sessentistas The Cleans, The Dazzles e The Coiners) lançou nesta década diversos LPs com muito sucesso, não obstante a trajetória fonográfica do grupo tivesse iniciado ainda nos anos 70. O Impacto emplacou alguns “hits” na então nascente Atlântida FM (atualmente, a rádio de maior alcance junto ao público no dial portoalegrense e gaúcho, ligada à RBS), como, por exemplo, em sua regravação de “Hey Tchê” (música que, em verdade, fazia parte do repertório dos Discocuecas – Júlio Fürst, Gilberto Travi, Beto Roncaferro e João Antônio).

Outros, ainda, “repaginaram” a sua trajetória, caso de Zezinho Athanásio, que virou “Joe Euthanásia”, e, depois, simplesmente “Joe”. Radicando-se no Rio, Joe, que iniciou seu caminho no sul flertando com a MPB, e inclusive com a música nativista do RS, esteve no “olho do furacão” da cena roqueira nacional dos 80, estabelecendo parcerias com Neusinha Brizola, Tavinho Paes, Bernardo Vilhena, dentre outros, e lançando LPs  e compactos por “majors” (o último foi pela paulista Eldorado), além de ter músicas incluídas em trilhas de novelas da Globo e em inúmeros “bolachões” de coletâneas, tão comuns naquele período. Seu grande hit foi “Me leva pra casa”, regravada pela Bandaliera em versão acústica. O talentoso cantor e compositor infelizmente teve morte prematura, em face de um acidente de carro.

De outro lado, alguns compositores tradicionalmente vinculados à chamada MPG (música popular gaúcha, ou seja, a MPB feita no RS), tais como Nei Lisboa, Léo Ferlauto, e Bebeto Alves, dentre outros, criaram hits roqueiros e se aproximaram da linguagem do rock gaúcho, obtendo grande repercussão também naquele período. O “guitar hero” Deio Escobar também lançou o seu LP “Eclétiko”, de forma independente.

Um grande marco para a evidenciação do rock gaúcho nos anos 80 foi o surgimento da Ipanema FM. A Ipanema, em verdade, começou como Bandeirantes FM, rádio que tocava bastante MPB alternativa, incluindo a nossa chamada “MPG”, e um pouco de rock, especialmente no programa que Ricardo Barão fazia à meia-noite. A Ipanema, no início, manteve a linha de programação da Band, mas aos poucos foi se “roqueirizando” de forma tal até chegar ao status de “rádio rock”. Foi no programa do Barão, que rodava predominantemente rock “pesado” (hoje talvez fosse mais adequado classificarmos aquelas bandas como de “hard rock”, mas na época aquele tipo de som era realmente considerado “heavy metal”), que tive a oportunidade de ouvir pela primeira vez o som folk/country de Júlio Reny, um dos artistas que obteve bastante repercussão a partir do espaço aberto pela rádio. Barão rodava uma fita cassete gravada por Júlio, do qual o principal hit era “Cine Marabá”, e que Júlio mais recentemente relançou em forma de CD.

Barão realmente foi uma figura fundamental para o surgimento e o incremento da cena roqueira gaúcha daquele período, uma vez que, além de toda a força que dava em seu programa na rádio, produziu o disco “Rock Garagem I”, um antológico LP “pau-de-sebo” reunindo diversas bandas que estavam surgindo no cenário portoalegrense. No disco “Rock Garagem”, longe de apresentar um panorama monocórdio, Barão selecionou bandas de diversos estilos então em voga no cenário do rock gaúcho: rock “stoneano” (Taranatiriça/ Garotos da Rua), new wave/punk (Urubu Rei), punk (Fluxo/ Frutos da Crise/ Replicantes), blues (Moreirinha e os seus suspiram blues), e metal (Valhala/ Leviaethan/ Astaroth). Além disso, Barão esteve à frente de uma das principais casas de shows que abriram espaço para o rock gaúcho e nacional dos anos 80, o Taj Mahal. O Taj Mahal ficava na avenida Farrapos, tradicional região de Porto Alegre em que é exercido o comércio sexual (antes, no local, funcionava um “cabaré/boate”), sendo que, inclusive era comum o pessoal, depois dos shows, atirar-se na piscina que havia no pátio interno, e que foi construída pelos proprietários antecessores naturalmente para o deleite dos clientes das “garotas de programa”. Depois que a casa encerrou suas atividades, o local voltou a abrigar negócios voltados à sua destinação “tradicional”. Lá eu vi, por exemplo, um show da banda argentina de hard-rock Dragon, que fez boa fama na capital gaúcha (fui também no show da banda no Araújo Vianna, ao lado da paulista Patrulha do Espaço, em sua fase posterior àquela em que acompanhou Arnaldo Baptista, dos Mutantes), sendo que o baixista gaúcho Mitch Marini chegou a assumir o contrabaixo da formação portenha, dentre muitos outros shows-festa que lá aconteciam, sempre com a casa lotada.

Já no LP Rock Garagem II, que também saiu pela ACIT, em 1985, predominaram os grupos punk, tais como Os Eles, Produto Urbano, Prize, Os Bonitos, e Atahualpa e os Panques. Mas também teve rock humor new wave (com a Banda de Banda, do genial Cláudio Spritzer, que, além de músico, é cartunista e editor do clássico jornal de cartum “Hienas”), e metal, com Spartacus e Câmbio Negro.

Em 1993 saiu, ainda, o 3º volume, mas pela gravadora Nova Trilha, e com produção de Miguel Castilhos, dentre outros, mas aí já foi enfocada a geração “90” do rock gaúcho, que focaremos em outra oportunidade.

Com a consolidação da equipe da Ipanema FM, especialmente com Kátia Suman, Mery Mezzari, Barão, Mauro Borba e Newton Fernando, dentre outros, conforme se disse, a rádio foi ficando cada vez mais identificada como espaço privilegiado do rock sulino, embora boa parte do “mainstream” desta cena aos poucos já encontrasse repercussão em outras emissoras, consideradas mais comerciais, como a Atlântida FM e a Cidade FM. A Ipanema “clássica” seguidamente é referida como uma estação de rádio que guarda várias semelhanças com o papel desempenhado pela também inovadora “Fluminense FM”, a “maldita”, do Rio de Janeiro. Nos anos 2000, contudo, esta identificação imediata da rádio com o rock já não ficou mais tão evidenciada, ao menos na opinião de alguns “ipanêmicos” fiéis e juramentados.

Em termos de abertura do mercado nacional às bandas gaúchas, foi fundamental o lançamento do LP “Rock Grande do Sul” (de 1986), produzido por Tadeu Valério para a RCA/BMG, que veio a Porto Alegre para assistir ao Festival de Rock do Unificado (cursinho pré-vestibular), realizado no Gigantinho. Neste disco, gravaram Engenheiros do Hawaii, Replicantes, TNT, Garotos da Rua e De Falla. Com a boa repercussão do disco, estas bandas foram convidadas a gravar seus discos “solo” pela “major”, tornando-se os principais representantes do rock gaúcho da década de oitenta em termos de sucesso comercial e repercussão nacional.

Nesta leva, “Os Eles” também lançaram 2 LPs, um deles pela Polygram, sendo que, de seus membros, Régis Dubin participou posteriormente da banda de “surf music” “Off The Wall”, e Léo Henkin atualmente integra a “Papas da Língua”. A “Banda de Banda” também lançou um compacto (com o seu clássico “cheese galinha”).

Em 1988, estreou em disco (da BMG, pelo selo Plug) a banda “Nenhum de Nós”, que, juntamente com os Engenheiros, são as bandas de maior sucesso comercial dentre aquelas surgidas na cena gaúcha dos anos 80.

Além de lançar os discos já mencionados, a ACIT (gravadora originária de Caxias do Sul, e que se instalou posteriormente em Porto Alegre na antiga sede da ISAEC, e, mais tarde, criou o selo Antídoto, voltado ao pop rock gaúcho) lançou alguns LPs de bandas importantes da cena local, como o “Taranatiriça” e a “Colarinhos Caóticos”. Na coletânea “Projeto 1”, a Acit enfocou as bandas: Paralelo 30, Portal da Cor, Metrópole e Apollus Band.

Outro LP “pau-de-sebo” importante lançado em âmbito nacional foi o “Rio Grande do Rock”, de 1987. Bandas como Prize, Apartheid, Fluxo, Cascavelletes, Justa Causa e Júlio Reny apareceram nesta compilação.

A Rosa Tattoada, criada em 1988, lançou o seu primeiro disco por uma “major” já nos anos 90, sendo uma das principais bandas gaúchas do início da nova década.

A RBS discos também lançou algumas “bolachas” do gênero, como o da “Bandabsurda”, formação que reunia músicos que fizeram parte do grupo de MPB com influências de rock “Couro, Cordas e Cantos”. Já nos anos 90, saiu por este selo o primeiro disco da “Cidadão Quem”, banda formada pelos “oitentistas” Duca Leindecker (que antes foi guitarrista da Bandaliera, e lançou um LP “solo” pela ACIT, ainda nos 80), e Cau Hafner (baterista do Taranatiriça, tragicamente falecido em um acidente em salto de pára-quedas), mais Luciano Leindecker no baixo.

O disco do “Circuito do Rock”, festival organizado pela RBS em âmbito estadual, em LP produzido por Ayrton dos Anjos, contém gravações das bandas: Procurado Vulgo, 525, Cinzas, Fluxo M, Surubanda, Espelho das Águas, Apocalypse, Banda Absurda, Fuga, Sócios do Silêncio e Prole Proibida.

Além dos discos lançados por grandes gravadoras e selos maiores, algumas bandas chegaram a lançar seus discos independentes e por selos menores, tais como as gravadoras “Nova Trilha” e “Pealo”. De fato, um lançamento importante do período foi o LP “Porto Alegre Rock”, registrando o som de Byzarro, Fughetti Luz, Lionel Gomes, Bandaliera, Astaroth, Sodoma, V2, Vôo Livre e Pupilas Dilatadas. Este disco mesclou bandas e artistas célebres da cena setentista com bandas então novas. Vale destacar também os discos lançados por bandas como Justa Causa, Ato de Criação, Astaroth, Geração Perdida, Estado das Coisas, Guerrilheiro Antinuclear (recheado de canções de Fughetti Luz, do Liverpool e Bixo da Seda), Câmbio Negro, Vôo Livre, Paolo Casarin, Júlio Reny e Expresso Oriente, Bandida, Apocalypse, Procurado Vulgo, Graforréia Xilarmônica, Aristhóteles de Ananias Jr., Bando de Sandino, Bandaliera,  dentre várias outras.

Neste esquema mais independente foi lançado o disco da “Barata Oriental”, banda de Nenung,  atualmente na “The Darma Lovers”, e da “Geração Perdida”. Também a banda “K 30” (do amigo e baterista Jorge Kazado, dono do estúdio homônimo, em que gravei a maior parte do meu primeiro CD, em 1995/96) lançou um LP independente em 1988, obtendo boa projeção. Vale destacar também os discos lançados por bandas como Justa Causa, Ato de Criação, Astaroth, Geração Perdida, Estado das Coisas, Guerrilheiro Antinuclear (recheado de canções de Fughetti Luz, do Liverpool e Bixo da Seda), Câmbio Negro, Vôo Livre, Paolo Casarin, Júlio Reny e Expresso Oriente, Bandida, Apocalypse, Procurado Vulgo, Graforréia Xilarmônica, Aristhóteles de Ananias Jr., Bando de Sandino, Bandaliera,  dentre várias outras.

No LP “Geração Rock”, do selo Som Art, foram gravadas as bandas: Borboleta Negra, Quarto Poder, Bad Flowers, Silêncio Oculto, Última Gota, Rockanalha, Arte e Manha, Cinema, Puberdade, Hedera Helix, Silueta Sonora e Criado Mudo.

O apresentador Bibo Nunes, que atualmente exibe o seu programa à noite na Ulbra TV, produziu dois discos importantes para o rock gaúcho dos 80, “O Som do Sul” I e II. No primeiro, gravaram as bandas: MHZ, Liberdade Condicional, Agentes da KGB, Thule, Choque Térmico, Inovação, Farol, Porcos do Espaço, Paranóia, Os Rebeldes, Transe e Iskar. No volume 2, foi a vez das bandas Capitães de Areia, Logos, 525, Vergonha da Família, Rivais da Capital, Guerrilheiro Anti nuclear, Êxito Letal, Retrato Falado, Fluxo M, Luta, e Zabrinskie.

Lory F. (irmã da também cantora Laura Finocchiaro e da atriz Déborah Finocchiaro), infelizmente falecida, só deixou um CD lançado  postumamente, .

Várias das capas dos discos que mencionamos podem ser vistas no meu blog http://bandasdorockgauchoforever.musicblog.com.br, em fotos que eu (toscamente, é bem verdade, rss) tirei e postei.

Outras bandas, ainda, marcaram forte presença na cena gaúcha do período, tais como Tinta Neutra, Brick Brothers, Os Totais, Irmãos Brothers, Holandês Voador, Lorenzo Y La nota falsa, Rabo de Galo, Abelha Rainha, Pére Lachaise, Frutos da Crise, Barba Ruiva e os Corsários, Carqueja, Bandaneon,  Elétrika Tribo, O Beco, Bandaneon, Armaggedon, Auge Perplexo, Panic, Gladiator, Leviaethan, Pupilas Dilatadas, Porcos de Escort, Jack e os Estripadores, Insanidade, Frutos da Crise,  dentre várias outras.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Em termos de televisão, ganhou grande destaque na época o “Programa Pra Começo de Conversa”, da TVE, que era inicialmente apresentado por Cunha Jr., e que depois foi substituído por Peninha. Neste programa rolavam apresentações de muitas bandas e artistas gaúchos que estão vicejavam na cena local. Eu mesmo fui à gravação de um programa especial de aniversário gravado no Teatro do Museu do Trabalho, lá no final da Rua da Praia, reunindo diversas bandas do rock gaúcho de então.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Cabe enfatizar, como mudança significativa no cenário dos anos 80 em relação ao que ocorria nos anos 70 – em que a quase totalidade dos shows de rock aconteciam em teatros ou no auditório Araújo Vianna -, o fato de que a então nova cena roqueira  encontrou desaguadouro em  bares e danceterias que foram surgindo na capital gaúcha voltados especificamente ao público jovem. Assim, a produção roqueira escoou por um verdadeiro circuito de casas noturnas, não obstante os  teatros (de Câmara, Leopoldina-Ospa, Presidente,  Renascença – Álvaro Moreira, da Terreira da Tribo) e o auditório Araújo Vianna continuarem sendo utilizados pelos roqueiros para shows. Locais como Bar Ocidente, Porto de Elis, Theatro Mágico, Escaler (que também abriu um circo ao lado do Gigantinho, no estilo do Circo Voador do Rio, O “Escaler Voador”), Ovo de Colombo,  Fim de Século, Ópera Rock, Kafka Bar (depois, no mesmo espaço, funcionaram a Hooters, o Zappa, e, atualmente, o Bodega), Cord, Villa,  Publicitá Café, Elo Perdido, Kilt, Theatro & Cia., Opinião (que começou sendo um bar de MPB, no início dos 80, ainda quando ficava embaixo de um prédio, na rua Joaquim Nabuco), Rocket 88 (bar de que Mutuca era proprietário), dentre outros diversos locais, deram vazão à grande produção roqueira portoalegrense. Outros botecos “clássicos” reuniam a galera jovem, como o Bar João, o Lola, o Bar do Beto, o Luar Luar, o Feito à mão, a Lancheria do Parque, o Cais, todos no Bom Fim (havia outros também cujo nome não me recordo, como um que ficava localizado no andar de cima da imobiliária Adacon e um outrp na rua Fernandes Vieira). Na Cidade Baixa, o Marcelina, o Zelig, o Pecados Mortaes, o Caminho de Casa, o Doce Vida, embora fossem mais voltados ao pessoal da “MPB”, também congregavam alguns roqueiros. Ainda, várias discotecas que haviam surgido no “Portinho” a partir dos meados dos anos 70, foram “convertidas” em danceterias, de forma a se “atualizarem” junto aos públicos adolescente e jovem, como foi o caso da Looking Glass, que virou “New Looking” (hoje, no mesmo local, na rua Marcílio Dias, Menino Deus, funciona a boate GLS Refúgiu’s), a Crocodilo’s, o Encouraçado 936 (Butikin), a Juliu’s, a Discoate. Quanto aos clubes, houve uma certa segmentação: ao invés de as festas ocorrerem na forma como era comum nos anos 60, e boa parte dos 70, em que os pais e os filhos compareciam no mesmo evento, o esquema mais comum nos anos 80 foi aquele que já vinha surgindo fortemente ao final da década anterior, ou seja, o da segmentação. Geralmente, à exceção de bailes de debutantes e formaturas, os clubes promoviam “jantar-baile” ou “jantar-dançante” para os “coroas”, com música romântica, ao passo que  a gurizada tinha as suas próprias “festas-show”, em que os “velhos” não entravam (no máximo largavam os filhos nas portas dos clubes), nas quais era comum uma banda do nascente cenário roqueiro local abrir o show de outra “nacional”. Muitas destas festas eram organizadas por produtores ou radialistas de alguma forma ligados às rádios. Bandas como Blitz, Paralamas, Legião Urbana, Ira, Barão Vermelho, Kid Abelha, participaram de diversos eventos deste tipo, abrindo geralmente espaço, antes de se apresentar, para as bandas gaúchas. De fato, muitas festas neste formato rolaram em clubes como Petrópole Tênis Clube, Grêmio Náutico União, Sogipa, Grêmio Náutico Gaúcho, Leopoldina Juvenil, dentre tantos outros.

Como fecho destes apontamentos, cabe enfatizar novamente que, paralelamente ao mainstream formado por várias das bandas mencionadas, que estavam então no topo de sua popularidade, foi se consolidando aos poucos uma consistente cena alternativa em Porto Alegre, que, com o tempo, desaguou no cenário atual, que é de grande vitalidade.

 

Padrão
Sem categoria

Woodstock em Porto Alegre

por Rogério Ratner

Blog de bandasdorockgauchoforever :bandas do rock gaúcho forever, Woodstock em Porto Alegre

VIVENDO A VIDA DE LEE –WOODSTOCK EM PORTO ALEGRE
por Rogério Ratner

“É Lee, é calça Lee, é Lee, é calça Lee…” (baixa o som do jingle, entra a voz com eco, com muita energia e rapidez na dicção): ”na superquente Continental, o novo movimento, o som daqui, já gravado no estúdio 2 da superquente, especial para Mr. Lee em concerto, isso é viver a vida de Lee, é você estar ligado na Continental, ao natural, curtindo o que os nossos têm pra nos dizer, gente daqui, o novo movimento, a força do som local (…)”; “superquente Continental, fique parado aí xará, é gente nossa, som feito aqui no Porto, aqui na superquente com Mr. Lee, os melhores da música do sul do país, o som que levou mais de cinco mil pessoas para o Araújo Viana, pra curtir o Concerto número II, você está sintonizando, curtindo a superquente (…)”; “Lee, a proposição de uma força nova, uma coisa daqui, com a força total da superquente Continental (…)”. (“Living the life of Lee, living the life of Lee…”, baixa o jingle, entra a voz): “Vivendo a vida de Lee, o importante é você olhar pra uma Lee e saber que é Lee, Mr. Lee em concerto, pra você ficar por dentro do que está acontecendo de bom, um trabalho de estrutura, pra você curtir o som local, valorizar a nossa música, saca o som, o ritmo autêntico, o recado natural, com a liberdade de Lee, saca a força desta guitarra (…)”; “isso é viver a vida de Lee, é você estar ligado na Continental, ao natural, gente daqui, do novo movimento, a força do som local, um lançamento de Mr. Lee para todo o sul do país, Mr. Lee em concerto, dando força para os novos talentos, saca o som, o recado (…); “pra qualquer hora, qualquer lugar, em qualquer tempo, Lee jeans, veio de muito, muito longe, andou muita estrada pra ficar junto de você, jeans, a roupa que dá consistência ao corpo e “guenta” o tirão, pra você curtir a total liberdade num mundo todo azul, prestigie e valorize os nossos músicos, “vamo” curtir o recado, com Mr. Lee em Concerto, dando força para os novos talentos, a onda 1120 superquente Continental, com 20 Kilowatts transistorizados…”

Quem viveu na década de 70 em Porto Alegre e era jovem – ou criança, como eu, que tinha por volta de dez anos, à época – certamente nunca mais se esqueceu da voz e da animação incontrolável do Mr. Lee, captada em nossos incipientes radinhos de pilha, ou então nos velhos rádios e eletrolas dos “coroas”. Mr. Lee – personagem hoje mítico no imaginário das novas gerações do “som local” e na lembrança de seus contemporâneos setentistas, que a princípio deveria corresponder a um cowboy americano, mas que aos poucos foi se transmutando em um legítimo “magro do Bomfa” (O Bomfim é o bairro onde aconteceram alguns dos principais agitos artísticos e musicais dos anos 60 em diante em Porto Alegre, e está intimamente ligado, enquanto cenário, ao rock e à música popular feitos na capital gaúcha), encarnado de corpo e alma pelo genial radialista Júlio Fürst, na igualmente espetacular e revolucionária Rádio Continental AM, emissora pertencente ao Sistema Globo de Rádio.
A Rádio Continental AM, que já existia desde os anos 60, mas que era uma emissora com programação semelhante a das rádios AM do interior, sem uma direção clara em sua programação, foi adquirida pelo Sistema Globo de Rádio no final dos anos 60. No início dos 70, Fernando Westphalen e Marco Aurélio Wesendonck assumem o comando da emissora, e recebem carta branca para repaginá-la. Assim, surgiu no dial portoalegrense uma proposta nova, sendo a Continental um dos primeiros veículos a apostar na segmentação da audiência jovem, uma vez que as demais rádios AM, de um modo geral, atuavam no esquema que ainda é atualmente utilizado naquela faixa de emissão, de notícias, entretenimento, esportes, política, etc., para o público em geral, não separado por faixas etárias. A Continental então traçou o “mapa da mina” cujos rastros foram seguidos a partir do início da década de oitenta por diversas rádios FMs na capital dos gaúchos e em seu entorno – quando a música jovem trocou de faixa no dial do AM para o FM -, formato que se alastrou por todos os “rincões do pampa” e que, guardadas as proporções, vigora até hoje. Além de Júlio, a rádio contou com diversos disk-jóqueis inovadores, tais como o Cascalho (a quem se pode atribuir a paternidade da expressão “magrinho”, tão em voga na Porto Alegre da época, e que identificava a “galera” jovem), Clóvis Dias Costa, Beto Roncaferro (que era o programador musical da rádio), entre outros. Veiculava também um programa dos então professores do cursinho pré-vestibular IPV, José Fogaça (atual Prefeito de Porto Alegre) e Clóvis Duarte (Programa Câmera Dois, na TV Guaíba). Inovava na locução, na linguagem, na informalidade de seus locutores e apresentadores, no marketing, na propaganda- que era feita especialmente para ser rodada em suas ondas -, contava com o comentário diário do escritor Luis Fernando Veríssimo, entre muitas outras novidades, sendo a primeira emissora “cientificamente” criada no Sul especialmente para o público jovem e universitário. Isso numa época em que tudo no país era muito “quadrado”, o Brasil estava em plena ditadura militar, momento da vida nacional em que o “É proibido proibir” do maio de 1968 descambou no pesadelo do “Nada é permitido, inclusive pisar na grama”. E a Continental não raras vezes bateu de frente com a ditadura e sua famigerada censura, tendo inclusive sido retirada do ar em determinados ocasiões, além de ter que conviver diariamente com o “bafo” dos censores.
Analisando-se o fenômeno em que se constituiu esta rádio – e sem embargo quanto a todos os seus inegáveis méritos e o papel de vanguarda em diversos aspectos, como já assinalado -, observa-se que o trabalho de Júlio Fürst na Continental indiscutivelmente se revestiu de um caráter único, não apenas pelo estilo próprio de apresentar o seu programa, mas também pela proposta que destemidamente bancou junto aos diretores da emissora, que trouxe conseqüências espetaculares para o desenvolvimento e a divulgação do rock gaúcho e da MPB feita no sul.
A história começa mais ou menos assim: Júlio, que é baterista, atuava em um conjunto melódico (tocavam em bailes e festinhas) nos anos 60, e no início dos 70 teve uma loja de discos na Avenida Independência, então um dos points da juventude portoalegrense. Um amigo seu -que veio a ser proprietário de inúmeras casas noturnas famosas na capital gaúcha-, indicou-o para trabalhar na Rádio Pampa AM, que tentava fazer frente à monopolização que a Continental estava obtendo frente ao público jovem das classes A e B (e parte da C). O trabalho de Júlio chamou a atenção da Continental, e após um tempo ele e o seu “fiel escudeiro” Beto Roncaferro se foram de “mala e cuia” para a concorrente. Inicialmente, Júlio apresentava um programa de soul/funk americano, encarnando “Julius Brown”, um negão “típico” do Bronx que transmitia em português, embora o locutor seja um indisfarçável descendente de alemães. Chegou a discotecar festas no Clube Floresta Aurora (entidade quase que exclusivamente freqüentada pela comunidade negra da capital, que fazia festas semelhantes aos bailes realizados no Rio nos anos 70, em que vicejavam Banda Black Rio, Cassiano, Tim Maia, etc.), caracterizado como “negão black” clássico, ladeado por duas dançarinas com cabeleiras black power, na maior cara-de-pau. Então, ocorreu que, à época (início de 1975), a fábrica de roupas gaúcha Renner (da qual se originaram as Lojas Renner, hoje uma cadeia nacional) decidiu estabelecer uma espécie de franchising com a Lee americana, para produzir no Brasil as calças jeans como “originais”, tendo em vista que até então as calças da marca que circulavam por aqui eram todas importadas. Nos EUA, a Lee já tinha um programa transmitido coast to coast de música country, inclusive promovendo shows ao vivo. A Renner, que queria justamente penetrar na faixa de mercado do público jovem, propôs à Radio Continental que a emissora produzisse e transmitisse um programa nos moldes do americano. Então, “Julius Brown” foi aposentado e Júlio Fürst passou a encarnar o “Mr. Lee”. Desta forma, a partir de abril de 1975, Júlio apresentava (narrando em português, obviamente) o programa do Mister Lee, encarnando uma espécie de cowboy brasileiro e veiculando country americano. Em julho daquele ano, Júlio foi convidado para ser jurado do Musipuc, o festival mais importante de música universitária que se realizava na década de 70 em Porto Alegre. Encantado com a qualidade dos trabalhos que viu e ouviu ali, teve a idéia luminosa de propor à direção da Continental que os artistas locais gravassem suas músicas no próprio estúdio da Rádio, no gravador de dois canais constantes do Estúdio B, e que as músicas passassem a rodar em seu programa. Os diretores acharam a idéia um pouco maluca, e disseram que o risco seria do próprio radialista, caso aquilo redundasse num fracasso de audiência. Júlio, corajosamente, decidiu abraçar a “bronca”.
A proposta – que inicialmente consistiu na oportunidade de os músicos registrarem de forma semi-profissional seus trabalhos, gravando suas canções nos estúdios da própria rádio, numa época em que Porto Alegre não era dotada de estúdios efetivamente profissionais, e, melhor ainda, com a veiculação iterativa e efusiva das gravações no programa do Mr. Lee, e, posteriormente, inclusive na programação normal da rádio – desembocou em um verdadeiro movimento musical sem precedentes na cena portoalegrense, que não somente ganhou o Estado, como inclusive marcou presença no Paraná, apresentando o trabalho dos gaúchos aos paranaenses, e vice-versa. Foram shows e caravanas de músicos pelo sul do país, com auditórios lotados e, não raro, tumultos e fãs histérica(o)s. Quando os artistas apresentavam-se nos shows denominados “Mr. Lee in Concert”, subiam ao palco não raro tendo a platéia “na mão”, uma vez que o público jovem já conhecia as músicas por ouvi-las reiteradamente antes na rádio, não raramente cantando junto as canções. Nestes shows – e nos shows individuais e coletivos que os artistas passaram a fazer a partir daí – havia uma total identidade entre os espectadores e os artistas, assim como eles, jovens típicos da classe média gaúcha (e de outras classes também). Geralmente os artistas e o público estavam imbuídos das mensagens de “paz e amor”, de sonhos e utopias, nos rastros do movimento hippie e de outras viagens típicas dos anos 70. Além disso, as apresentações eram recheadas de toques sobre a “liberdade” e o vazio do mundo do consumo, mensagens que, diga-se de passagem, tinham que ser muito bem metaforizadas para conseguir “passar” pela censura. Os shows, guardadas as proporções, eram traduções miniaturizadas de Woodstock, festival americano no qual Júlio procurou se inspirar, e em vários aspectos eram mesmo correlatos deste. É claro que não tinham e nem podiam contar com toda a estrutura, a “piração” e liberdade vigorantes nos EUA dos 60, afinal ainda estávamos em plena ditadura, e a própria reunião de um grande número de jovens em um local fechado já era muito mal vista pelos censores, que exigiam que o radialista e os músicos lhe submetessem previamente o conteúdo do que iam falar ao público. Mas com certeza, em termos de número de atrações, qualidade, variedade, duração dos shows (o show no auditório Araújo Vianna durou uma eternidade) e animação, havia sim semelhança com o grande festival americano, guardadas as proporções, enfatiza-se. É preciso destacar também que, naquela época, meados dos anos 70, em que reinavam soberanos os vinis, os discos independentes eram raríssimos, limitando-se a eventuais e bissextas “matérias pagas” de algum “incauto” ou “milionário”, de forma que o esquema do Mr. Lee proporcionou que artistas amadores (em termos profissionais, não em questão de qualidade musical) e independentes pudessem registrar o seu som e divulgar de forma totalmente gratuita o seu trabalho, sem qualquer esquema de jabá ou coisa que o valha, muito ao contrário. Pra não fugir da regra, tudo isto somente aconteceu porque na hora certa estava no local certo a pessoa certa, com a atitude certa. Sem dúvida, se não fosse a coragem pessoal do Júlio Fürst, então no início de sua promissora carreira profissional de radialista e apresentador (a que, após este ciclo, deu continuidade, já despido do personagem, mas de forma não menos brilhante, na própria Continental e em diversas FMs da cidade, sendo que atualmente desempenha na Rádio Itapema FM), nada disso teria acontecido. É preciso lembrar que os fatos a que fazemos alusão ocorreram num cenário em que não havia significativas apostas em artistas jovens locais por parte da mídia – com raras exceções de incentivadores, tais como o grande radialista Glênio Reis, Pedrinho Sirótsky e o seu Transassom, bem como o suporte dado pela mídia escrita, especialmente por Juarez Fonseca, Maria Wagner, Osvil Lopes e Nei Gastal -. O contexto do mercado musical gaúcho era tal que os talentos surgidos inevitavelmente tinham que migrar para o centro do país para obter maior projeção e o merecido reconhecimento, sem que gozassem ainda de um ilimitado prestígio por aqui, tal como ocorreu nos anos 60 com Elis Regina e com o Liverpool (banda de rock tropicalista que na década seguinte deu base ao também lendário Bixo da Seda). E é justamente por conta desta realidade local, que a postura que Júlio decidiu abraçar com unhas e dentes se afigurava então uma incógnita, e se apresentava virtualmente temerária, não apenas comercialmente para a Rádio Continental, mas inclusive para o próprio futuro profissional do radialista. Com efeito, não havia muita referência acerca da viabilidade comercial desta proposta inovadora, à época, mas é indubitável hoje que, se não fosse pelo pioneirismo de Júlio e dos diretores da rádio, que respaldaram a sua idéia, certamente o mercado local de música em Porto Alegre não seria o que depois veio a ser, e tampouco o que é hoje. E o que chama mais atenção, e que nos revela que a coragem foi ainda maior do que se poderia inicialmente supor, é a extrema qualidade dos trabalhos veiculados, o que indica que a diretriz era no sentido de se promover um verdadeiro nivelamento “por cima” junto ao público. De fato, Júlio não “facilitava” para o público, não nivelava “por baixo”, não “empurrava” músicas fracas e escancaradamente comerciais “goela a baixo”, em busca de maior penetração junto à audiência. Ao contrário, os trabalhos musicais que o Mr. Lee apoiava não ficavam em nada a dever em relação ao que era produzido de melhor, à época, no resto do país, em termos de MPB, Pop e Rock. Júlio, com sua audácia e originalidade, demonstrou que era (e é) possível sim veicular música jovem de qualidade feita em Porto Alegre e obter com isso respaldo popular e resultados comerciais em termos de faturamento da emissora.
Infelizmente, o programa do Mister Lee deixou de ser produzido em face do desacordo havido entre a empresa patrocinadora e a direção da rádio, quanto aos valores do contrato de publicidade. Deste modo, Júlio já entrou o ano de 77 não mais como o cowboy, mas como “Mestre Júlio”, e sem o “gás” que o patrocínio proporcionou em termos de respaldo para a produção dos shows, que por serem coletivos e durarem horas a fio, envolviam altos custos. O fim do programa, em que pese a força que o radialista e o restante da equipe da rádio continuaram dando ao som local, representou um considerável revés para alguns dos trabalhos musicais que eram divulgados naquele espaço. Alguns outros artistas da cena conseguiram manter uma projeção ascendente em suas carreiras, em que pese tal fato.
Não seria arriscado dizer que possivelmente muitos de nós hoje não conheceríamos os excelentes músicos que afloraram daquela geração portoalegrense e gaúcha, que Júlio catapultou em seu programa e nos shows que promovia. Alguns destes artistas, se não fosse a ousadia do seu “empurrão” inicial, talvez não se tornassem tão famosos nacionalmente no futuro, tais como Kleiton e Kledir (então membros dos Almôndegas), Hermes Aquino (é, aquele mesmo da Nuvem Passageira) e Joe (roqueiro que começou pela MPB, vencendo uma das linhas da Califórnia da Canção, festival de música regionalista gaúcha, como Zezinho Athanásio, depois transmutando-se em “Joe Euthanásia” – observação: não chegou a participar de show do Mr. Lee, mas era rodado no programa), e Mauro Kwitko (autor de algumas das pérolas do repertório de Ney Matogrosso em sua carreira solo). Além, obviamente, talvez não viessem a obter projeção tantos outros nomes importantes que surgiram naquele período, tais como Fernando Ribeiro, Gilberto Travi, Inconsciente Coletivo, Nelson Coelho de Castro, e muitos mais. Mas não apenas isso, se não tivesse acontecido o movimento capitaneado pelo Mr. Lee -naqueles frenéticos dois anos aproximadamente em que o programa foi ao ar, do meio para o fim da década de 70-, não seria delírio pensar que muitos outros trabalhos importantes como os de Nei Lisboa, Bebeto Alves, Gelson Oliveira, Totonho Villeroy, Vitor Ramil, Júlio Reny, Jimi Joe, Wander Wildner, Frank Jorge – ou seja, um espectro que abrange o próprio Rock Gaúcho dos Anos 80, que estourou Brasil afora -, talvez não houvessem obtido tanta repercussão no futuro. Ocorre que vários dos radialistas importantes surgidos na década seguinte (a grande maioria inclusive hoje ainda na “ativa”), que deram o “empurrão” inicial necessário para impulsionar as carreiras destes músicos, eram fãs dos programas veiculados na Continental, e foram influenciados de alguma maneira pelo “modelo” do programa do Mister Lee, adotando a mesma postura de divulgar e apoiar valores locais novos em suas respectivas rádios FM. Pode-se rastrear a influência da Continental AM, ainda que de forma reflexa, na formatação das rádios Ipanema FM, Atlântida FM, Unisinos FM (notadamente em sua versão inicial, mesmo porque o seu criador assim o declarava), Band FM (o manager Kamarão também reconhece a influência), Gaúcha FM (atualmente Itapema), Pop Rock e FM Cultura (especialmente na época em que Zé Flávio foi o Diretor de Programação). Ou seja, nas principais estações de música jovem, rock e mpb da capital gaúcha.
Seguem abaixo alguns dos trabalhos e artistas veiculados pelo Mister Lee e pela Rádio Continental AM nos anos 70 ligados ao rock (ou ao pop rock, ou à MPB mais ligada ao pop). Não é ocioso registrar que, em entrevista pessoal que Júlio Fürst me concedeu, perguntei-lhe porque o Bixo da Seda, então o principal nome do Rock Gaúcho, não fez parte do “circo” do Mr. Lee. Segundo Júlio, isso deveu-se ao fato de que, embora tenha feito o convite ao empresário da banda, o mesmo pediu uma alta soma à guisa de cachê, o que a produção não tinha condições de cobrir, tendo em vista que os valores alcançados pelo patrocinador mal suportavam os custos de produção, sendo que os artistas (não raro dez ou doze bandas por evento) rateavam apenas o que sobrava, após o abatimento dos gastos, da renda da bilheteria.

– Inconsciente Coletivo: banda que misturava folk e mpb num formato “Peter – Paul – Mary “, com João Antônio (atualmente dono do Abbey Road, uma das principais casas de shows musicais de Porto Alegre, na qual é sócio de Júlio Fürst), Alexandre (um dos proprietários do Sargent Peppers, outra casa noturna importante da cidade) e a (psicóloga) Ângela. Um som suave, com violas e vocais, bem legal, em que se destacavam as músicas “Voando Alto” e “Terras Estranhas”, gravadas em um compacto lançado em 77 pela gravadora carioca Tapecar.
– Bizarro (posteriormente Byzarro): banda de rock progressivo, hard rock, jazz e o que mais pintasse. Criada nos anos 60 sob a alcunha de Prosexo, contou em sua formação com Carlinhos Tatsch (guitarra), Gélson Schneider (baterista, que posteriormente pertenceu às bandas Trovão, Swing e Câmbio Negro), Mário Monteiro (baixo) / Mitch Marini (baixista que também integrou as bandas mencionadas de Gélson). Fizeram vários shows em dobradinha com o Bixo da Seda. Destacam-se no repertório “Sombras” e “Betelgeus Star”.
– Bobo da Corte: na época do Mr. Lee, a banda tinha na formação Zé Vicente Brizola (filho do próprio e fundador do Bixo da Seda), Gatinha (bateria, posteriormente atuou no Saracura em sua fase inicial), Chaminé (baixo, depois Saracura) e Otavinho (guitarra). Fughetti Luz chegou a participar de uma das formações desta banda, antes de entrar para o Bixo. Rock direto levemente hard, numa levada bem juvenil, sendo de destacar “Genial Colegial”.
– Almôndegas: Banda seminal da música gaúcha dos anos 70, da qual participavam Kleiton e Kledir, e, ainda, Quico Castro Neves, Gilnei Silveira e Pery Souza. Depois, saíram os três últimos e entraram Zé Flávio, João Baptista e no finzinho (79) Fernando Pesão, este na bateria. Transitava pelo rock, bossa nova, milongas, temas regionais do Sul, Mpb e o que mais pintasse, com ótimas letras. Destaque para a Canção da Meia-Noite, que foi trilha da novela Saramandaia da Rede Globo, e Rock e sombra fresca no Quintal (ambas do genial guitarrista Zé Flávio).
– Hallai-Hallai: banda de country/folk rock, num estilo bem acústico, fazia um som muito legal, contava com Necão e Paulinho, entre outros membros que foram se revezando, sendo que em 1987, com Jorge Vargas no baixo, gravou um disco pela gravadora 3M, intitulando-se apenas como Hallai. Em destaque, as músicas “Cowboy” e “Quando viajar pro Norte” (esta de Fernando Ribeiro).
– Zé Flávio e o Mantra (posteriormente Mantra Jazz Rock circus): Banda capitaneada pelo guitarrista Zé Flávio, o qual, antes de monta-la, participou da banda-show Em palpos de Aranha, que também chegou a se apresentar em show do Mr. Lee (a Em palpos era Zé, Cláudio Levitan, Graça Magliani, Giba-Giba e Néri). O Mantra era formado ainda por Inácio (baixo), Fernando Pesão (bateria, também da banda instrumental Zacarias, que participou do Mr. Lee, posteriormente integrante dos Almôndegas, Saracura e atualmente nos Papas da Língua), e Jakka (percussão),  Zé Luiz (guitarra, ex-os Monges, e futuro Desenvolvymento) e Clóvis (percussão). Transitando entre o rock, o blues, a mpb, o tango, entre outras milongas, sempre com uma pitada “latina” a la Carlos Santana, fazia um som bem lisérgico e com muita energia. Destaque para “Dói em mim” e “A Margarida do Brejo”. A banda terminou quando Zé foi convidado para integrar os Almôndegas em 77, mudando-se para o Rio de Janeiro.
– Élbia: cantora que fez parcerias com o jornalista, radialista e músico Jimi Joe, apresentou-se no último show do Mr. Lee, realizado no Teatro Leopoldina, em 76, tinha uma música maravilhosa, que não deixava nada a desejar em relação à Rita Lee da fase Tutty Frutti, chamada “Como meu quociente de pureza se manifestou diante da Sociedade”.
– Gilberto Travi e o Cálculo IV: MPB com pitadas de Jazz e blues, com letras inteligentes e provocativas, nas quais eram utilizadas muitas das gírias dos anos 70, com um especial sotaque portoalegrense. Participou em todos os shows do Mr. Lee. Gilberto chegou a ser convidado por Liminha para gravar um compacto pela Warner, que havia se separado da Gravadora Continental, na época, e estava criando o seu cast, o que só não rolou em face da falta de garantias financeiras mais sólidas, além da exigência de que abandonasse a banda que sempre o acompanhou. Posteriormente, junto com o próprio Júlio Fürst, com Beto Roncaferro, e com João Antônio, formou os Discocuecas, banda impagável de “gozação” e “tiração de sarro”, na qual restou muito bem canalizada a face humorística que Gilberto também explora como compositor e performer. Em sua faceta “séria” destaca-se, no repertório de “Gilberto Travi e o Cálculo IV”, “Poluição” e “Pretensão”.
– Hermes Aquino: sensacional cantor e compositor, traçava o que viesse, do blues/rock à guarânia. Em sua fase tropicalista, nos anos 60, foi pra Sampa e orbitou em torno dos poetas concretistas, junto com sua prima Laís Marques e com Carlinhos Hartlieb, fechando parcerias com Tom Zé e o grupo o Bando. Depois voltou para o Sul e foi um dos principais nomes dos shows do Mr. Lee. Em face desta visibilidade, gravou pela Tapecar as músicas Nuvem Passageira e Matchu Pitchu, sendo que a primeira foi trilha da novela Casarão, primeiro lugar nas paradas de sucesso nacionais. Desentendendo-se posteriormente com a gravadora Capitol, que lançou seu segundo LP, recolhendo-se infelizmente em ostracismo em sua casa em Porto Alegre, o que vigora até hoje, para a tristeza de seus fãs.
– Utopia: Trio acústico à base de dois violões de aço (um deles de doze cordas) e violino, liderado por Bebeto Alves, contando também com os irmãos Ricardo e Ronald Frota. Difícil de classificar o seu som, feito de “viagens sonoras” típicas dos anos 70, com muito improviso e músicas intermináveis, me arriscaria a dizer que seu estilo era mais ou menos “psicodélico-acústico-progressivo”, com pitadas de jazz cigano (em entrevista que me concedeu, o Bebeto associou o som da banda ao Crimson de Robert Fripp). Desmanchou-se em 76 e lá por 78 teve nova formação, bem maior, e com uma proposta ligeiramente diferente da original, com Bebeto, Ricardo, Cao Trein, Zé Henrique Campani (que também foi dos grupos Emergência e Metamorfose, que participaram de shows do Mr. Lee) e até de Nico Nicolaiéwsky (passagem rápida), dentre outros. Lá por 79 Bebeto começou sua carreira solo.

  

Padrão